domingo, 29 de abril de 2012

Santa Catarina de Sena

Por Bento XVI 

"Hoje gostaria de vos falar sobre uma mulher que desempenhou um papel eminente na história da Igreja. Trata-se de Santa Catarina de Sena.

 O século em que ela viveu — o décimo quarto — foi uma época difícil para a vida da Igreja e de todo o tecido social, tanto na Itália como na Europa. Todavia, mesmo nos momentos de maior dificuldade, o Senhor não cessa de abençoar o seu Povo, suscitando Santos e Santas que despertam as mentes e os corações, levando a conversão e renovação. Catarina é uma delas, e ainda hoje nos fala e nos leva a caminhar com coragem rumo à santidade para sermos, de modo cada vez mais pleno, discípulos do Senhor.

 Nasceu em Sena em 1347, numa família muito numerosa, e faleceu em Roma em 1380. Com 16 anos, impelida por uma visão de São Domingos, entrou na Terceira Ordem Dominicana, no ramo feminino chamado das Manteladas. Permanecendo em família, confirmou o voto de virgindade feita de modo particular, quando ainda era uma adolescente, dedicando-se à oração, à penitência e às obras de caridade, sobretudo em benefício dos enfermos.

 Quando a fama da sua santidade se difundiu, foi protagonista de uma intensa actividade de conselho espiritual em relação a todas as categorias de pessoas: nobres e homens políticos, artistas e pessoas do povo, pessoas consagradas, eclesiásticos, inclusive o Papa Gregório XI que nesse período residia em Avinhão e que Catarina exortou enérgica e eficazmente a regressar a Roma.

Viajou muito para solicitar a reforma interior da Igreja e para favorecer a paz entre os Estados: também por este motivo, o Venerável João Paulo II quis declará-la co-Padroeira da Europa: o Velho Continente nunca esqueça as raízes cristãs que estão na essência do seu caminho e continue a haurir do Evangelho os valores fundamentais que asseguram a justiça e a concórdia.

 Catarina sofreu muito, como numerosos Santos. Chegou-se mesmo a pensar que era necessário desconfiar dela, a tal ponto que, em 1374, seis anos antes da sua morte, o capítulo geral dos Dominicanos a convocou em Florença para a interrogar. Puseram ao seu lado um frade douto e humilde, Raimundo de Cápua, futuro Mestre-Geral da Ordem. Tendo-se tornado seu confessor e também seu «filho espiritual», escreveu uma primeira biografia completa da Santa.

Ela foi canonizada em 1461. A doutrina de Catarina, que aprendeu a ler com dificuldade e a escrever quando já era adulta, está contida em O Diálogo da Providência Divina, ou seja, Livro da Doutrina Divina, uma obra-prima da literatura espiritual, no seu Epistolário e na colectânea das suas Orações.

 O seu ensinamento é dotado de uma riqueza tão profunda, que o Servo de Deus Paulo VI, em 1970, a declarou Doutora da Igreja, título que se acrescentava ao de co-Padroeira da cidade de Roma, por desejo do Beato Pio IX, e de Padroeira da Itália, segundo a decisão do Venerável Pio XII.

 Numa visão que nunca mais se cancelou do coração e da mente de Catarina, Nossa Senhora apresentou-a a Jesus, que lhe confiou um anel maravilhoso, dizendo-lhe: «Eu, teu Criador e Salvador, desposo-te na fé, que conservarás sempre pura, até quando celebrares comigo no Céu as tuas bodas eternas» (Raimundo de Cápua, Santa Catarina de Sena, Legenda maior, n. 115, Sena 1998).

Aquele anel permaneceu visível unicamente para ela. Neste episódio extraordinário vemos o centro vital da religiosidade de Catarina e de toda a espiritualidade autêntica: o cristocentrismo. Cristo é para ela como o esposo, com quem está em relação de intimidade, de comunhão e de fidelidade; é o bem-amado acima de qualquer outro bem.

