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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

São Nicolau, Bispo - o Verdadeiro Papai Noel

Dia 6 de Dezembro

São Nicolau, cujo nome significa "protetor e defensor dos povos" foi tão popular na antigüidade que lhe consagraram no mundo mais de dois mil templos. Era invocado pelos fiéis nos perigos, nos naufrágios, nos incêndios e quando a situação econômica ficava difícil, conseguindo estes favores admiráveis por parte do santo.

Por ter sido tão amigo da infância, em sua festa se repartem doces e presentes às crianças, e como em alemão se chama "São Nikolaus", começaram-no a chamar Santa Claus, sendo representado como um ancião vestido de vermelho, com uma barba muito branca, que ia de casa em casa repartindo presentes e doces às crianças. De São Nicolau escreveram muito belamente São João Crisóstomo e outros grandes Santos, mas sua biografia foi escrita pelo Arcebispo de Constantinopla, São Metodio.

Desde criança se caracterizou porque tudo o que conseguia o repartia entre os pobres. Um de seus tios era bispo e foi este quem o consagrou como sacerdote, mas ao ficar órfão, o santo repartiu todas suas riquezas entre os pobres e ingressou em um monastério.

Segundo a tradição, na cidade de Mira, na Turquia, os bispos e sacerdotes se encontravam no templo reunidos para a eleição do novo bispo, já que o anterior tinha morrido. Ao fim disseram: "escolheremos ao próximo sacerdote que entre no templo". Nesse momento sem saber o que ocorria, entrou Nicolau e por aclamação de todos foi eleito bispo. Foi muito querido pela quantidade de milagres que concedeu aos fiéis.

Na época de Licino, quem decretou uma perseguição contra os cristãos, Nicolau foi encarcerado e açoitado. Com o Constantino foram liberados ele e outros prisioneiros cristãos. Diz-se que o santo conseguiu impedir que os hereges arianos entrassem na cidade de Mira.

O santo morreu em 6 de dezembro do ano 345. No oriente o chamam Nicolau de Mira, pela cidade onde foi bispo, mas no ocidente lhe chama Nicolau de Bari, porque quando os maometanos invadiram a Turquia, um grupo de católicos tirou dali, em segredo, as relíquias do santo e as levou a cidade de Bari, na Itália.

Nesta cidade se obtiveram tão admiráveis milagres por sua intercessão, que seu culto chegou a ser extremamente popular em toda a Europa. É Padroeiro da Rússia, da Grécia e da Turquia.

domingo, 27 de novembro de 2011

Advento



Pelo Santo Padre, o Papa Bento XVI

"O novo ano litúrgico é um novo caminho de fé que deve ser vivido junto com as comunidades cristãs, mas também, como sempre, um caminho que dever ser percorrido dentro da história do mundo, para abri-la ao mistério de Deus, para a salvação que vem de seu amor. O Ano Litúrgico se inicia com o Tempo do Advento: tempo maravilhoso em que se desperta nos corações a espera do retorno de Cristo e a memória de sua primeira vinda, quando se despojou de sua glória divina para assumir a nossa carne mortal.”

“O apelo de Jesus no Evangelho de hoje, é um convite salutar para nos lembrar que a vida não tem apenas a dimensão terrena, mas é projetada rumo ao além, como uma plantinha que brota da terra e se abre para o céu. Uma plantinha pensante, o ser humano, dotada de liberdade e responsabilidade, por isso cada um de nós será chamado a prestar contas de como viveu, como utilizou suas capacidades: se as guardou para si ou as fez frutificar em favor do bem dos irmãos.”

“Isaías, o profeta do Advento, reconheceu as falhas do seu povo e disse: Não há quem invoque o teu nome, quem acorde para em ti se apoiar, pois escondeste de nós a tua face, deixaste que, como onda, a força dos nossos pecados nos arrastasse”

“As cidades onde a vida tornou-se anônima e horizontal, em que Deus parece estar ausente e o homem o único senhor, como se ele fosse o criador e o diretor de tudo: as construções, o trabalho, a economia, os transportes, as ciências, a tecnologia, tudo parece depender somente de homem. E às vezes, neste mundo que parece quase perfeito, acontecem coisas chocantes, ou na natureza, ou na sociedade, que nos leva a pensar que Deus tenha se retirado, nos tenha abandonado.”

“Na realidade, o verdadeiro dono do mundo não o homem, mas Deus. O Tempo do Advento chega a cada ano para nos lembrar isso, a fim de que a nossa vida reencontre sua orientação justa, em direção à face de Deus. A face não de um patrão, mas de um Pai e amigo”

Fonte: Radio Vaticana

sábado, 19 de novembro de 2011

Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo





Por Rafael Brodbeck

O Reinado de Cristo na esfera espiritual

Sobretudo, Jesus Cristo estabeleceu Seu Reino nas coisas do espírito. É nos Céus que ele se realiza, e quando do Juízo Final estará consumado. Na terra este Reino espiritual é construído e dilatado na Igreja e através da Igreja.

Com efeito, ser cristão é reconhecer-se súdito de Cristo, tributar-lhe a honra devida ao Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Trono de Cristo é, portanto, também a nossa alma. Não basta dizer-se seguidor de Jesus. É preciso que Ele reine sobre nós (cf. 1 Co 15,25), e isso consubstancia-se em mudarmos nossa mente pela de Cristo, nossos pensamentos e sentimentos pelos d’Ele, tudo submetendo a Seu império.

