segunda-feira, 9 de abril de 2012

Manifestação contra o Aborto


Divulgo aqui o comunicado para a participação conjunta que acontecerá contra a liberação do aborto pelos 11 ministros(as) do STF - Supremo Tribunal Federal - Participemos, a vida humana é um dom de Deus.

1 - VIGÍLIA ECUMÊNICA DE ORAÇÃO PRESENCIAL

Dias 10 e 11.04.2012 - Vigília de Oração Ecumênica em frente ao STF - Supremo Tribunal Federal

(a partir das 18:00 horas do dia 10.04.2012 )

Participações de artistas: Elba Ramalho e Nael de Freitas

2 - VIGÍLIA de ORAÇÃO pela VIDA nas DIOCESES

CNBB convoca VIGÍLIA de ORAÇÃO pela VIDA

em TODAS AS DIOCESES DO BRASIL

Dia 10.04.2012 a partir das 18:00 horas

3 - TWITAÇO VIGÍLIA - #abortonuncamais

A partir das 18:00 horas do dia 10.04.2012, durante toda a noite e durante todo o dia 11.04.2012, até o término do julgamento no STF

4- FACEBOOK E OUTRAS MÍDIAS

Direito à vida aos anencéfalos - Aborto nunca - Saúde para proteger mulher da morte Materna -

CPI da VERDADE sobre o ABORTO,JÁ!

5 - ENVIO DE EMAILS

A partir das 9:00 horas, nos dias 10 e 11.04.2012. até o término do julgamento - envio de emails para os Ministros do STF - Emails dos ministros e TEXTOS abaixo

EMAILS DOS MINISTROS

mgilmar@stf.jus.br, mgilmar@stf.gov.br,
mcelso@stf.jus.br, mcelso@stf.gov.br,
marcoaurelio@stf.jus.br,
gabinete-lewandowski@stf.gov.br,
anavt@stf.gov.br, anavt@stf.jus.br,
carlak@stf.gov.br, carlak@stf.jus.br,
gabminjoaquim@stf.jus.br, gabcob@stf.jus.br, audienciacarmen@stf.jus.br,
audienciasgilmarmendes@stf.jus.br,
gabinete-lewandowski@stf.jus.br,
gabineteluizfux@stf.jus.br,
gabmtoffoli@stf.jus.br


MODELO n. 01 de TEXTO DE EMAIL PARA OS MINISTROS

"Exmo(a) Senhor(a) Ministro(a) do Supremo Tribunal Federal:

1 - Não concordo com a a possibilidade do aborto de bebês anencefálicos e cujo julgamento está marcado para o dia 11 de abril.

2 - A liberação do assassinato de bebês anencéfalos não resolve a principal do problema, apontada pela medicina brasileira: a falta de ácido fólico na época da gestação. Em vez de matar os bebês, melhor será obrigar os governos a dar condição alimentar especial para as gestantes, a partir da fecundação do óvulo.

3 - A liberação do aborto de anencéfalos fere a dignidade humana, pois o bebê apresenta de fato uma má-formação, porém ele não está em morte cerebral. Seguindo o protocolo de definição de morte cerebral para recém nascidos (que, aliás, apresenta particularidades diferentes do protocolo de adultos) não se chega à conclusão de morte encefálica, pois nenhuma técnica pode preencher as exigências legais para comprovar a morte cerebral de um feto vivo, dentro do útero. Inclusive, é de conhecimento público que a Associação Médica dos E.U.A. suspendeu a autorização de doação de órgãos nestes casos, exatamente por não ser possível diagnosticar a morte cerebral das crianças portadoras de anencefalia durante a gravidez ou depois do nascimento, pelo fato de estarem vivas.

4- Não existe risco de morte para a gestante. O argumento de que a gestação de fetos com anencefalia é um risco de morte para a mãe não procede com a literatura da Obstetrícia clássica. Os riscos físicos e para o futuro obstétrico da mãe são menores se houver a espera do desenlace natural da gestação, com acompanhamento médico.

5 - O aborto provocado em qualquer época da gestação é que traz sérios riscos à mãe. Não há base sólida em argumentos médicos e psicológicos para ser solicitada a liberação do aborto no caso de bebês anencefálicos.

6 - É evidente a ingerência de interesses internacionais na liberação do aborto e no uso político das expectativas dessas mães para chegar a esse objetivo.