 Esta profunda união com o Senhor é ilustrada por outro episódio tirado da vida desta insigne mística: a troca do coração. Segundo Raimundo de Cápua, que transmite as confidências recebidas de Catarina, o Senhor Jesus apareceu-lhe tendo na mão um coração humano vermelho resplandecente, abriu-lhe o peito, introduziu-o nele e disse-lhe: «Caríssima filhinha, dado que no outro dia tomei o teu coração, que tu me oferecias, eis que agora te concedo o meu, e doravante estará no lugar que o teu ocupava» (Ibidem).

 Catarina viveu verdadeiramente as palavras de São Paulo, «... já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gl 2, 20). Como a Santa de Sena, cada fiel sente a necessidade de se uniformizar com os sentimentos do Coração de Cristo para amar a Deus e ao próximo como o próprio Cristo ama. E todos nós podemos deixar-nos transformar o coração e aprender a amar como Cristo, numa familiaridade com Ele alimentada pela oração, pela meditação sobre a Palavra de Deus e pelos Sacramentos, principalmente recebendo de maneira frequente e com devoção a Sagrada Comunhão.

Também Catarina pertence àquela plêiade de Santos eucarísticos, com a qual eu quis concluir a minha Exortação Apostólica Sacramentum caritatis (cf. n. 94). Estimados irmãos e irmãs, a Eucaristia é uma dádiva extraordinária de amor que Deus nos renova continuamente para alimentar o nosso caminho de fé, revigorar a nossa esperança e inflamar a nossa caridade, para nos tornar cada vez mais semelhantes a Ele. Em volta de uma personalidade tão vigorosa e autêntica, foi-se constituindo uma verdadeira família espiritual. Tratava-se de pessoas fascinadas pela respeitabilidade moral desta jovem mulher de elevadíssimo nível de vida, e por vezes impressionadas também pelos fenómenos místicos aos quais assistiam, como os frequentes êxtases. Muitos se puseram ao seu serviço e sobretudo consideraram um privilégio ser orientados espiritualmente por Catarina.

 Chamavam-lhe «mãezinha», porque como filhos espirituais dela recebiam o alimento do espírito. Também hoje a Igreja recebe um grande benefício do exercício da maternidade espiritual de numerosas mulheres, consagradas e leigas, que alimentam nas almas o pensamento de Deus, revigoram a fé das pessoas e orientam a vida cristã rumo a metas cada vez mais elevadas. «Digo-vos e chamo-vos filho — escreve Catarina, dirigindo-se a um dos seus filhos espirituais, o cartuxo Giovanni Sabbatini — enquanto vos dou à luz mediante contínuas orações e desejos diante de Deus, do mesmo modo como uma mãe dá à luz o seu filho» (Epistolário, Carta n. 141: A dom Giovanni de Sabbatini). Ao frade dominicano Bartolomeu de Dominici, ela estava habituada a dirigir-se com estas expressões: «Amadíssimo e caríssimo irmão e filhinho em Cristo, dócil Jesus».

 Outra característica da espiritualidade de Catarina está vinculada ao dom das lágrimas. Elas exprimem uma sensibilidade sublime e profunda, uma capacidade de comoção e de ternura. Não poucos Santos tiveram o dom das lágrimas, renovando a emoção do próprio Jesus, que não impediu nem escondeu o seu pranto diante do sepulcro do amigo Lázaro e do sofrimento de Maria e de Marta, e da visão de Jerusalém nos seus últimos dias terrenos.