No acertado ensino de Sua Santidade, o Papa Pio XI, é “necessário que Cristo reine na inteligência do homem, que, com perfeito acatamento, há de assentir firme e constantemente às verdades reveladas e à doutrina de Cristo.” (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quas Primas, de 11 de dezembro de 1925, nº 34)

O Reinado de Jesus sobre as almas efetiva-se por darmos nosso intelecto a Ele pela fé, que vem a ser justamente, nesse sentido, o ato através do qual a inteligência, movida pela vontade, adere à verdade por Deus revelada, que é mantida, preservada, guardada, pregada, explicitada e defendida pelo Sagrado Magistério da Igreja.

A vontade, logo, também deve ser submissa à realeza do Salvador.

Por isso continua o Santo Padre: “É necessário que reine na vontade, que há de obedecer às leis e preceitos divinos. É necessário que reine no coração, que sobrepondo os afetos naturais, há amar a Deus acima de todas as coisas. É necessário que reine no corpo e em seus membros, que, como instrumentos, devem servir para a interna santificação da alma.” (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quas Primas, de 11 de dezembro de 1925, nº 34)

O Reinado de Jesus Cristo sobre o homem, em suma, manifesta-se na alma e no corpo.
Reina Jesus na alma quando a inteligência, a vontade e o coração a Ele estão submetidos, nos termos do exposto acima. Tal domínio sobre a alma deve refletir-se necessariamente no corpo, sob pena de sacrificarmos em nome de um platonismo a própria antropologia cristã, que vê no homem uma unidade fundamental só dissolvida temporariamente pela morte e refeita na ressurreição da carne.

A inteligência na qual Cristo reina é aquela que, pela fé, adere à doutrina pela Igreja pregada.

A vontade na qual Cristo reina é aquela que obedece à Lei de Deus, fazendo o bem, evitando o mal e mantendo a comunhão com a autoridade – o Papa e os Bispos.

O coração no qual Cristo reina é aquele que ama a Deus sobre todas as coisas e enxerga n’Ele o princípio da caridade com a qual deve amar o próximo como a si mesmo.

O império de Nosso Senhor sobre o corpo, por sua vez, é o reflexo de Seu Reinado nas potências da alma. O corpo no qual Cristo reina, por isso, é aquele que serve de instrumento à santificação, não se deixando escravizar por paixões desordenadas e apegos carnais. Não deve o corpo ser desprezado, num conceito novamente platônico e, por isso mesmo, estranho à Fé da Igreja, mas submetido à alma de forma a demonstrar o senhorio de Jesus sobre o homem todo.

Sinal da relação entre alma e corpo, ambos de domínio de Cristo, é a ligação das realidades espirituais com as temporais, tema que veremos a seguir.

Por ora, ressaltemos que o Reinado espiritual de Jesus não se dá somente em cada cristão individualmente. Como formamos um Corpo, a Igreja, do qual, aliás, é Ele a Cabeça, temos que Cristo é Seu Rei.Jesus é Rei da Igreja por ser Rei de cada um de seus membros, e também por direito próprio, eis que ela é obra Sua, fundada por Ele mesmo em São Pedro e nos Apóstolos, continuada nos sucessores destes. Esta Igreja, da qual Cristo é Rei, anuncia e prepara a plenitude do Reino, que, longe de uma perspectiva gnóstica e milenarista, chegará, no fim dos tempos, por especial intervenção de Deus, quando dos novos céus e da nova terra.

O Reinado de Cristo na esfera temporal

“(...) erraria gravemente quem subtraísse a Cristo-Homem o Seu poder sobre todas as coisas humanas e temporais.” (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quas Primas, de 11 de dezembro de 1925)

Alma e corpo têm independência em seu campo próprio de atuação. Em sua esfera, porém, ainda que livre, não pode o corpo contrariar a alma, e nos conflitos com questões mistas, esta última deve prevalecer. Da mesma maneira, ensina Leão XIII na Immortale Dei, o governo do gênero humano foi repartido entre Estado e Igreja. Na esfera temporal, cuidando dos negócios civis, atua o Estado livremente, independente e soberano.

A autoridade não é força incontrolável, é sim faculdade de mandar segundo a sã razão. A sua capacidade de obrigar deriva, portanto, da ordem moral, a qual tem Deus como princípio e fim.” (Sua Santidade, o Papa João XXIII. Encíclica Pacem in Terris, de 11 de abril de 1963, nº 47)

Na esfera espiritual, cuidando dos negócios religiosos, atua a Igreja livremente, independente e soberana. Ambos são instrumentos de Deus para a ordenação do bem comum: temporal e espiritual. Como, todavia, o bem temporal é transitório e subordina-se ao espiritual, temos que a Igreja, segundo o Magistério dos Papas, tem uma supremacia sobre o Estado.

As duas autoridades não se confundem, tampouco se separam. Não pode, outrossim, o Estado ter supremacia sobre a Igreja, nem esta o ter de maneira direta em relação àquele. A supremacia da Igreja sobre o Estado é indireta: mesmo em seu campo de ação, a esfera temporal, o Estado não pode gerir os negócios civis em desrespeito à Lei de Deus e à lei natural; e nas questões mistas, havendo conflito, prevalece a vontade da Igreja, pois a regra máxima é a salvação das almas.

De tal maneira, Cristo reina sobre o Estado. Este, como súdito de Jesus, não pode desobedecê-Lo. Assim, imoral uma lei que permita o aborto, pois contraria as Leis de Cristo, Rei do Universo.