7 - Por isso, solicitamos de V. Excia que vote NÃO à interrupção da gravidez de bebês com anencefalia, e SIM ao acompanhamento ALIMENTAR, MÉDICO E PSICOLÓGICO das gestantes, as grandes vítimas dessa CULTURA DA MORTE que pretendem implantar no Brasil, com a ajuda da mais Alta CorteBrasileira.

Atenciosamente ......."

MODELO N. 02 DE TEXTO DE EMAIL PARA OS MINISTROS:

Excelentíssimos Senhores Ministros do Supremo Tribunal Federal, antes de julgarem a ADPF 54 sobre o aborto dos bebês anencéfalos, peço leiam o que tenho a dizer:

“...Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte...”

Eu, ________________________________________________, venho por meio desta carta manifestar que sou contrário(a) ao aborto em todas as circunstancias, inclusive nos casos em que o feto é portador de anencefalia.
A vida é o maior dom de que dispomos e não compete a ninguém o poder de tirá-la.
Em um Estado Democrático de Direito, é preciso que seja resguardado o primeiro e mais importante Direito Fundamental, o Direito de Viver, sem o qual não se pode obter os demais direitos à saúde, educação, moradia, alimentação e lazer.
Não pode haver justiça numa decisão que opta por retirar a vida de seres inocentes, que se encontram numa situação de tamanha fragilidade como a dos bebes anencéfalos.
É pela vida do bebê e pelo bem-estar da mãe que lutamos.
O Estado deve zelar pelos cuidados para com a gestante e o bebê providenciando o conforto possível e todos os cuidados paliativos cabíveis, de maneira a aliviar o sofrimento. Além disso, devem ser implementadas medidas preventivas (vide art. 198, inc.II da CRFB/88) no sentido de propiciar a ingestão diária de ácido fólico por parte das mulheres em idade fértil, por ser este um meio comprovadamente eficaz de prevenção às malformações do tubo neural, dentre as quais se encontra a anencefalia ou, como mais corretamente denominada meroanencefalia (ausência parcial do encéfalo).
Defendemos que a mãe possa descobrir a importância do seu papel materno no chamado a amar seu filho, mesmo que ele esteja doente ou tenha pouca expectativa de vida.
A vida, mesmo que breve, merece ser vivida com intensidade e amor.
Esta é uma carta de quem ama a vida e luta para que todos tenham vida e a tenham em abundância.
Atenciosamente,
_____________________________________
(Assinatura)

“NÃO TENHO MEDO DO BARULHO DOS MAUS,

MAIS ME APAVORA O SILÊNCIO DOS BONS!”

Martin Luther King

Participe! A vida humana não tem religião, tem vida humana!

Envie este email para todos os seus conhecidos, amigos, parentes.

Seja você também um defensor da vida humana!

Revista In Guardia

Estreamos as nossas entrevistas exclusivas. Uma com José Nivaldo Cordeiro que nos falou muito sobre temas variados da política nacional e ainda de alguns temas legislativos em voga.

A outra entrevista ficou por conta de um belo bate-papo com Dom Antônio Keller, bispo conhecido de uma Diocese do Rio Grande do Sul chamada Frederico Westphalen. Imperdível!

Uma boa leitura a todos.

DOWNLOAD: http://is.gd/NqpkIL

ON LINE: http://is.gd/8XEtKz

sábado, 7 de abril de 2012

Vigília pascal

"Um grande silêncio reina hoje sobre a terra; um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei dorme. A terra estremeceu e ficou silenciosa, porque Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos [...]. Vai à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Quer visitar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte. Vai libertar Adão do cativeiro da morte. Ele que é ao mesmo tempo seu Deus e seu filho [...] "Eu sou o teu Deus, que por ti me fiz teu filho [...] Desperta tu que dormes, porque Eu não te criei para que permaneças cativo no reino dos mortos: levanta-te de entre os mortos; Eu sou a vida dos mortos"(Antiga homilia para Sábado Santo: PG 43. 440.452.461 [ Sábado Santo, 2ª Leitura do Ofício de Leituras: Liturgia das Horas, s. 2 (Gráfica de Coimbra 1983) p. 454-455




“Que nos ensina a cruz de Cristo que é, em certo sentido, a última palavra da sua mensagem e da sua missão messiânica? Em certo sentido — note-se bem — porque não é ela ainda a última palavra da Aliança de Deus. A última palavra seria pronunciada na madrugada, quando, primeiro as mulheres e depois os Apóstolos, ao chegarem ao sepulcro de Cristo crucificado o vão encontrar vazio, e ouvem pela primeira vez este anúncio: «Ressuscitou». Depois, repetirão aos outros tal anúncio e serão testemunhas de Cristo Ressuscitado. Este é o Filho de Deus que na sua ressurreição experimentou em Si de modo radical a misericórdia, isto é, o amor do Pai que é mais forte do que a morte". [Carta Encíclica Dives in Misericordia]

Ó sublime mistério desta Noite Santa! Noite na qual revivemos o extraordinário evento da Ressurreição! Se Cristo tivesse permanecido prisioneiro do sepulcro, a humanidade e toda a criação, de certo modo, teriam perdido o próprio sentido. Mas Vós, Cristo, realmente ressuscitastes! Aleluia!!