Segundo Catarina, as lágrimas dos Santos misturam-se com o Sangue de Cristo, do qual ela falava com tonalidades vibrantes e imagens simbólicas muito eficazes: «Recordai Cristo crucificado, Deus e homem (...). Ponde-vos como objectivo Cristo crucificado, escondei-vos nas chagas de Cristo crucificado, afogai-vos no sangue de Cristo crucificado» (Epistolário, Carta n. 21: A alguém sobre cujo nome não se pronuncia). Aqui podemos compreender por que motivo Catarina, embora estivesse consciente das faltas humanas dos sacerdotes, sempre teve uma grandíssima reverência por eles: eles dispensam, através dos Sacramentos e da Palavra, a força salvífica do Sangue de Cristo.

A Santa de Sena convidava sempre os ministros sagrados, até o Papa, a quem chamava «doce Cristo na terra», a serem fiéis às suas responsabilidades, impelida sempre e unicamente pelo seu amor profundo e constante pela Igreja. Antes de morrer, ela disse: «Partindo do corpo eu, na verdade consumi e entreguei a minha vida na Igreja e pela Santa Igreja, o que é para mim uma graça extremamente singular» (Raimundo de Cápua, Santa Catarina de Sena, Legenda maior, n. 363).

 Portanto, de Santa Catarina nós aprendemos a ciência mais sublime: conhecer e amar Jesus Cristo e a sua Igreja. No Diálogo da Providência Divina ela, com uma imagem singular, descreve Cristo como uma ponte lançada entre o céu e a terra. Ela é formada por três grandes escadas, constituídas pelos pés, pelo lado e pela boca de Jesus. Elevando-se através destas grandes escadas, a alma passa pelas três etapas de cada caminho de santificação: o afastamento do pecado, a prática da virtude e do amor, a união dócil e afectuosa com Deus.

 Caros irmãos e irmãs, aprendamos de Santa Catarina a amar com coragem, de maneira intensa e sincera, Cristo e a Igreja. Por isso, façamos nossas as palavras de Santa Catarina, que podemos ler no Diálogo da Providência Divina, na conclusão do capítulo que fala de Cristo-ponte: «Por misericórdia Vós lavastes-nos no Sangue e por misericórdia desejastes dialogar com as criaturas. Ó Louco de amor! Não vos foi suficiente encarnar, mas também quisestes morrer! (...) Ó misericórdia! O meu coração ofega-me quando penso em Vós: para onde eu me dirija a pensar, mais não encontro do que misericórdia» (cap. 30, págs. 79-80). Obrigado!


Fonte: AQUI- 

sábado, 28 de abril de 2012

Santa Gianna Beretta Molla

   Santa Gianna, Padroeira das gestantes e dos defensores da Vida, rogai por nós!!


"Meditata immolazione" (imolação meditada), assim Paulo VI definiu o gesto da Beata Gianna recordando, no Ângelus dominical de 23 de setembro de 1973, "uma jovem mãe da Diocese de Milão que, para dar a vida à sua filha sacrificava, com imolação meditada, a própria".


sexta-feira, 27 de abril de 2012

A Religião e o mundo moderno



Minha sugestão é que leiam antes o artigo já postado: Qual a relação entre a religião e os negócios públicos? 

 Este trecho é tão bom, que resolvi, ao invés de adapta-lo, transcreve-lo inteiro. Boa leitura!

Por Arcebispo Fulton Sheen


"O que se dá no mundo moderno é apenas uma repetição do que aconteceu no começo da era cristã. A princípio o Filho de Deus é ignorado como um estranho no mundo, para depois ser perseguido. A princípio Ele foi considerado como um estranho no mundo que veio para salvar: " Ele veio para os seus, mas os seus não O receberam". Ele não foi abertamente rejeitado; foi apenas ignorado. Não houve violência alguma contra Ele quando sua Mãe batia de porta em porta pela cidade de Belém. Simplesmente " não havia lugar"


Afinal de contas, que relação teria a religião e a economia, e que relação teria Deus com o mundo? Os homens estavam então,demasiadamente ocupados com seus cofres,com suas contas e com seus impostos para se incomodarem com o Criador,exatamente como agora estão ocupados demais com seus negócios e suas dissensões políticas. Ele pode vir ao mundo se quiser,mas que Ele próprio encontre lugar para si. Aqui não há lugar.

