sexta-feira, 26 de junho de 2009

Lançar -se aos Pés de Jesus!!! Eis a Sabedoria



Odes de Salomão (texto cristão hebraico do início do século II)


"Lançou-se aos pés de Jesus, com a face em terra, e agradeceu-lhe"

Cristo está perto de mim: adiro a ele e ele abraça-me. Eu não teria sabido amar o Senhor se ele mesmo não me tivesse amado primeiro. Quem pode compreender o amor, senão aquele que ama? Eu abraço o amado e a minha alma acolhe-o e, lá onde ele repousa, aí eu me quedo. Não serei mais um estrangeiro para ele porque não há ódio no Senhor. Estou ligado a ele como a amante que encontrou o amado.

Porque amo o Filho, tornar-me-ei filho. Sim, eu adiro àquele que não morre, que não morrerá. Aquele que se compraz na Vida, permanecerá também ele vivo. É assim que, sem falsidade, o Espírito do Senhor ensina os homens a conhecerem os seus caminhos.

domingo, 21 de junho de 2009

Credo - Sexto Artigo



Subiu aos céus e está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso.

Por São Tomás de Aquino

Depois de se afirmar a Ressurreição de Cristo, convém crer na Sua Ascensão, pois Ele subiu para o céu após quarenta dias de ressuscitado. Eis porque se diz no Credo: "Subiu aos céus.". Devemos considerar as três características principais deste acontecimento, isto é, que ele foi sublime, racional e útil.

Foi sublime, porque Ele subiu para os céus.

Explica-se isto de três maneiras:

Primeiro porque Ele subiu acima de todos os céus corpóreos, conforme se lê em São Paulo: Subiu acima de todos os céus (Ef 4,10). Tal ascenção foi realizada pela primeira vez por Cristo, porque até então o corpo terreno estivera somente na terra, sendo o paraíso onde esteve Adão, situado também na terra.

Segundo porque subiu sobre todos os céus espirituais, isto é, acima das naturezas espirituais, como se lê também em São Paulo: Colocando (o Pai) Jesus à sua direita nos céus, sobre todo principado, Potestade, Virtude, Dominação e acima de todo nome que se pronuncia não só neste século, mas também nos futuros e tudo colocou sob os seus pés (Ef 1,20) .

A Ascensão de Cristo foi racional por três motivos.

Primeiro, porque o céu era devido a Cristo por exigência da sua natureza. É, com efeito, natural que cada coisa retome à sua origem. Cristo tem sua origem em Deus, que está acima de todas as coisas, conforme Ele mesmo disse: Saí do Pai, e vim ao mundo; deixo agora o mundo e volta para o Pai (J o 16,18). Disse também: ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do Homem que está no céu (Jo 3,13), Apesar de os Santos irem para o céu, todavia não o fazem como Cristo: porque Cristo o fez por seu próprio poder; os santos, porém, levados por Cristo. Lê-se no Livro dos Cânticos: Leva-me na Vossa seqüência (Cant 1,3). Pode-se explicar de outra maneira porque se diz que ninguém subiu ao céu a não ser Cristo: os Santos não sobem senão enquanto membros de Cristo; que é a cabeça da Igreja, conforme está escrito em São Mateus: Onde estiver o corpo, aí as águias se congregarão (24,28).


Em segundo lugar, a Ascensão de Cristo foi racional devido à sua vitória. Sabemos que Cristo veio ao mundo para lutar contra o diabo, e o venceu. Por isso mereceu ser exaltado sobre todas as coisas. Confirma-o o Apóstolo: Eu venci, e sentei-me com o Pai no seu trono (Ap 3,21).

A Ascensão de Cristo foi racional, em terceiro lugar, por causa da humildade de Cristo, que, sendo Deus, quis fazer-se homem; sendo Senhor, quis suportar a condição de escravo, fazendo-se obediente até à morte, segundo se lê na Carta aos Filipenses (2,1), descendo ainda até ao inferno. Por isso mereceu ser exaltado até ao céu e sentar-se à direita de Deus. A humildade é, com efeito, o caminho da exaltação, como se lê em São Lucas: Quem se humilha, será exaltado (14,11). Escreveu também São Paulo: O que desceu do céu, este é o que subiu acima de todos os céus (Ef 4,10).