Oração à Nossa Senhora das Dores



Ó Mãe das Dores.

Rainha dos mártires, que tanto chorastes vosso Filho, morto para me salvar, alcançai-me uma verdadeira contrição dos meus pecados e uma sincera mudança de vida.

Mãe pela dor que experimentastes quando vosso divino Filho, no meio de tantos tormentos, inclinando a cabeça expirou à vossa vista sobre a cruz, eu vos suplico que me alcanceis uma boa morte. Por piedade, ó advogada dos pecadores, não deixeis de amparar a minha alma na aflição e no combate da terrível passagem desta vida a eternidade.

E, como é possível que, neste momento, a palavra e a voz me faltem para pronunciar o vosso nome e o de Jesus, rogo-vos, desde já, a vós e a vosso divino Filho, que me socorrais nessa hora extrema e assim direi: Jesus e Maria, entrego-Vos a minha alma.
Amém.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Cristo na Cruz - Amor que ama até o fim.


"Por nossa causa, Cristo fez-se obediente até a morte, e morte de cruz" (cf. Fil 2,8-9).
Nos diz o Santo Padre: " Neste dia, a Igreja não celebra a Eucaristia, como se quisesse sublinhar que, no dia em que se consumou o Sacrifício cruento de Cristo na cruz, não é possível torná-lo presente de modo incruento no Sacramento.

A Liturgia Eucarística é substituída pelo sugestivo rito da adoração da Cruz.

Como não ficar impressionados com a pungente descrição, feita por Isaías, do "homem das dores", desprezado e rejeitado pelos homens, que carregou sobre si o peso do nosso sofrimento, e foi ferido por Deus por causa dos nossos pecados" (cf. Is 53,3 ss)?

"Não tem aparência bela nem decorosa
para atrair os nossos olhares...
Foi desprezado e evitado pelos homens,
homem das dores, familiarizado com o sofrimento;
como pessoa da qual se desvia o rosto,
desprezível e sem valor para nós.
No entanto, ele tomou sobre si as nossas enfermidades
carregou-se com as nossas dores,
e nós o julgávamos açoitado
e homem ferido por Deus e humilhado.
Mas foi transpassado por causa dos nossos delitos,
e espezinhado por causa das nossas culpas.
A punição salutar para nós foi-lhe infligida a ele,
e as suas chagas nos curaram.
Todos nós, como ovelhas, nos desgarrámos,
cada um seguia o seu caminho;
o Senhor fez cair sobre ele
as culpas de todos nós ».

Adoremos a Cruz - Eis o lenho da Cruz, da qual pendeu a salvação do mundo!


Só podemos nos silenciar...sim, é tempo de silêncio diante de Deus que morre.

A tríplice glória da Cruz


"Por quê Jesus preferiu este gênero de morte?

Responderei: Todo mal, tanto das almas, como o pecado da ignorância e as más inclinações, quanto o mal dos corpos, como a enfermidade, sofrimentos, trabalhos e por último a morte, tudo procede do pecado de Adão e Eva. Cristo veio para reparar todos os males, tanto da alma como do corpo. Por isso, diz as antigas histórias dos gregos que o lenho da cruz era do mesmo tronco de árvore do qual Adão recebeu o fruto"

Assim, quando Cristo esteve pregado na árvore da cruz é que o fruto foi devolvido à árvore e se repararam todos os males que se seguiram do pecado de Adão. Isto aconteceu mantendo uma ordem: Cristo reparou primeiro os males da alma, instituindo o batismo, mediante ao qual se perdoam todos os pecados e ademais nos devolveu a ciência perdida, declarando-nos a glória do Paraíso. E quando virá de novo para o juízo final, reparará então, os males do corpo, porque ressuscitaremos impassíveis e imortais. E esta é a razão porque Jesus quis morrer na cruz."