A fim de melhor dar a entender que o homem havia rejeitado seu Criador, Ele é expulso da cidade para os montes, para longe das estalagens, para os estábulos lá fora, dentre os homens para o meio dos animais. E quando se deita um olhar nessa criança,que foi alijada da terra que criara, e literalmente expulsa para fora da cidade de seus pais, deitada num leito de palha entre um boi e um burro,não se podia deixar de ver nesses animais o símbolo da rejeição humana. " Não havia lugar na estalagem" 


Assim como Cristo, a religião foi primeiro ignorada, depois perseguida.A indiferença à Religião é o começo do ódio à religião. Assim se deu com Cristo. Em Seu nascimento dos homens não lhe deram atenção, simplesmente batiam as portas no rosto de Sua Mãe. Dentro de dois anos estarão eles perseguindo-o como a um criminoso. Primeiro mostram-se indiferentes ao lugar em que Ele nasceu; agora, intolerantes só porque nasceu. Antes, apenas não O queriam em suas estalagens, agora não O querem no mundo. Primeiro Ele é tão estranho às suas vidas que O deixam co os seus inofensivos animais; agora Ele é considerado inimigo de suas vidas e mais perigoso do que feras.

Nem mesmo querem O deixar em seus estábulos, tal qual a Rússia não O quer deixar em seus tabernáculos. Parte de Herodes a ordem de que toda criança do sexo masculino abaixo de dois anos de idade deve ser morta. Nenhum rei poderá ser soberano se este novo Rei Infante também pretender a realeza. Herodes não poderá possuir inteiramente o homem se esta Criança se intitular Rei do homem. Aquele que primeiro desprezou a Criança agora teme a Criança. A caverna do pastor torna-se agora o antro do bandido, enquanto Herodes despacha seus soldados, que se lançam como falcões em perseguição de um Infante que mal aprendeu a andar,

A irreligião apoderou-se de lugar deixado pela religião; a perseguição seguiu-se à indiferença; a assassínio dos inocentes veio na esteira do nascimento do Inocente. A indiferença ao Cristo não termina e nem pode terminar na ausência do Cristo; acaba no Anticristo.

Foi assim no começo; é assim agora, e será assim até o fim. ensinaram a Europa a cerrar o punho e a cuspir sempre que Seu nome é ouvido; não O podem deixar só. Eles não são precisamente homens sem religião; são homens contra a religião; não mostram frieza para com Deus. entregam-se ao ateísmo com todo o ardor.

Donde tiram eles energia para esse ódio? Donde tal entusiasmo pelo ateísmo? Como conseguem tal apostolado pelo Anticristo, tantas espadas para a pilhagem das coisas de Deus e assassínio das mulheres de Deus? Donde tirou a Rússia esse ímpeto para implantar em Valência, pela primeira vez na história do mundo ocidental, um regime declaradamente contra Deus? Tirou-o da realidade de Deus. Os homens não se entusiasmam por fantasmas. Os homens não saem a campo para dar combate às ficções da imaginação nem a mortos. Odeiam, entretanto, os vivos. Rejeitando-O, estão eles prestando-Lhe testemunho. Ninguém odeia César, Napoleão ou Genghis Khan. E por que não? Porque morre o ódio quando perece o objeto odiado. Os homens já não cerram mais os punhos contra um Bismarck, nem montam mais guarda ao túmulo de um Nélson. Mas cerram ainda os punhos contra o Cristo. Dizem que Ele está morto, mas põem sentinelas em Seu túmulo. Dizem que Ele é inofensivo enquanto criança, contudo Herodes manda os seus soldados matar a Criança indefesa. A verdade é que eles odeiam porque creem - não com a fé dos redimidos, mas com a fé dos condenados.