A Ascensão de Cristo foi além de sublime e racional, também útil.

Essa afirmação pode ser esclarecida em três dos seus aspectos.

O primeiro, refere-se ao fim da Ascensão, pois Cristo foi para o céu para nos conduzir até lá. Desconhecíamos o caminho, mas Ele no-lo ensinou, Lê-se: Subiu abrindo o caminho na frente deles (Mt 2,13). Subiu ao céu também para nos fazer seguros da posse do reino celeste, conforme se lê em São João:Vou preparar-vos o lugar (Jo 14,2).

O segundo, refere-se à segurança que a Ascensão nos trouxe, pois subiu aos céus ;para interceder por nós. Lê-se: Subiu por si mesmo aa Deus sempre vivo para interceder por nós (Heb 7,25). Lê-se também: Temos um advogado junto do Pai, Jesus Cristo (1 Jo 21),

O terceiro, para atrair a si os nossos corações, segundo está escrito em São Mateus: Onde está o teu coração está o teu tesouro (6,21), e para que desprezemos as coisas temporais, como nos exorta o Apóstolo S. Paulo: Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus; saboreai as coisas do alto e não as da terra (Col 3,1).

Terceiro porque subiu até ao trono do Pai. Lê-se nas Escrituras: Eis que vinha sobre as nuvens do céu como um Filho de Homem; Ele dirigiu-se para o Ancião, e foi conduzido à sua presença (Dan 7,13). Lê-se também em São Marcos: E o Senhar Jesus, depois de lhes ter falado subiu ao céu, e sentou-se à direita de Deus (16,19).

A expressão direita de Deus não deve ser entendida em sentido corporal, mas em sentido metafórico. Enquanto Deus, diz-se que Cristo está sentado à direita de Deus, porque é igual ao Pai; enquanto homem, diz-se que Cristo está sentado à direita do Pai, porque goza dos melhores bens. O diabo aspirou também semelhante elevação, como se lê em Isaías: Subirei ao céu, acima dos astros de Deus colocarei o meu trono; sentar-me-ei no Monte da Promessa, que está do lado do Aquilão; subirei acima da elevação das nuvens, serei semelhante ao Altíssimo (14,13). Mas a tal altura não se elevou senão Cristo, razão pela qual se diz no Credo: Subiu aos céus e está sentado à direita do Pai, o que é confirmado no Livro dos Salmos: Disse o Senhar ao meu Senhor, senta-te a minha direita (SI 109,1).

terça-feira, 16 de junho de 2009

O Caminho do Dever



A criança que, desde os mais tenros anos, for educada na honestidade e rectidão, cumprirá nobremente o seu destino quando se tornar homem, e atravessará a vida sem perigo de naufragar. (PLATÃO)


Conheces a história de Hércules, o herói maior das lendas gregas? Foi um modelo de força e de bravura. Criancita ainda, sufocou duas serpentes que um inimigo, no malvado intuito de o fazer perecer, lhe tinha colocado no berço. Mais tarde, matou a hidra de Lerna e o touro de Creta; venceu as amazonas; limpou as cavalariças de Ogias; apoderou-se dos pomos de ouro das Hespéridas ...

Ora um dia aconteceu encontrar· se na bifurcação de dois caminhos. Qual deles seguiria?

Escola do caminho a seguir

Era chegado a época da adolescência. Duas mulheres se lhe apresentaram, e uma delas, tomando a palavra, dirigiu-se-Ihe nestes termos:

_ «Vejo, Hércules, o teu embaraço por não saberes como conduzir-te na vida. Não te preocupes mais. Ségue-me e eu te levarei por um caminho agradável onde só conhecerás prazeres. As dificuldades desaparecerão por si mesmas. O teu único cuidado será comer e beber. Vem. conheço o caminho do prazer fácil."

_ «Como te chamas ?»-perguntou Hércules.
_ «Os amigos chamam-me Felicidade; os inimigos, Vício.»