Sob o aspecto social, a Igreja reafirma a disposição de trabalhar conjuntamente com as forças da sociedade livremente organizada e dos poderes temporais constituídos para promover ações capazes de erradicar definitivamente a miséria. Do ponto de vista moral, a Igreja considera o subjetivismo e o individualismo exacerbado, o consumismo ilimitado, o utilitarismo pragmático, o imediatismo irresponsável, a cultura do descartável e, principalmente, o hedonismo, a prepotência do mais forte sobre o mais fraco, a supremacia de um povo sobre outro, a escravidão dos mais pobres aos mais ricos, a corrupção ativa e passiva, como práticas que ferem os princípios éticos, distanciando as pessoas umas das outras, acirrando o egoísmo e os ódios incontáveis, enfim, afastando os seres humanos da solidariedade e do afeto, necessários para uma convivência menos aterradora. Finalmente, sob o prisma espiritual, a Igreja reforça a fé na salvação do homem, quando cada um de nós for capaz de se libertar dos condicionamentos que nos amesquinham diante do próximo e de Deus, e quando o mandamento maior de Cristo for vivenciado por todos com verdadeira intensidade. Por defender os valores que dignificam a vida humana é que a Igreja permanece viva e atuante. ‘O respeito pela pessoa humana implica que se respeitem os direitos que decorrem de sua dignidade de criatura. Estes direitos são anteriores à sociedade e se lhe impõem. São eles que fundam a legitimidade moral de toda autoridade. Conculcando-os ou recusando-se a reconhecê-los na sua lei positiva, uma sociedade mina sua própria legitimidade moral.’ (Catecismo da Igreja Católica nº 1930).” (Sua Eminência, Dom Geraldo Magella, Cardeal Agnelo, Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil. A Igreja se posiciona. Comunicado da CNBB, em 17 de julho de 2004, reproduzido por Zenit, ZP04070517)

Pio XI pontifica que “o dever de adorar publicamente e obedecer a Jesus Cristo não somente obriga aos particulares, senão também aos magistrados e governantes.” (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quas Primas, de 11 de dezembro de 1925, nº 33)

É direito de Deus governar assim os Estados como os indivíduos. Não é outra coisa o que Nosso Senhor veio procurar na terra. Ele deve reinar inspirando as leis, santificando os costumes, esclarecendo o ensino, dirigindo os conselhos, regulando as ações quer dos governos quer dos governados. Onde Jesus Cristo não exerce este reinado, há desordem e decadência.” (Cardeal Pie, in Histoire du Cardinal Pie, Tomo I, livro II, cap. 2, p. 698)

As pessoas das quais Cristo é Rei vivem em uma sociedade, em uma Nação, sob um Estado. Também nestes Jesus deve reinar. O Papa São Pio X, em seu lema – inspirador da Coleta da Missa de Cristo Rei –, pretendia restaurar todas as coisas em Cristo. Ele é Senhor não só das realidades espirituais, mas também das temporais; deve-se a Ele obediência privada e pública.

Quando o cristianismo não constitui a alma da vida pública, do poder político, das instituições públicas, então Jesus Cristo tratará a tal país como este país trata a Ele. Reservará sua graça e suas atenções para os indivíduos que o servem, mas abandonará a sua sorte as instituições e poderes que não o servem.” (CARDEAL PIE, Louis. Apud CATTA, E., La doctrine polítique et sociale du Cardinal Pie, París: 1959, p. 85)Como Cristo Reina sobre a esfera temporal?

Considerado o Reinado em si mesmo, Jesus Cristo reina diretamente sobre a sociedade civil, sobre as Nações, sobre todos os reinos do mundo. O exercício desse Reinado, entretanto, não é direto, mas através das autoridades políticas, os Estados, que a Ele se submetem.

Também através da Igreja, que os auxilia, segundo o princípio da supremacia indireta formulado pelo Beato Pio IX, por Leão XIII, e por São Pio X, e dos leigos, os quais têm por vocação própria ordenar as estruturas temporais segundo Deus (cf. Concílio Ecumênico Vaticano II. Constituição Dogmática Lumen Gentium, de 21 de novembro de 1964, nº 31)

É doutrina católica que, sendo Cristo o Rei do Universo – e, portanto, também da esfera temporal –, as leis positivas civis não podem contrariar os preceitos da Lei de Deus (no caso de um Estado católico) e da lei natural (em todos os Estados). Antes, devem promovê-los, explicá-los, e livremente legislar no campo que lhes é próprio, nunca contradizendo os direitos divinos.

“Não menos nocivo se mostra o erro contido naquelas concepções que não hesitam em dispensar a autoridade civil de toda e qualquer dependência do Ente supremo, causa primeira e Senhor absoluto tanto do homem como da sociedade, e de todo liame de lei transcendente, que deriva de Deus como de fonte primária, e lhe concedem uma ilimitada faculdade de ação, abandonada à onda inconstante do arbítrio ou tão-somente aos ditames de exigências históricas contingentes e de interesses relativos. Renegada assim a autoridade de Deus e o império da sua lei, o poder civil, por consequência inevitável, tende a atribuir a si aquela absoluta autonomia que compete ao Autor Supremo, a substituir-se ao Onipotente, elevando o estado ou a coletividade a fim último da vida, a critério sumo de ordem moral e jurídica, e interdizendo todo o apelo aos princípios da razão natural e da consciência cristã.” (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Summi Pontificatus)[..]