O que é de notar é que exatamente nas nações em que Ele tem sido mais rejeitado, maior tenha sido a derrota do homem. Na mesma proporção em que Ele é perseguido, persegue-se o homem; quando o mundo rejeita aquele que enalteceu o valor do homem, começa este a perder todo o valor. No momento em que o mundo perde aquele que amou o homem a ponto de morrer por Ele, o próprio homem deixa de ter qualquer valor; no instante em que ele esquece o preço outrora pago por uma alma humana, a alma começa a ser instrumento do Estado.

Esta derrota do homem na Rússia, na Alemanha, no México e até certo ponto na Itália, onde o homem não tem direito algum, senão aquele que o Estado lhe concede, torna-se tanto mais flagrante quando ocorre numa época em que o homem tem tudo o que pode conduzir ao sucesso na vida. Nunca dantes o homem tanto poder,  e nunca dantes foi tal poder acumulado assim a destruição da vida humana; nunca dantes esteve tão defendida a educação e nunca dantes esteve mais longe do conhecimento da Verdade; nunca dantes houve tanta riqueza e nunca dantes tanta pobreza; nunca dantes tivemos tanta abundância de alimentos e nunca dantes tantos homens famintos.

O homem vê-se cercado de luxos e comodidades com que as gerações precedentes nunca sonharam, todavia  nunca seus esforços foram tão frustrados, nunca se sentiu tão miserável e intranquilo diante do futuro. Tem tudo, e todavia nada tem, porque esqueceu uma coisa - seu próprio mérito, seu próprio valor intrínseco, seu próprio alto destino.  Somente Alguém que pagou o preço pode dizer-lhe quanto ele vale. Tendo perdido a etiqueta do preço da Redenção, marcada "Valor infinito", fácil é que os ditadores pensem não ter ele nenhum valor, julguem que ele  é simplesmente uma gota de sangue na corrente da raça, um soldado a mais no exército, um dente a mais nas rodas de engrenagem no Grande Trator Proletário.

É preciso que o homem seja redescoberto, não o homem animal que tanto conhecemos, mas o homem racional que conhecemos tão pouco. Essa redescoberta está condicionada ao conhecimento d'Aquele a cuja imagem e semelhança foi o homem criado, pois só quando reconhecemos os direitos de Deus é que o homem começa a ser livre"

Fonte: O Preço da Liberdade - Fulton Sheen

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Nossa Senhora do Bom Conselho



Gloriosíssima Virgem, escolhida pelo Conselho Eterno para ser Mãe do Verbo Encarnado, tesoureira das divinas graças e advogada dos pecadores, eu, o mais indigno dos vossos servos, a Vós recorro, para que Vos digneis de ser o meu guia e conselho neste vale de lágrimas.

Alcançai-me, pelo preciosíssimo Sangue de vosso Divino Filho, o perdão de meus pecados, a salvação da minha alma e os meios necessários para operá-la. Alcançai para a Santa Igreja o triunfo sobre os seus inimigos e a propagação do Reino de Jesus Cristo por toda a Terra.

Acolhei o Santo Padre o Papa,  ajudai os sacerdotes de Cristo, para que a Igreja se mantenha firme diante das agruras deste mundo sem Deus.

Iluminai os homens deste país, para que vejam na criança no ventre de suas mães, um filho amado de Deus com direito à vida.

Assim seja.

O Brasil nasceu sob a Cruz de Cristo



Hoje - dia 26 de abril, marca o dia em que a Cruz de Cristo foi fincada neste chão e que pela primeira vez,  Cristo, pelas mãos do sacerdote, vem, de forma incruenta sob o altar -, se oferecer a Deus por todos nós.

 Se ofereceu como oferenda perfeita, como Sacrifício perfeito. A Missa era – e é – a Grande Ação, a Grande Obra de Cristo na sua Igreja. Nela e por ela se adora a Deus e redime o homem.