Voltou-se por sua vez para ele a segunda mulher e disse-lhe:

_ «Não quero de modo nenhum fascinar-te com falsas miragens. Prefiro dizer-te a verdade em toda a sua rudeza simples. Os deuses, Hércules, não concedem a felicidade, sem luta. Por isso, se me seguires, o teu trabalho será penoso. Se quiseres que a Grécia te honre por uma vida virtuosa, esforça-te por colaborar com ela no bem geral. Se desejares que a terra te prodigalize riquezas, toma a charrua e trabalha. Se aspirares a que a vitória te sorria no campo da batalha, vai a casa dos heróis e exercita-te no manejo das armas. Se, finalmente, quiseres que os teus músculos sejam rijos como o aço, sujeita o corpo ao espírito, suporta o pesado fardo da existência e sofre.»

- «Repara, Hércules,-interrompeu o Vício - como é duro o caminho por onde esta mulher deseja levar-te, enquanto eu te conduzirei tão fàcilmente à felicidade!....

- «Miserável- gritou a virtude - que felicidade podes tu dar? como te atreves a pronunciar sequer o nome de felicidade, se nada fazes para adquiri-Ia? Tu comes antes de ter fome e bebes antes de ter sede. No calor do estio reclamas neve. Queres descansar sem ter feito nada. Levas os teus sequazes ao amor ântes da idade prefixa pela natureza. Tu desonras a terra com a impudicícia do homem e da mulher. Habituas os teus partidários a praticar o mal durante a noite e a dormir durante o dia. Embora sejas imortal, os deuses evitam-te e os homens de bem desprezam-te. Teus jovens amigos arruínam o corpo e os mais velhos, a alma. Na juventude sacía-Ios de prazeres até os cansares de tédio para depois, quando atingirem a idade madura, os transformares em pobres vencidos da vida.

Quanto a mim, convivo com os deuses e com o melhor dos homens. Nenhuma acção digna se faz sem mim; por isso os deuses e os homens honram-me. Os artistas veneram-me como seu amparo e os pais de família constituem-me guarda dos seus lares. O pão e o vinho têm um sabor agradável na boca dos que me seguem, porque só comem quando têm fome e só bebem quando têm sede. O sono é-lhes mais suave do que ao preguiçoso, porque não lhe sacrificam nenhum dos seus deveres. Os amigos estimam-nos.; a Pátria honra-os. E, quando chega o momento derradeiro, não são lançados no esquecimento; a sua memória continua a viver. Hércules, descendente de uma raça ilustre, se agires assim, adquirirás uma glória imortal.»


Isto li eu na história de Hércules, no terceiro livro dos Memoráveis de Xenofonte. Contei-to, - meu filho, porque também tu te encontrarás em face de dois caminhos, segundo as palavras da Escritura: «Os desejos da carne são contrários aos do espírito» (Gal. V; 17). Também tu serás obrigado a optar por um deles

Fonte: Tihamar Toth - Juventude Radiosa - Quadrante

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Respeito humano?



Por Tamara Di Maio

Hoje em dia esse respeito humano chama-se "ser politicamente correto"

Qualquer um que é corrigido, primeiro não admite sê-lo: aquilo que eu gosto ou acredito é bom e não me venha dizer o contrário!

Outra frase boa que vemos o tempo todo: não julguem!

Outra ainda : não generalize!

Outra idéia falsa é que se o erro está "dentro de casa" deve ir para baixo do tapete - oh! o que os vizinhos irão dizer!

Saudade do tempo onde as coisas podiam ser chamadas pelos seus verdadeiros nomes, quando os santos que exortavam usavam palavras duras - porque tinham que surtir efeito - e ninguém lhes dizia que eram "pouco caridosos" por isso. Os ouviam...

domingo, 14 de junho de 2009

Padre, não sinto nada quando rezo...





Devo continuar rezando?

A atitude para com Deus não pode ser simplesmente respeitosa e distante; tem de ser também afetiva e cordial. É preciso envolver todo o nosso ser no relacionamento com Ele. Devemos amar a Deus com todo o coração e com todas as forças.
Mas um erro comum é identificar o amor a Deus exclusivamente com os sentimentos. A confusão entre a realidade da presença do amor de Deus e o desejo de sentir esse amor gera desassossego em muitas pessoas. Há muitos que julgam que esse relacionamento é sincero somente quando sentem algo. Dizem que seria hipocrisia rezar ou ir à igreja sem sentir nada, de forma fria ou mesmo de má vontade.