[..]Sustentando o Reinado de Cristo sobre a esfera temporal, discursava o Papa:

É inaceitável, bem como contrária ao Evangelho, a pretensão de reduzir a religião ao âmbito estritamente privado, esquecendo paradoxalmente a dimensão essencialmente pública e social da pessoa humana. Saiam, pois, às ruas, vivam sua fé com alegria, façam chegar aos homens a salvação de Cristo, que deve penetrar na escola, na cultura, na vida política!” (Sua Santidade, o Papa João Paulo II. Homilia na Santa Missa pela Consagração da Catedral de Almudena)

O Reino de Cristo, pois, espiritual, deve ser refletido em todos os âmbitos e estruturas da esfera temporal, na política como nos demais: a cultura, a filosofia, os meios de comunicação, as artes, o lazer, o esporte, a educação, a família, o pensamento jurídico, as ciências etc. As leis humanas devem servir e favorecer o cumprimento da Lei de Deus, e a lei positiva civil nunca contrariar a divina, a eterna e a natural. Os costumes humanos precisam ser coerentes com a Moral revelada. Toda ação e pensamento dos homens são terreno propício para a sua santificação. “O Reino de Cristo não é deste mundo, mas se encontra neste mundo. Deve levedar toda a massa.” (GRINGS, D. Dadeus. Dialética da Política. História Dialética do Cristianismo, Porto Alegre: EDIPUCRS, 1994, p. 313)

A reforma das estruturas temporais – as quais, na Idade Média e em certos ambientes da modernidade, estavam submetidas a Cristo Rei – identifica-se com a expansão do Reinado de Jesus sobre a sociedade civil, e é, na prática, um projeto que visa “chegar a atingir e modificar, pela força do Evangelho, os critérios de juízo, os valores que decidem, os centros de interesse, as linhas pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade que se apresentam em contraste com a Palavra de Deus e os desígnios de salvação.” (Sua Santidade, o Papa Paulo VI. Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, de 8 de dezembro de 1975, nº 19)

Sustentando o Reinado de Cristo sobre a esfera temporal, discursava o Papa:

É Causa dos problemas contemporâneos é a Revolução cultural anticristã, de caráter gnóstico, laicista, liberal, antropocêntrico e igualitário, que desvincula fé e razão, sociedade religiosa e sociedade civil, Igreja e Estado, esfera espiritual e temporal, culto privado e culto público. “Duas potências vivem e se acham em luta no mundo moderno: a Revelação e a Revolução. Esses dois poderes negam-se reciprocamente, e aqui está o problema fundamental.” (VEUILLOT, Louis. A ilusão liberal, XXIII)

Negando-se à benéfica submissão a Jesus Cristo, Rei do Universo, o mundo afunda na loucura em que tudo passa a ser permitido e a natureza é violentada, com leis abortistas e pró-gay, v.g.. “A ruptura entre a ordem espiritual e a ordem racional é o maior problema que o mundo moderno tem a enfrentar.” (DAWSON, C. Religione e Cristianesimo nella Storia della Civiltà, Roma: Paoline, 1984, p. 152)

Somos levados pelos inimigos da Igreja a criticar o período em que a doutrina de Cristo inspirava toda a sociedade. A falsificação da História é das manobras aquela que mais ajudou a que tantos “torçam o nariz” quando se fala na Idade Média. A Igreja, contudo, da Idade Média diz palavras as mais elogiosas.

“Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados. Nessa época a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil.” (Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Encíclica Immortale Dei, de 1º de novembro de 1885)

"Cristo Rei, sois dos séculos Príncipe, Soberano e Senhor das nações! Ó Juiz, só a vós é devido julgar mentes, julgar corações"

Viva Cristo Rei!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Festa de todos os Santos


No dia 31 de outubro, a Igreja comemora a véspera do dia de Todos os Santos - que no Brasil é transferida para o Domingo seguinte ao dia -, e antevéspera de Finados, e é uma alegria para nós cristãos lembrar e rezar por estes homens que souberam se utilizar da graça de Deus, ganhando a luta entre a carne e o espírito. Conseguiram viver no mundo, mas sem serem do mundo e conseguiram derrotar o poder do demônio, que só fez tenta-los, dando mais força no seu testemunho de amor à Cristo.

"Esta solenidade de todos os Santos, nos diz o Santo Padre Bento XVI, "convida-nos a elevar o olhar ao Céu e a meditar sobre a plenitude da vida divina que nos espera. «Agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser» (1 Jo 3, 2): com estas palavras o apóstolo João garante-nos a realidade da nossa profunda ligação com Deus, assim como a certeza do nosso futuro. Por conseguinte, como filhos amados, recebemos também a graça para suportar as provações desta existência terrena — a fome e a sede de justiça, as incompreensões, as perseguições (cf. Mt 5, 3-11) — e, ao mesmo tempo, herdamos desde já o que foi prometido nas bem-aventuranças evangélicas, «nas quais resplandece a nova imagem do mundo e do homem que Jesus inaugura» (Bento XVI, Jesus de Nazaré, Milão 2007, 95). A santidade — imprimir Cristo em si mesmo — é a finalidade de vida do cristão. O beato António Rosmini escreveu: «O Verbo imprimiu-se a si mesmo nas almas dos seus discípulos com o seu aspecto sensível... e com as suas palavras... doou aos seus aquela graça... com a qual a alma sente imediatamente o Verbo» (Antropologia soprannaturale, Roma 1983, 265-266). E nós prelibamos o dom e a beleza da santidade cada vez que participamos na Liturgia eucarística, em comunhão com a «multidão imensa» dos espíritos beatos, que no Céu aclamam eternamente a salvação de Deus e do Cordeiro (cf. Ap 7, 9-10). «À vida dos Santos não pertence somente a sua biografia terrena, mas também o seu viver e agir em Deus depois da morte. Nos Santos, torna-se óbvio como quem caminha para Deus não se afasta dos homens, pelo contrário torna-se-lhes verdadeiramente vizinho» (Enc. Deus caritas est, 42).