" Cristo se ofereceu a Deus qual vítima imaculada para "purificar a nossa consciência das obras mortas, para servir a Deus vivo".(Hb 9,14)

A primeira Missa realizada foi é sinal de que este país tem a marca de Deus e deve necessariamente, para seu bem, se deixar guiar por Ele. Peçamos a Deus que os homens de nosso país redescubram seu valor, que nasce de sua semelhança com o Criador e redentor. Que possamos dar-lhe o louvor que lhe é devido, fazendo de nossas vidas um verdadeiro oferecimento para Sua Glória.

 Eis o lenho da Cruz - da qual pendeu a salvação do mundo - vinde! adoremos!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Quem é quem no Céu

Por Scott Hann

O elenco de milhares do Apocalípse:
Exceto por uma praga de filmes de anticristos na década de 1970, Hollywood nem mesmo tentou filmar um Apocalípse, como fez com os evangelhos e o livro do Êxodo.Talvez algumas coisas sejam simplesmente estranhas, sangrentas e extravagantes até mesmo para Hollywood. Ou talvez os diretores sintam-se dissuadidos pelo
número de atores que o Apocalípse exigiria (sem mencionar o custo dos efeitos especiais!).

Em Os dez mandamentos, o diretor contentou-se com um elenco de milhares, mas o Apocalíse exigiria literalmente centenas de milhares, pois talvez seja o livro mais populoso da Bíblia.

Quem são essas personagens que enchem os cenários da terra e do céu de João? Neste capítulo, vamos tentar conhecê-los um pouco melhor.Primeiro, porém, Scott confessa: Trilhar esse caminho o assusta! Talvez o assunto que mais fascine e preocupe os estudiosos e pregadores do Apocalípse e os que a ele se dedicam como passatempo seja a identificação das bestas, das criaturas, dos anjos e das pessoas do livro.

A identificação dessas personagens pelo leitor depende, em grande parte, de seu sistema de interpretação.O sistema futurista inspirou os intérpretes a identificar as bestas, em sucessão, com Napoleão, Bismark, Hitler e Stalin, entre outros.

A visão "passadista"- que enfatiza o cumprimento das profecias do Apocalípse no séc.I- tende a identificar as bestas , por ex., com um ou outro imperador romano, ou com a própria Roma, ou com Jerusalém.

Uma terceira perspectiva, às vezes chamada " idealista", considera o Apocalípse uma alegoria da guerra espiritual que todo crente tem de enfrentar.

Ainda outra visão , a "historicista", afirma que o Apocalípse traça o plano-mestre de Deus para a história, do início ao fim.

Que opinião segue Scott? Bem todas elas. Não há nenhuma razão que as impeça de serem todas verdadeiras, simultaneamente. As riquezas da Escrituras são infinitas. Os cristãos primitivos ensinavam que o texto sagrado opera em quatro níveis e que todos eles, ao mesmo tempo, ensinam a verdade única de Deus - como uma sinfonia. Se Scott prefere uma perspectiva às outras, essa é a passadista. Contudo, ele repete, não descarta as outras. O que une todas elas é o que nos liga todos à Cristo: A nova aliança, selada e renovada pela liturgia Eucarística.

No Apocalípse, surge um padrão - de aliança, queda , julgamento e redenção - e esse padrão descreve realmente determinado período da história, mas também descreve cada período da história e a história toda, além do transcurso da vida para todos nós.

Eu, João

Scott já mencionou que há muita controvérsia a respeito da autoria do livro do Apocalípse por João. Embora fascinante, para nosso estudo da Missa e do Apocalípse esse debate é apenas secundário. Entretanto uma coisa está clara: o texto associa-se explicitamente à João (Ap 1,4.9;22,8). E, no NT ( e para os padres da igreja), "João" significa o apóstolo João.

Na verdade, os próprios livros indicam que, se não compartilham um autor comum, eles pelo menos originam da mesma escola de pensamento, pois o Apocalípse e o Quarto Evangelho compartilham muitas preocupações teológicas.