Talvez já tenhamos passado por épocas ou temporadas em que a nossa oração foi especialmente intensa, momentos em que nos parecia que podíamos tocar a presença de Deus, sentindo vivamente o seu amparo. Surge o desejo de que o nosso relacionamento com Deus seja sempre assim. Mas, olhando o dia de ontem ou a semana que passou, talvez só encontremos tentativas de orações que nos têm saído secas e distraídas, em que o coração parece frio e a cabeça distante. Pode ser que esteja havendo falta de esforço de nossa parte...

Almas muito santas, e que viviam bem próximas de Deus, também tinham dificuldades semelhantes a essas. Às vezes, durante um longo período, a sua oração era seca e sem brilho, mas persistiam porque viam nessa aparente esterilidade a mão paternal de Deus. Por exemplo, o bem-aventurado Josemaria Escrivá quando falava do seu relacionamento com Deus, dizia que se dava muitas vezes sem o apoio dos sentimentos: “Em algumas ocasiões, o Senhor me concedeu muitas graças; mas habitualmente ando a contragosto. Sigo o meu plano não porque me agrade, mas porque devo cumpri-lo, por Amor”. Santa Teresinha dizia: “Sinto que rezo o terço tão mal! Esforço-me em vão por meditar os mistérios do rosário, não consigo fixar a minha alma. Penso que a Rainha dos Céus, sendo minha Mãe, deve ver a minha boa vontade e contentar-se com isso”.

Não existe insinceridade quando se busca a coerência profunda de querer agradar a Deus, que conhece as nossas lutas por antepor valores mais altos ao gosto pessoal, à espontaneidade. Somos sinceros quando, vencendo as vozes do comodismo que se disfarça sob a forma de ausência de gosto ou de sentimento, fazemos o bem, fazemos o que é melhor, mais alto, mais digno, sem temer as renúncias que isso implica.

É o caso da mãe que acorda pela quarta vez na mesma noite para acalmar a criança que está irrequieta. O mais provável é que, às três da madrugada de uma noite mal dormida, não sinta nada - ou sinta apenas sono -, mas o seu amor não deixou de ser real só por causa disso. O sacrifício é o selo de garantia do amor. Às vezes, é Deus quem deseja que sintamos essa secura e frieza para provar o nosso amor. Se persistirmos com um empenho sério durante longo tempo, apesar de não sentirmos nada, isso será a melhor garantia de que o fazemos, não por gosto pessoal, mas unicamente por Deus.

Jesus fala de uma casa construída sobre a rocha. Para construir sobre rocha segura, que suporta todo o tipo de adversidades que possam sobrevir, a vida cristã deve estar edificada sobre práticas de piedade sólidas e estáveis, que se cumprem em quaisquer circunstâncias. Temos de substituir o “agora não estou disposto”, o “mais tarde ou no fim de semana terei tranquilidade suficiente”- que são buscas puras e simples do conforto dos sentimentos -, pelos hábitos submetidos a um esquema, à disciplina de um plano de vida espiritual progressiva e orientada. E veremos que essa fidelidade atrairá ou trará de volta os sentimentos. Devemos ter sempre muito cuidado de buscarmos em nossa oração o Deus das consolações e não as consolações de Deus.
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Pe. Manoel Augusto Santos

sábado, 13 de junho de 2009

Santo Antonio de Pádua - Sacerdote e Doutor da Igreja




Santo Antonio, nasceu em Lisboa, Portugal em 1198, seu nome de registro é Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo.Entrou aos 15 anos no Colégio dos Conegos regulares de Santo Agostinho. Em apenas 9 meses aprofundou-se tanto no estudo da Bíblia que foi chamado mais tarde de Gregório IX, "Arca do Testamento".

Em 1220 entrou para a Ordem dos frades Mendicantes de Coimbra, depois que viu os corpos de cinco franciscanos martirizados no Marrocos,onde tinham ido evangelizar os fiéis.Sua descisão de pregar o Evangelho no marrocos não foi bem sucedida. Morou alguns meses em Messina,no convento dos franciscanos,cujo Prior o levou para o capítulo da Ordem em Assis e conheceu São Francisco de Assis.