(São Vicente Ferrer - A tríplice glória da Cruz)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Tríduo Pascal


Papa Bento XVI

"Quando se está para concluir o itinerário quaresmal, que teve
início com a Quarta-Feira de Cinzas, a hodierna liturgia da Quarta-Feira Santa introduz-nos já no clima dramático dos próximos dias, permeados da recordação da paixão e morte de Cristo.

O evangelista Mateus repropõe à nossa meditação o breve diálogo que Jesus teve no Cenáculo com Judas. "Porventura sou eu, Rabbi?", pergunta o traidor ao Mestre divino, que tinha prenunciado: "Em verdade vos digo: um de vós Me há-de entregar".

Foi incisiva a resposta do Senhor: "Tu o dizes" (cf. Mt 26, 14-25).

Por seu lado São João conclui a narração do anúncio da traição de Judas com poucas palavras, mas significativas: "E era noite" (Jo 13, 30), quando o traidor abandona o Cenáculo, intensifica-se a escuridão no seu coração é noite interior aumenta o desânimo no coração dos outros discípulos também eles se encaminham para a noite enquanto trevas de abandono e de ódio se adensam sobre o Filho do Homem que se encaminha para consumar o seu sacrifício na cruz.

O que comemoraremos nos próximos dias é o confronto supremo entre a Luz e as Trevas, entre a Vida e a Morte. Também nós nos devemos enquadrar neste contexto, conscientes da nossa "noite", das nossas culpas e das nossas responsabilidades, se desejamos reviver com proveito espiritual o Mistério pascal, se desejamos chegar à luz do coração mediante este Mistério, que constitui o ponto central da nossa fé.

O início do Tríduo Pascal é a Quinta-Feira Santa. Durante a Missa Crismal, que pode ser considerada como o prelúdio do Triduo Sacro, o Pastor diocesano e os seus colaboradores mais estreitos, os presbíteros, circundados pelo Povo de Deus, renovam as promessas formuladas no dia da Ordenação sacerdotal. Trata-se, ano após ano, de um momento de forte comunhão eclesial, que realça o dom do sacerdócio ministerial deixado por Cristo à sua Igreja, na vigília da sua morte na cruz. E para cada sacerdote é um momento comovedor nesta vigília da Paixão, na qual o Senhor se nos deu a Si mesmo, nos deu o sacramento da Eucaristia, nos deu o Sacerdócio.

É um dia que comove todos os nossos corações. Depois, são abençoados os Óleos para a celebração dos Sacramentos:
o Óleo dos Catecúmenos, o Óleo dos Enfermos e o Sagrado Crisma.

À noite, entrando no Tríduo Pascal, a comunidade cristã revive na Missa in Cena Domini o que aconteceu na última Ceia. No Cenáculo o Redentor quis antecipar, no Sacramento do pão e do vinho transformados no seu Corpo e no seu Sangue, o sacrifício da sua vida: ele antecipa esta sua morte, entrega livremente a sua vida, oferece o dom definitivo de si à humanidade.

Com o lava-pés, repete-se o gesto com que Ele, tendo amado os seus, os amou até ao extremo (cf. Jo 13, 1) e deixou aos discípulos como seu distintivo este acto de humildade, o amor até à morte. Depois da Missa in Cena Domini, a liturgia convida os fiéis a estar em adoração do Santíssimo Sacramento, revivendo a agonia de Jesus no Getsémani. E vemos como os discípulos dormiram, deixando o Senhor sozinho. Também hoje nós, seus discípulos, muitas vezes dormimos. Nesta noite santa do Getsémani queremos estar vigilantes, não queremos deixar o Senhor sozinho nesta hora; assim podemos compreender melhor o mistério da Quinta-Feira Santa, que inclui o tríplice dom do Sacerdócio ministerial, da Eucaristia e do mandamento novo do amor (ágape).

A Sexta-Feira Santa, que comemora os eventos que vão da condenação à morte até à crucifixão de Cristo, é um dia de penitência, de jejum e de oração, de participação na Paixão do Senhor. Na hora estabelecida, a Assembleia cristã repercorre, com a ajuda da Palavra de Deus e dos gestos litúrgicos, a história da infidelidade humana ao desígnio divino, que contudo se realiza precisamente assim, e ouve de novo a narração comovedora da Paixão dolorosa do Senhor.

Dirige depois ao Pai celeste a longa "oração dos fiéis", que inclui todas as necessidades da Igreja e do mundo. Em seguida, a Comunidade adora a Cruz e aproxima-se da Eucaristia, consumando as espécies sagradas conservadas da Missa in Cena Domini do dia anterior.