Os dois livros revelam um conhecimento bastante preciso do Templo de Jerusalém e seus rituais; ambos parecem preocupados em apresentar Jesus como o "cordeiro", o sacrifício da nova Páscoa (veja Jo 1,29.36; Ap 5,6).

Além disso, o evangelho de João e o Apocalípse compartilham uma terminologia que, no NT é característica apenas deles. Por ex., só o quarto evangelho e o Apocalípse referem-se a Jesus como " a Palavra de Deus" e só esses dois livros referem-se à adoração segundo a nova aliança " no espírito". E só esses dois livros falam da salvação em termos de "água da vida".

Ainda assim, essa identificação do autor João com o apóstolo João é importante só por nos dar um discernimento da força da visão do Apocalípse.

No evangelho, por ex., João era identificado como " o discípulo que Jesus amava". João era o apóstolo que mais gozava da intimidade do Senhor, o discípulo que estava literalmente mais próximo de seu coração. Na Última Ceia, João, reclinou-se no colo de Jesus. Contudo no Apocalípse quando vê Jesus em seu poder e glória com domínio universal e soberania divina, João cai como morto (Ap 1,17).

São detalhes importantes para nós que queremos ser discípulos "amados" hoje. Embora precisemos lutar por uma relação cada vez mais íntima com Jesus, não poderemos entabular a conversa enquanto não virmos Jesus como quem Ele é, em sua santidade insuperável.

A identidade de João é importante também em relação às preocupações terrenas do Apocalípse. A tradição identifica o apóstolo João como bispo de Éfeso, uma das sete Igrejas destinatárias do Apocalípse. As igrejas identificam-se com cidades, todas as sete localizadas em um raio de 80 kms na Ásia menor, que provavelmente limitava a esfera da autoridade de João. Entendemos porque João, como bispo, foi escolhido para transmitir a mensagem pastoral que encontramos no Apocalípse, em especial nas cartas ás sete Igrejas (Ap 2;3).

" O Cordeiro"

O título e a imagem favoritos do Apocalípse para Jesus Cristo: o Cordeiro. Sim, ele é o príncipe (1,5); está no meio dos candelabros , paramentado como sumo sacerdote(1,13); é o "Primeiro e o Último" (1,17), o "santo" (3,7), "Senhor dos senhores e Rei dos reis" (17,14) - mas Jesus é, irresistivelmente, o cordeiro.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, o Cordeiro é: "Cristo crucificado e ressuscitado, o único sumo sacerdote do verdadeiro santuário, o mesmo 'que oferece e é oferecido, que dá e que é dado'"(n.1137)

Quando vê pela primeira vez o Cordeiro, João está, na verdade, à procura de um leão. Ninguém tem o poder de abrir os selos do livro e revelar seu conteúdo, e João começa a chorar. Então um ancião lhe diz: "Não chores! Eis, ele alcançou a vitória, o leão da tribo de Judá, o rebento de Davi, ele abrirá o livro e seus sete selos" (Ap 5,5). João olha em volta para ver o leão de Judá mas, em em vez disso, ele vê...um cordeiro. Para começar, cordeiros não são muito fortes, e este está de pé , como que "imolado" (Ap 5,6).

Não precisamos repetir tudo que analisamos no cap. dois. Deve ficar claro que Jesus, aqui, é um cordeiro sacrifical , como o cordeiro da Páscoa.

Então os anciãos (presbyteroi,sacerdotes) cantam que o sacrifício de Cristo permitiu-lhe romper os selos do livro, o Antigo Testamento. "Tu és dígno de receber o livro e de romper-lhe os selos porque fostes imolado, e redimiste para Deus , por teu sangue, homens " (5,9). Em seguida, o céu e a terra glorificam Jesus como Deus: "Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro, louvor, honra, glória e poder pelos séculos dos século...E os anciãos prostraram-se e adoraram" (5, 13-14).