Consolados pela mesma comunhão da grande família dos santos,comemoraremos todos os fiéis defuntos. A liturgia do dia 2 de Novembro e o exercício piedoso de visitar os cemitérios recordam-nos que a morte cristã faz parte do caminho de assimilação a Deus e desaparecerá quando Deus for tudo em todos. A separação dos afectos terrenos certamente é dolorosa, mas não devemos temê-la, porque ela, acompanhada pela oração de sufrágio da Igreja, não pode romper o vínculo profundo que nos une em Cristo. A propósito, São Gregório de Nissa afirmava: «Quem criou tudo na sabedoria, deu esta disposição dolorosa como instrumento de libertação do mal e possibilidade de participar nos bens esperados» (De mortuis oratio, IX, 1, Leiden 1967, 68).

Queridos amigos, a eternidade não é «uma sucessão contínua de dias do calendário, mas algo parecido com o instante repleto de satisfação, onde a totalidade nos abraça e nós abraçamos a totalidade» do ser, da verdade e do amor (cf. Enc. Spe salvi, 12). À Virgem Maria, guia segura da santidade, confiemos a nossa peregrinação rumo à pátria celeste, enquanto invocamos a sua materna intercessão para o repouso eterno de todos os nossos irmãos e irmãs que adormeceram na esperança da ressurreição"


Sobre o Haloween que se comemora na mesma data, deixo aqui dois textos excelentes, para esclarecimento deste assunto:

1 - Haloween e Cristianismo - Blog Fazei o que Ele vos disser

2 - Haloween e a Festa de todos os santos - Blog Salvem a Liturgia

sábado, 15 de outubro de 2011

Santa Tereza Dávila - Rogai por nós!


Santa Tereza, certa vez, disse que ninguém pode enganar uma alma perfeita, porque ela sabe por experiência o valor das coisas terrenas. – os santos não foram enganados.

Dizia ela às suas filhas espirituais: “coisa imperfeita me parece este queixar-mo-nos constantemente de males ligeiros; se podeis sofre-los, não o façais. O mal, quando é grave, queixa-se por si mesmo […]. Fraquesas e males de mulheres, esquecei-vos de os lamentar. Quem não perde o costume de queixar-se e de contar tudo, a não ser a Deus, nunca acabará. Sabei sofrer um pouco por amor à Deus, sem que todos o saibam […]Não me refiro a males sérios, mas aos pequenos males que se podem suportar de pé. Lembremo-nos dos nossos Santos Padres passados…Pensais que eram de ferro? Se não nos decidirmos a tragar de uma vez a morte e a falta da saúde, nunca faremos nada” (Santa Tereza Dávila – cit. em J. Urtega, Deus e os filhos, Quadrante, São Paulo, pag.52)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Nossa Senhora Aparecida - Rogai por Nós!












A única inimizade que Deus estabeleceu e promoveu, inimizade irreconciliável que não só há de durar, mas aumentar até o fim: Inimizade entre Maria sua digna Mãe e o demônio, entre os filhos e servos da Santisssima Virgem e os filhos e sequazes de Lúcifer, de modo que Maria é a mais terrível inimiga que Deus armou contra o demônio (São luis Maria Grignion Monfort)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Santos Anjos



"Lá do alto enviai-nos, ó Cristo,
vosso anjo da paz, São Miguel.
Sua ajuda fará vosso povo
crescer mais, prosperando, fiel.

Gabriel, o anjo forte na luta,
nosso tempo sagrado visite,
lance fora o antigo inimigo
e, propício, conosco habite.

Enviai-nos dos céus Rafael,
o bom anjo que cura os doentes,
para a todos os males sarar
e guiar nossos atos e as mentes.

Cristo, glória dos coros celestes,
vossos anjos nos venham guiar,
para, unidos a eles um dia,
glória eterna ao Deus Trino cantar."

(Liturgia das Horas, rito romano moderno, hino de Vésperas na festa de Ss. Miguel, Gabriel e Rafael, Arcanjos)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Exaltação da Santa Cruz


"Celebramos a festa da Cruz; por ela as trevas são repelidas e volta a luz. Celebramos a festa da Cruz e junto com o Crucificado somos levados para o alto a fim de que, abandonando a terra com o pecado, obtenhamos os céus. A posse da Cruz é tão grande e de tão imenso valor que seu possuidor possui um tesouro. Chamo, com razão, tesouro aquilo que há de mais belo entre todos os bens pelo conteúdo e pela fama. Nele, por ele e para ele reside toda a nossa salvação, e é restituída ao seu estado original

(Dos Sermões de Santo André de Creta, bispo)

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Santo Afonso Maria de Ligório

Hoje - dia 1 de Agosto, a Igreja comemora este santo maravilhoso, que soube de maneira clara e objetiva, falar do amor de Deus e de como nós, seus filhos, podemos neste mundo chegar à perfeição, conformando nossa vontade à Sua vontade, que é sempre soberana e amorosa.