Viveu como eremita num convento e foi incumbido das humildes funções de cozinheiro e viveu na obscuridade até que seus superiores,percebendo seus extraordinários dons de pregador, enviaram-no para a Itália e pela França, afim de pregar nos lugares onde a heresia dos Albigenses e Valdenses era mais forte.

Em 1231 quando sua pregação atigiu o vértice, foi atingido por uma doença inesperada, foi para Pádua onde morreu em 13 de junho de 1231. Tantos foram seus milagres e tal sua popularidade ,que foi canonizado no ano seguinte, 1232.

É chamado "doutor do Evangelho", pela grandeza com que soube pregá-lo. Quando o corpo foi desenterrado sua lingua foi encontrada intacta e é venerada há mais de 700 anos. Tal foi seu amor ao Filho de Deis feito homem, que a pregação sobre o mistério da Encarnação de Verbo era o ponto mais excelente.

Certa vez o Menino Jesus se colocou em seus braços. Por isso ele é assim representado em suas imagens.

Ensinamentos de Santo Antonio:

-"Ele veio a ti, para poderes ir à Ele"

-"Quem ama não conhece nada que seja difícil"

-"Se alguém se retira do mundo inquieto para a solidão e ai descansa,a este aparece o Senhor"

-"Desde o sacrifício de Cristo, está aberto o portão para o reino de Deus"

-"A face do Pai é o Filho"

-"A criatura carregou no seio seu Criador e a pobre Virgem o Filho de Deus. Tu és ao mesmo tempo o mais alto e o mais humilde.Senhor dos Anjos e súdito dos homens!O Criador do mundo obedece a um carpinteiro, o Deus de eterna majestade se submete a uma Virgem"

-"Onde há excesso de riqueza e de prazeres, aí se instala a lepra dos vícios"

-"O pregador fala com dois lábios, com sua vida e com sua boa fama"

-"A vida do corpo é a alma, a vida da alma é Deus"

-"O amor a nós O prendeu tão intimamente à nossa natureza que o fez descer até nossa miséria, como se no céu já não pudesse permanecer sem nós"

-"A confissão é semelhante a uma travessia, pois o homem atravessa pela confissão da margem do pecado para a margem da reparação".

"Santo Antonio de Pádua: Rogai por nós!:

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dez conselhos de Bento XVI aos Jovens



Conversar diariamente com Deus, ler a Bíblia, ir à Missa aos Domingos, contar as alegrias e penas a Cristo, dar exemplo ou ser útil aos outros: são alguns dos conselhos que o Papa dá aos jovens.



1) Conversar com Deus

“Algum de vós poderia talvez identificar-se com a descrição que Edith Stein fez da sua própria adolescência, ela, que viveu depois no Carmelo de Colônia: "Tinha perdido consciente e deliberadamente o costume de rezar". Durante estes dias podereis recuperar a experiência vibrante da oração como diálogo com Deus, porque sabemos que nos ama e, a quem, por sua vez, queremos amar”.


2) Contar-lhe as penas e alegrias

“Abri o vosso coração a Deus. Deixai-vos surpreender por Cristo. Dai-lhe o "direito de vos falar" durante estes dias. Abri as portas da vossa liberdade ao seu amor misericordioso. Apresentai as vossas alegrias e as vossas penas a Cristo, deixando que ele ilumine com a sua luz a vossa mente e toque com a sua graça o vosso coração.

3) Não desconfiar de Cristo

“Queridos jovens, a felicidade que buscais, a felicidade que tendes o direito de saborear, tem um nome, um rosto: o de Jesus de Nazaré, oculto na Eucaristia. Só ele dá plenitude de vida à humanidade. Dizei, com Maria, o vosso "sim" ao Deus que quer entregar-se a vós. Repito-vos hoje o que disse no princípio de meu pontificado: ‘Quem deixa entrar Cristo na sua vida não perde nada, nada, absolutamente nada do que faz a vida livre, bela e grande. ¡Não! Só com esta amizade se abrem de par em par as portas da vida. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta’. Estai plenamente convencidos: Cristo não tira nada do que há de formoso e grande em vós, mas leva tudo à perfeição para a glória de Deus, a felicidade dos homens e a salvação do mundo”.