Ao comentar a Sexta-Feira Santa, São João Crisóstomo observa: "Primeiro a cruz significava desprezo, mas hoje é esperança de salvação. Tornou-se verdadeiramente fonte de bens infinitos; libertou-nos do erro, dissipou as nossas trevas, reconciliou-nos com Deus, transformou-nos de inimigos em seus familiares, de estrangeiros em seus próximos: esta cruz é a destruição da inimizade, a fonte da paz, o cofre do nosso tesouro (De cruce et latrone I, 1, 4).

Para reviver de modo mais intenso a Paixão do Redentor, a tradição cristã deu vida a numerosas manifestações de piedade popular, entre as quais as procissões da Sexta-Feira Santa com os ritos sugestivos que se repetem todos os anos. Mas há uma prática piedosa, a da Via-Sacra, que nos oferece durante todo o ano a possibilidade de imprimir cada vez mais profundamente no nosso coração o mistério da Cruz, de ir com Cristo por este caminho e assim conformar-nos interiormente com Ele.

Poderíamos dizer que a Via-Sacra nos educa, usando uma expressão de São Leão Magno, a "ver com os olhos do coração Cristo crucificado, para reconhecer na sua carne a nossa própria carne" (Disc. 15 sobre a paixão do Senhor). Consiste precisamente nisto a verdadeira sabedoria do cristão, que desejamos aprender seguindo a Via-Sacra precisamente na Sexta-Feira Santa no Coliseu.

O Sábado Santo é o dia em que a liturgia silencia, o dia do grande silêncio, e os cristãos são convidados a guardar um recolhimento interior, muitas vezes difícil de manter neste nosso tempo, para se prepararem melhor para a Vigília Pascal. Em muitas comunidades são organizados ritos espirituais e encontros de oração mariana, quase para se unir à Mãe do Redentor, que aguarda com trepidante confiança a ressurreição do Filho crucificado.

Finalmente na Vigília pascal o véu de tristeza, que envolve a Igreja pela morte e a sepultura do Senhor, será rasgado pelo grito da vitória: Cristo ressuscitou e derrotou para sempre a morte! Então poderíamos compreender verdadeiramente o mistério da Cruz, "como Deuz cria prodígios até na impossibilidade escreve um autor antigo para que se saiba que só ele pode fazer o que quer. Da sua morte a nossa vida, das suas chagas a nossa cura, da sua queda a nossa ressurreição, da sua descida a nossa exaltação" (Anonimo Quartodecimano).

Animados por uma fé mais firme, no centro da Vigília pascal acolheremos os recém-baptizados e renovaremos as promessas do nosso Baptismo. Assim experimentaremos que a Igreja está sempre viva, rejuvenesce sempre, é sempre bela e santa, porque se apoia em Cristo que, tendo ressuscitado, jamais morrerá.

Queridos irmãos e irmãs, o Mistério pascal, que o Tríduo Sacro nos fará reviver, não é só recordação de uma realidade que passou, é realidade actual: também hoje Cristo vence com o seu amor o pecado e a morte. O Mal, em todas as suas formas, não tem a última palavra. O triunfo final é de Cristo, da verdade e do amor! Se com Ele estamos dispostos a sofrer e a morrer, recordar-nos-á São Paulo na Vigília pascal, a sua vida torna-se a nossa vida (cf. Rm 6, 9). Sobre esta certeza se baseia e se constrói a nossa existência cristã. Invocando a intercessão de Maria Santíssima, que seguiu Jesus pelo caminho da Paixão e da Cruz e o abraçou depois da sua deposição, desejo a todos vós que participeis devotamente no Tríduo Pascal para sentir a alegria da Páscoa juntamente com todos os que vos são queridos. (grifos meus)

Fonte: AQUI

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Somos todos iguais?



Em relação a essência da natureza todos somos iguais. Substancialmente somos compostos de corpo e alma, somos da mesma raça humana, estamos todos destinados ao mesmo fim, que é a união com Deus e fomos redimidos pelo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Se considerarmos, como diz o Papa Leão XIII, " os deveres e os direitos que decorrem dessa unidade de origem e destino, todos os homens são então iguais". A igualdade não está na lei, nem na riqueza, mas no homem, já que este tem seu fundamento em Deus.