Ele nos diz: "A criação é obra do amor. Certamente, antes da Encarnação do Verbo, o homem podia duvidar que Deus o amava com ternura; porque, a rigor, a verdade desse fato, surpreendente e incrível, não era coisa que podíamos compreender na ordem natural. Mas depois que Ele nos revelou o seu segredo, numa epifania de sangue, depois da morte de Jesus Cristo, quem poderia duvidar disso? Agora que a luz iluminou o nosso caminho compreendemos que, em todas as partes, Ele nos envolve com o Seu amor irresistível"

Santo Afonso de Ligório - Rogai por nós!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

São Boaventura - Bispo e doutor da Igreja



São Boaventura foi bispo e reconhecido doutor da Igreja do Cristo que chamou pescadores, camponeses para segui-lo no carisma de Francisco de Assis, mas também homens cultos e de ciência. São Boaventura era um destes homens de muita ciência, porém de maior humildade e conhecimento de Deus, por isto registrou o que vivia.

Oração escrita por São Boaventura:

"Trespassai, dulcíssimo Senhor Jesus, a medula de minha alma com o suave e salutar dardo do vosso amor, com a verdadeira, pura e santíssima caridade apostólica, a fim de que minha alma desfaleça e se desfaça sempre só com o amor e o desejo de vos possuir; que por Vós suspire, e desfaleça por achar-se nos átrios da vossa casa; deseje separar-se do corpo para unir-se a Vós.
Fazei que minha alma tenha fome de Vós, Pão dos anjos, Alimento das almas santas, Pão nosso de cada dia, cheio de força, de toda doçura e sabor, e de todo suava deleite.
Ó Jesus, a quem os anjos desejam contemplar, tenha sempre o meu coração fome de Vós, e o interior de minha alma transborde com a doçura do Vosso sabor, tenha sempre sede de Vós, fonte de vida, manancial de sabedoria e de ciência, rio de luz eterna, torrente de delícias, abundância da casa de Deus.
Que Vos deseje, Vos procure, e Vos encontre; que para Vós caminhe e a Vós chegue;
que em Vós pense, de Vós fale, e todas as minhas ações encaminhe para honra e glória do Vosso nome, com humildade e discrição, com amor e deleite, com facilidade e afeto, com perseverança até o fim; para que só Vós sejais sempre minha esperança, meu gozo, meu descanso e minha tranquilidade, minha paz, minha suavidade, meu perfume, minha doçura, minha comida, meu alimento, meu refúgio, meu auxílio, minha sabedoria, minha herança, minha posse, meu tesouro, no qual estejam sempre fixos e firme e inabalavelmente arraigados a minha alma e meu coração."
Amém.

São Boaventura - Rogai por Nós!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sâo Camilo de Lellis - Patrono dos Enfermos


Dia 14 de julho - dia de São Camilo de Lellis. Homem que não poupou a vida pelos irmãos que sofrem, por amor à Jesus Cristo, seu Senhor e Deus - Por isso é santo e pode interceder por nós.

Oração a São Camilo de Léllis:

Onipotente e bondoso Deus, que sois a salvação eterna de todos os que creem em Vós, escutai as orações que Vos dirigimos por (nome), Vosso servo. Afastai dele(a) tudo quanto o(a) aflige e fazei, em Vossa misericórdia, que todos os remédios aplicados ao seu mal lhe sejam salutares. Em Vós, colocamos toda a nossa confiança e de Vós tudo esperamos. Ouvi, Senhor, nossas preces e as de (nome), para que alegres possamos com ele(a) prestar-Vos a homenagem do nosso reconhecimento. Amém.

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domingo, 10 de julho de 2011

São Bento - Rogai por nós!



A Igreja comemora no dia 11 de julho - este Santo Maravilhoso - São Bento, abade - Demos graças a Deus!

Do livro do Cardeal Ratzinger, hoje gloriosamente reinante com o nome de Bento XVI:

"(...)O Papa Gregório, o Grande, conta em seus seus "Diálogos" que nas últimas semanas de sua vida, São Bento havia se deitado no topo de uma enorme torre, para onde subia por meio de uma escada empinada.Tinha-se levantado antes da hora da oração noturna, para permanecer em vigília por toda aquela noite. "Estava de pé, à janela, e orava intensamente a Deus Pai Todo Poderoso. Enquanto olhava para a noite escura,viu subtamente uma luz que irrompeu do alto e afastou toda a escuridão. Algo maravilhoso aconteceu nessa visão, como mais tarde ele mesmo narrou:o mundo inteiro mostrou-se aos seus olhos como reunido num único raio de luz. O interlocutor de Gregório levanta uma objeção:

"O que tu disseste? Isso é algo que nunca experimentei e jamais poderia imaginar. Como poderia um homem ver o mundo todo?

A frase do papa Gregório foi: "Se ele viu o mundo todo como unidade, não foram céu e terra que se estreitaram, mas alma do observador que se dilatou" (Joseph Ratzinger in."Fé,Verdade e Tolerância".pp.149-148)

São Bento nasceu em Núrcia, próximo de Roma, em 480 numa nobre família que o enviou para estudar na Cidade Eterna, no período de decadência do Império. Diante da decadência – também moral e espiritual – o jovem Bento abandonou todos os projetos humanos para se retirar nas montanhas da Úmbria, onde dedicou-se à vida de oração, meditação e aos diversos exercícios para a santidade. Depois de três anos numa retirada gruta passou a atrair outros que se tornaram discípulos de Cristo pelos passos traçados por ele, que buscou nas Regras de São Pacômio e de São Basílio uma maneira ocidental e romana de vida monástica. Foi assim que nasceu o famoso mosteiro de Monte Cassino.