4) Estar alegres: querer ser santos

“Para além das vocações de consagração especial, está a vocação própria de todo o batizado: também é esta uma vocação que aponta para um ‘alto grau’ da vida cristã ordinária, expressa na santidade. Quando encontramos Jesus e acolhemos o seu Evangelho, a vida muda e somos impelidos a comunicar aos outros a experiência própria (...). A Igreja necessita de santos. Todos estamos chamados à santidade, e só os santos podem renovar a humanidade. Convido-vos a que vos esforceis nestes dias por servir sem reservas a Cristo, custe o que custar. O encontro com Jesus Cristo vos permitirá apreciar interiormente a alegria da sua presença viva e vivificante, para testemunhá-la depois no vosso ambiente”.

5) Deus: tema de conversa com os amigos

“São tantos os nossos companheiros que ainda não conhecem o amor de Deus, ou procuram encher o coração com sucedâneos insignificantes. Portanto, é urgente ser testemunhos do amor que se contempla em Cristo. Queridos jovens, a Igreja necessita autênticos testemunhos para a nova evangelização: homens e mulheres cuja vida tenha sido transformada pelo encontro com Jesus; homens e mulheres capazes de comunicar esta experiência aos outros”.

6) No Domingo, ir à Missa


Não vos deixeis dissuadir de participar na Eucaristia dominical e ajudai também os outros a descobri-la. Certamente, para que dela emane a alegria que necessitamos, devemos aprender a compreendê-la cada vez mais profundamente, devemos aprender a amá-la. Comprometamo-nos com isso, vale a pena! Descubramos a íntima riqueza da liturgia da Igreja e a sua verdadeira grandeza: não somos os que fazemos uma festa para nós, mas, pelo contrário, é o próprio Deus vivo que prepara uma festa para nós. Com o amor à Eucaristia redescobrireis também o sacramento da Reconciliação, no qual a bondade misericordiosa de Deus permite sempre que a nossa vida comece novamente.

7) Demonstrar que Deus não é triste

Quem descobriu Cristo deve levar os outros para ele. Uma grande alegria não se pode guardar para si mesmo. É necessário transmiti-la. Em numerosas partes do mundo existe hoje um estranho esquecimento de Deus. Parece que tudo anda igualmente sem ele. Mas ao mesmo tempo existe também um sentimento de frustração, de insatisfação de tudo e de todos. Dá vontade de exclamar: Não é possível que a vida seja assim! Verdadeiramente não.

8) Conhecer a fé


Ajudai os homens a descobrir a verdadeira estrela que nos indica o caminho: Jesus Cristo. Tratemos, nós mesmos, de conhecê-lo cada vez melhor para poder conduzir também os outros, de modo convincente, a ele. Por isso é tão importante o amor à Sagrada Escritura e, em conseqüência, conhecer a fé da Igreja que nos mostra o sentido da Escritura.

9) Ajudar: ser útil

Se pensarmos e vivermos inseridos na comunhão com Cristo, os nossos olhos se abrem. Não nos conformaremos mais em viver preocupados somente conosco mesmo, mas veremos como e onde somos necessários. Vivendo e atuando assim dar-nos-emos conta rapidamente que é muito mais belo ser úteis e estar à disposição dos outros do que preocupar-nos somente com as comodidades que nos são oferecidas. Eu sei que vós, como jovens, aspirais a coisas grandes, que quereis comprometer-vos com um mundo melhor. Demonstrai-o aos homens, demonstrai-o ao mundo, que espera exatamente este testemunho dos discípulos de Jesus Cristo. Um mundo que, sobretudo mediante o vosso amor, poderá descobrir a estrela que seguimos como crentes.

10) Ler a Bíblia

O segredo para ter um "coração que entenda" é edificar um coração capaz de escutar. Isto é possível meditando sem cessar a palavra de Deus e permanecendo enraizados nela, mediante o esforço de conhecê-la sempre melhor. Queridos jovens, exorto-vos a adquirir intimidade com a Bíblia, a tê-la à mão, para que seja para vós como uma bússola que indica o caminho a seguir. Lendo-a, aprendereis a conhecer Cristo. São Jerônimo observa a este respeito: "O desconhecimento das Escrituras é o desconhecimento de Cristo"

* * *

Em resumo...