Assim diz o Catecismo da Igreja católica : "Criados à imagem do Deus único, dotados duma idêntica alma racional, todos os homens têm a mesma natureza e a mesma origem. Resgatados pelo sacrifício de Cristo, todos são chamados a participar da mesma bem-aventurança divina. Todos gozam, portanto, de igual dignidade"(1934)

Se considerarmos, portanto, os acidentes da natureza, os homens não são iguais, afinal, muitos e diversos são os talentos, a disposição para o trabalho, os diferentes temperamentos, gostos, costumes, virtudes, força física. O exterior, as raças, a condição social, as classes, não importam para Deus. O que importa é que todos fomos feitos à sua Imagem, todos temos o mesmo destino que viver eternamente com Deus, todos fomos chamados a sermos seus filhos no Filho e todos haveremos de prestar contas a Ele no ultimo dia, onde haverá um julgamento para todos. As diferenças entre nós só nos estimulam a viver em união, visando o crescimento de todos, para que, no final das contas, atinjamos o mesmo objetivo, que é ver a Deus. Tal é a visão que deve ter neste mundo, um filho do Altíssimo.

Confirma-nos o Catecismo: Estas diferenças fazem parte do plano de Deus que quer que cada um receba de outrem aquilo de que precisa e que os que dispõem de «talentos» particulares comuniquem os seus benefícios aos que deles precisam. As diferenças estimulam e muitas vezes obrigam as pessoas à magnanimidade, à benevolência e à partilha: e incitam as culturas a enriquecerem-se umas às outras:

«Eu distribuo as virtudes tão diferentemente, que não dou tudo a todos, mas a uns uma e a outros outra [...] A um darei principalmente a caridade, a outro a justiça, a este a humildade, àquele uma fé viva. [...] E assim dei muitos dons e graças de virtudes, espirituais e temporais, com tal diversidade, que não comuniquei tudo a uma só pessoa, a fim de que vós fosseis forçados a usar de caridade uns para com os outros; [...] Eu quis que um tivesse necessidade do outro e todos fossem meus ministros na distribuição das graças e dons de Mim recebidos»
(Santa Catarina de Sena, Il dialogo della Divina provvidenza, 7: ed. G. Cavallini (Roma 1995) p. 23-24.).(1937)

Se os homens são desiguais nos acidentes, parece claro que teremos uma sociedade variada, onde se reconhece tanto as igualdades quanto as desigualdades, ou seja, uma sociedade hierárquica. Assim ela é formada, por conta das diferenças que existem entre nós, de níveis e classes, formando uma pirâmide. Todos os homens são iguais em valor, mas não o são no tocante as funções onde se coloca os dons a serviço do bem comum, para que haja um sociedade justa, onde cada um possa exercer seu papel conforme o desígnio do Criador.
No que concerne o Estado, cabe a ele preservar e proteger os valores que sustentam esta sociedade.

É certo que existem desigualdades iníquas que ferem milhões de homens e de mulheres. Essas estão em contradição frontal com o Evangelho:

«A igual dignidade pessoal postula que se chegue a condições de vida mais humanas e justas. Com efeito, as excessivas desigualdades económicas e sociais entre os membros ou povos da única família humana provocam escândalo e são obstáculo à justiça social, à equidade, à dignidade da pessoa humana e, finalmente, à paz social e internacional» (II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 29: AAS 58 (1966) 1049.).(1938)

A solução cristã para o homem, partindo deste princípio entre a igualdades e desigualdades justas, é que haja esta sociedade em que há classes ou funções diversas. Nossos laços vem das diversas funções e serviços, realizados com respeito, não nos eximindo em saber nossos direitos, e ainda que estes estão atrelados a nossos deveres, diante de Deus e dos homens. A base de nossos relacionamentos, sejam sociais, políticos ou econômicos, "não reside no privilégio que procede do sangue, nem no poder que procede da riqueza; nem reside na eliminação de todos os agrupamentos mediante a negação dos direitos humanos e a redução de todos os trabalhadores à situação de "trabalhadores do Estado", mas sim na diferenciação que se baseia no serviço feito para o bem comum" (Fulton Sheen - O problema da Liberdade pag 204)

Alguns católicos ou mesmo cristãos não católicos, achando estarem sendo caridosos, pedem a Deus a igualdade entre os homens neste mundo, o que contradiz o que acabamos de ver. Nem no céu teremos esta igualdade já que existem os diversos graus de glória conforme se amou a Deus enquanto neste mundo.

Toda ideologia que prega igualdade entre os homens, a luta de classes, e a superioridade de alguma raça, é rechaçada pela Igreja e pelo próprio Deus, tanto que há tempos, os santos padres tem nos alertado para não cairmos neste engodo. Vejam aqui