A Regra Beneditina, devido a sua eficácia de inspiração que formava cristãos santos por meio do seguimento dos ensinamentos de Jesus e prática dos Mandamentos e conselhos evangélicos, logo encantou e dominou a Europa, principalmente com a máxima "Ora et labora". Para São Bento a vida comunitária facilitaria a vivência da Regra, pois dela depende o total equilíbrio psicológico; desta maneira os inúmeros mosteiros, que enriqueceram o Cristianismo no Ocidente, tornaram-se faróis de evangelização, ciência, escolas de agricultura, entre outras, isso até mesmo depois de São Bento ter entrado no Céu com 67 anos. (By CN)

São Bento foi proclamado por Paulo VI(1963-1978), patrono da Europa, uma vez que os monges beneditinos foram responsáveis por difundir o Evangelho pelo continente através da direção espiritual nos mosteiros. Foi também em suas bibliotecas a que a filosofia e teologia cristãs além da greco romana, estiveram a salvo das ondas de violência decorrentes das hordas de bárbaros que atingiam a Cristandade. Foram esses mesmos monges que propagaram o cristianismo para esses povos e ergueram abadias que se constituíram em sinais visíveis e seguros da fé cristã nos mais distantes pontos da Europa prinicipalmente entre os séculos VII e X. O Ocidente deve aos monges beneditinos ao longo da Idade Média a cópia paciente-e geralmente acompanhada de detalhes artísticamente eleborados-dos textos clássicos antigos bem como daqueles referentes a nossa fé e tradição cristãs, e deste modo as bases culturais de nossa civilização não se perderam.

Os mosteiros beneditinos também impulsionarama agricultura, deram origem aos primeiros hospitais da Europa Medieval e ofereceram os primeiros professores das Universidades Européias que tiveram início no século XI. No Brasil, a ordem de São Bento teve sua primeira a ter uma abadia constrída em 1582 na cidade de Salvador e até hoje atuante.

A Cruz sagrada seja minha Luz
Não seja o Dragão meu guia
Retira-te Satanás
Nunca me aconselhes coisas vãs
É mal o que tu me ofereces
Bebe tu mesmo do teu vene
no

São Bento - Rogai por nós!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Ato de reparação ao Sagrado Coração de Jesus



Dulcíssimo Jesus

Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é por eles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados na vossa presença, para vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefandas injúrias com que é, de toda a parte, alvejado o vosso amaríssimo Coração.

 Reconhecendo, porém, com a mais profunda dor, que também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas indignidades, para nós, em primeiro lugar imploramos a vossa misericórdia, prontos a expiar não só as próprias culpas, senão também as daqueles que, errando longe do caminho da salvação, ou se obstinam na sua infidelidade, não vos querendo como pastor e guia, ou, conculcando as promessas do batismo, sacudiram o suavíssimo jugo da vossa santa lei. De todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós hoje desagravar-vos, mas, particularmente, da licença dos costumes e modéstias do vestido, de tantos laços de corrupção armados à inocência, da violação dos dias santificados, das execrandas blasfêmias contra vós e vossos Santos, dos insultos ao vosso Vigário, e a todo o vosso Clero, do desprezo e das horrendas e sacrílegas profanações do Sacramento do divino amor, e, enfim, dos atentados e rebeldias das nações contra os direitos e, o magistério da vossa Igreja.

Oh! se pudéssemos lavar, com o próprio sangue, tantas iniqüidades! Entretanto, para reparar a honra divina ultrajada, vos oferecemos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe, de todos os Santos e almas piedosas, aquela infinita satisfação, que vós oferecestes ao Eterno Pai sobre a cruz, e que não cessais de renovar, todos os dias, sobre nossos altares. Ajudai-vos, Senhor, com o auxílio da vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito, com a vivacidade da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e por nosso próximo, impedir, por todos os meios, novas injúrias de vossa divina Majestade e atrair ao vosso serviço o maior número de almas possíveis. Recebei, ó benigníssimo Jesus, pelas mãos de Maria santíssima reparadora, a espontânea homenagem deste nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos constantes, até a morte, no fiel cumprimento dos nossos deveres e no vosso santo serviço, para que possamos chegar todos à pátria bem-aventurada, onde vós com o Pai e o Espírito Santo viveis e reinais, Deus, por todos os séculos dos séculos. Amém.

(Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar esse ato de reparação piedosamente, e indulgência plenária se o ato se recitar publicamente na solenidade do Sagrado Coração de Jesus - Deve para isso ser rezado no dia do sagrado Coração de Jesus)


Manual do Coração de Jesus, página 8385 :P

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Solenidade de São João Batista


"O Senhor chamou-me, quando eu ainda estava no seio da minha mãe" (Is 49, 1).

Celebramos hoje o nascimento de São João Baptista. As palavras do profeta Isaías aplicam-se bem a esta grande figura bíblica que se situa entre o Antigo e o Novo Testamento. Na longa esteira dos profetas e dos justos de Israel João, o "Baptista", foi colocado pela Providência imediatamente antes do Messias, para lhe aplanar o caminho com a pregação e o testemunho da vida.

Entre todos os Santos e Santas, João é o único do qual a Liturgia celebra o nascimento. Ouvimos na primeira Leitura que o Senhor chamou o seu Servo "que estava no seio materno". Esta afirmação refere-se na sua plenitude a Cristo mas, quase por reflexo, pode-se aplicar também ao Precursor. Ambos vem à luz graças a uma intervenção especial de Deus: o primeiro nasce da Virgem, o segundo de uma mulher idosa e estéril. Desde o seio materno João prenuncia Aquele que revelará ao mundo a iniciativa de amor de Deus.