O Cordeiro é Jesus. O Cordeiro é também "filho de homem", paramentado como sumo sacerdote (1,13); o Cordeiro é vítima sacrifical; o Cordeiro é Deus.

Fonte: O Banquete do Cordeiro

Veja o estudo AQUI

Depois veremos: Uma mulher vestida de sol

terça-feira, 24 de abril de 2012

Para organizar a vida com sabedoria



São Tomás recitava essa oração
diariamente diante da imagem de Cristo - Rezemos com ele:


"Permita, ó Deus misericordioso,
que eu possa
desejar ardentemente,
buscar prudentemente,
reconhecer verdadeiramente,
realizar com perfeição
as coisas que te agradam
para o louvor e glória do teu nome.

Organiza, ó Deus, a minha vida!
Permita que eu discirna o que queres de mim

Dá-me o poder de fazer a tua vontade,
de maneira apropriada e necessária
para a salvação da minha alma.
Permita, ó Senhor Deus,
que eu sempre me mantenha fiel
em tempos de prosperidade e de adversidade,
de tal modo que não me vanglorie
quando tudo corre bem
nem me desespere em face dos problemas.

Concede-me que não me alegre
a não ser no seu caminho;
que não me entristeça
a não ser pelo que afaste de Ti.

Que eu deseje apenas te servir
e só temer te desagradar.
Dá-me forças para rejeitar todas as coisas
transitórias e buscar, apenas, as eternas.

Que as alegrias, sem ti, sejam fardos para mim e que eu nada deseje além de ti

Permita, Senhor, que as coisas que faço
só me dêem prazer quando são para Ti.
e que tudo o que não te envolve me encha de tédio.
Concede-me, ó Deus,
que o meu coração dirija-te
a Ti para que ao falhar
sinta remorsos por meus pecados
e jamais desista de me redimir

Senhor meu Deus,
torna-me submisso sem reclamar,
pobre sem desanimar, casto sem
me corromper, paciente sem murmurar,
humilde sem fazer pose,
alegre sem frivolidade,
maduro sem tristeza,
ágil sem leviandade,
temente a Ti sem desesperar,
verdadeiro sem duplicidade
e fazedor do bem sem presunção.

Que eu repreenda meu próximo
sem arrogância e sem hipocrisia
para fortalecê-lo pela palavra
e pelo exemplo.

Dá-me, Senhor, um coração vigilante,
que não se deixe levar para longe de Ti
por pensamentos estranhos.

Dá-me Senhor um coração nobre
que não se deixe enganar por
desejos indignos.

Dá-me um coração resoluto que
não se deixe guiar por intenções
malignas.

Dá-me um coração inabalável
capaz de vencer as tribulações.

Dá me um coração moderado
que não se deixe escravizar por
paixões violentas.

Dá-me, Senhor, meu Deus,
o conhecimento de Ti,
diligência em te buscar,
sabedoria para te encontrar,
palavras que te agradem,
perseverança ao te aguardar,
e confiança de enfim te abraçar.

Permita que as dificuldades
sejam minhas penitências aqui,
que teus benefícios despertem
minha gratidão
e que em tuas alegrias
eu me alegre,
glorificando-Te no teu
Reino Celestial.

Tu que vive e reinas,
Deus para sempre. Amém".

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Glorioso São Jorge


Ó Deus onipotente, Que nos protegeis pelos méritos e as bênçãos de São Jorge. Fazei que este grande mártir, com sua couraça, sua espada, e seu escudo, que representam a fé, a esperança, e a inteligência, ilumine os nossos caminhos... Fortaleça o nosso ânimo... Nas lutas da vida. Dê firmeza à nossa vontade, Contra as tramas do maligno, para que, vencendo na terra, como São Jorge venceu, Possamos triunfar no céu convosco, e participar aas eternas alegrias. Amém.