Construir a vida sobre Cristo, acolhendo com alegria a palavra e pondo em prática a doutrina: eis aqui, jovens do terceiro milênio, o que deve ser o vosso programa! É urgente que surja uma nova geração de apóstolos enraizados na palavra de Cristo, capazes de responder aos desafios do nosso tempo e dispostos a difundir o Evangelho por toda a parte. Isto é o que o Senhor vos pede, a isto vos convida a Igreja, isto é o que o mundo – ainda que não saiba – espera de vós! E se Jesus vos chama, não tenhais medo de responder-lhe com generosidade, especialmente quando vos propõe segui-lo na vida consagrada ou na vida sacerdotal. Não tenhais medo; confiai n’Ele e não ficareis decepcionados.

BENTO XVI


http://www.zenit.org/article-15563?l=portuguese

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Origem da Festa de Corpus Christi




Por Carlos Martins Nabeto

Todos os católicos reconhecem o valor da Eucaristia. Podemos encontrar vários testemunhos da crença da real presença de Jesus no pão e vinho consagrados na missa desde os primórdios da Igreja.

Mas, certa vez, no século VIII, na freguesia de Lanciano (Itália), um dos monges de São Basílio foi tomado de grande descrença e duvidou da presença de Cristo na Eucaristia. Para seu espanto, e para benefício de toda a humanidade, na mesma hora a Hóstia consagrada transformou-se em carne e o Vinho consagrado transformou-se em sangue. Esse milagre tornou-se objeto de muitas pesquisas e estudos nos séculos seguintes, mas o estudo mais sério foi feito em nossa era, entre 1970/71 e revelou ao mundo resultados impressionantes:

•A Carne e o Sangue continuam frescos e incorruptos, como se tivessem sido recolhidos no presente dia, apesar dos doze séculos transcorridos.
•O Sangue encontra-se coagulado externamente em cinco partes; internamente o sangue continua líquido.
•Cada porção coagulada de sangue possui tamanhos diferentes, mas todas possuem exatamente o mesmo peso, não importando se pesadas juntas, combinadas ou separadas.
•São Carne e Sangue humanos, ambos do grupo sanguíneo AB, raro na população do mundo, mas característico de 95% dos judeus.
•Todas as células e glóbulos continuam vivos.
•A carne pertence ao miocárdio, que se encontra no coração (e o coração sempre foi símbolo de amor!).

Mesmo com esse milagre, entre os séculos IX e XIII surgiram grandes controvérsias sobre a presença real de Cristo na Eucaristia; alguns afirmavam que a ceia se tratava apenas de um memorial que simbolizava a presença de Cristo. Foi somente em junho de 1246 que a festa de Corpus Christi foi instituída, após vários apelos de Santa Juliana que tinha visões que solicitavam a instituição de uma festa em honra ao Santíssimo Sacramento. Em outubro de 1264 o papa Urbano IV estendeu a festa para toda a Igreja. Nessa festa, o maior dos sacramentos deixados à Igreja mostra a sua realidade: a Redenção.

A Eucaristia é o memorial sempre novo e sempre vivo dos sofrimentos de Jesus por nós. Mesmo separando seu Corpo e seu Sangue, Jesus se conserva por inteiro em cada uma das espécies. É pela Eucaristia, especialmente pelo Pão, sinal do alimento que fortifica a alma, que tomamos parte na vida divina, nos unindo a Jesus e, por Ele, ao Pai, no amor do Espírito Santo. Essa antecipação da vida divina aqui na terra mostra-nos claramente a vida que receberemos no Céu, quando nos for apresentado, sem véus, o banquete da eternidade.

O centro da missa será sempre a Eucaristia e, por ela, o melhor e o mais eficaz meio de participação no divino ofício. Aumentando a nossa devoção ao Corpo e Sangue de Jesus, como ele próprio estabeleceu, alcançaremos mais facilmente os frutos da Redenção

Fonte: http://www.veritatis.com.br/article/4465