"O seu nome é João" (Lc 1, 63). Zacarias confirma aos parentes admirados o nome do filho, escrevendo-o numa tábua. O próprio Deus, através do seu anjo, indicara aquele nome, que em hebraico significa "Deus é favorável". Deus é favorável ao homem: quer a sua vida, a sua salvação. Deus é favorável ao seu povo: quer fazer dele uma bênção para todas as nações da terra. Deus é favorável à humanidade: guia o seu caminho rumo à terra onde reinam paz e justiça. Tudo isto está inscrito naquele nome: João!

São Joao Baptista, modelo perene de fidelidade a Deus e à sua Lei. Ele preparou para Cristo o caminho com o testemunho da palavra e da vida. Imita-o com generosidade dócil e confiante.

São João Baptista é, antes de mais nada, modelo de fé. Na esteira do grande profeta Elias, para ouvir melhor a Palavra do único Senhor da sua vida, ele deixa tudo e retira-se para o deserto, de onde fará ressoar o convite a aplanar os caminhos do Senhor (cf. Mt 3, 3 ss.).

É modelo de humildade, porque responde a todos os que veem nele não só um Profeta, mas até o Messias: "Eu não sou Quem julgais; mas vem, depois de mim, Alguém cujas sandálias nao sou digno de desatar" (Act 13, 25).

É modelo de coerência e de coragem quando defende a verdade, pela qual está disposto a pagar pessoalmente, com a prisão e a morte.

São João Batista - Rogai por Nós!

(Palavras de agora Beato, João Paulo II)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Solenidade de Corpus Christi


Nos diz o Papa João Paulo II, hoje Beato: "Ecce panis Angelorum - factus cibus viatorum: - vere panis filiorum: Eis o pão dos Anjos, feito pão dos peregrinos, verdadeiro pão dos filhos" (Sequência).

A Igreja mostra ao mundo o Corpus Domini o Corpo de Cristo. E convida-nos a adorá-Lo: Venite adoremus Vinde, adoremos!

O olhar dos crentes concentra-se no Sacramento, em que Cristo se deu totalmente a si mesmo: Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Por isso foi sempre considerado o mais Santo: o "Santíssimo Sacramento", memorial vivo do Sacrifício redentor. Voltamos, na solenidade do Corpus Domini, àquela "Quinta-feira" a que todos chamamos "santa", na qual o Redentor celebrou a sua última Páscoa com os discípulos: foi a Última Ceia, cumprimento da ceia pascal hebraica e inauguração do rito eucarístico. Por isso a Igreja, desde há séculos, escolheu uma quinta-feira para a solenidade do Corpus Domini, festa de adoração, de contemplação e de exaltação. Festa em que o Povo de Deus se reúne à volta do tesouro mais precioso herdado de Cristo, o Sacramento da sua própria Presença, e O louva, canta e leva em procissão pelas ruas da cidade.

No Pão e no Vinho consagrados permanece connosco o mesmo Jesus dos Evangelhos, que os discípulos encontraram e seguiram, que viram crucificado e ressuscitado, cujas chagas Tomé tocou, prostrando-se em adoração e exclamando: "Meu Senhor e meu Deus!" (Jo 20, 28; cf. ibid., 17, 20). No Sacramento do altar é oferecida à nossa amorosa contemplação toda a profundidade do mistério de Cristo, o Verbo e a carne, a glória divina e a sua morada entre os homens. Perante Ele, não podemos duvidar de que Deus está "connosco", que assumiu em Jesus Cristo todas as dimensões humanas, excepto o pecado, despojando-se da sua glória para com ela nos revestir a nós."

«Celebrando a despedida,
Com os doze Ele ceou,
toda a Páscoa foi cumprida,
novo rito inaugurou.
E seu Corpo, pão da vida,
aos irmãos Ele entregou».

Com estas palavras, S. Tomás de Aquino sintetiza o evento extraordinário da última Ceia, diante do qual a Igreja permanece em contemplação silenciosa e, de certo modo, imerge-se no silêncio do Jardim das Oliveiras e do Gólgota.

O Doutor Angélico exorta: «Pange, lingua, gloriosi Corporis mysterium...».

«Canta, Igreja, o Rei do mundo,
que se esconde sob os véus;
canta o sangue tão fecundo,
derramado pelos seus,
e o mistério tão profundo
de uma Virgem, Mãe de Deus!».

Para que fosse possível exprimir de maneira mais intensa a alegria pela instituição da Eucaristia: surgiu, há mais de sete séculos, a solenidade de «Corpus Christi», caracterizada por grandes procissões eucarísticas, que põem em evidência o «itinerarium» do Redentor do mundo no tempo: «Vós caminhais através dos séculos».
Em junho de 1246 a festa de Corpus Christi foi instituída, e em outubro de 1264 o papa Urbano IV estendeu a festa para toda a Igreja. Nessa festa, o maior dos sacramentos deixados à Igreja mostra a sua realidade: a Redenção.

«Tantum ergo Sacramentum veneremus cernui...?». «Adoremos o Sacramento que Deus Pai nos deu, Novo pão, novo rito na fé realizou-se. Ao mistério é fundamento a palavra de Jesus».

«Genitori Genitoque Laus et iubilatio... ?». «Glória ao Pai omnipotente, glória ao Filho Redentor, louvor grande, suma honra à eterna Caridade.

Glória imensa, eterno amor à Santíssima Trindade»! Amém.