A Doutrina Católica, a vida dos Santos, o Itinerário Espiritual do Cristão, me fascinam. Leio tudo incansavelmente e trago para o Blog. Que ele sirva de formação para perseverarmos na verdade da fé, defendendo-nos contra as astúcias do inimigo, para a Glória de Nosso Senhor.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Santo Agostinho e o Primado
"Uma vez que devemos considerar a sucessão dos bispos, com maior razão, mais verdadeiramente e com maior segurança nós enumeramos os bispos de Roma a partir do próprio Pedro, a quem, como que representando a toda a Igreja, o Senhor disse: Sobre esta Pedra construirei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela? (Letters 53:1:2 [A.D. 412]).
Comentário ao Evangelho do III domingo da Páscoa - ano C (Jo 21,1-19)
Quando interrogava a Pedro, o Senhor interrogava também a nós. Quando ouves o Senhor dizendo: Pedro, tu me amas? (Jo 21,16), lembra-te de um espelho e procura ver-te nele. Pois que outra coisa Pedro aí fazia se não representar a Igreja? Por isso, quando interrogava a Pedro, o Senhor nos interrogava também a nós, interrogava a Igreja.
Para saberes que Pedro era figura da Igreja, recorda aquela passagem do Evangelho: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja e as portas do inferno não a vencerão. Eu te darei as chaves do Reino dos céus (Mt 16,18-19). É um homem só que as recebe. Quais sejam as chaves do Reino dos céus ele explicou assim: O que ligares na terra será ligado nos céus e o que desligares na terra será desligado nos céus (Mt 16,19). Mas, se apenas a Pedro é que isso se disse, somente Pedro é que fez isso: morreu e partiu. Quem, portanto, liga e quem desliga? Ouso afirmar que também nós temos essas chaves
“Eis que o Senhor, depois de sua ressurreição, aparece novamente aos discípulos. Interroga Pedro e o obriga a confessar três vezes seu amor, a ele que, por medo, três vezes o negara. Cristo ressuscitou na carne, e Pedro segundo o espírito; pois, enquanto o Senhor morria sofrendo, Pedro morria negando. Cristo Senhor ressuscitou dentre os mortos, e Pedro ressuscitou graças ao amor de Cristo para com ele. Àquele que agora o confessava, interrogou sobre seu amor, e lhe confiou suas ovelhas. ”
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Mas, o que Pedro dava a Cristo, pelo fato de amar a Cristo? Se Cristo te ama, o proveito é teu, não de Cristo. Se amas a Cristo, é ainda para proveito teu, não de Cristo. Entretanto, o Senhor, querendo mostrar como os homens devem provar que o amam, manifesta-o claramente, mencionando suas ovelhas: Tu me amas? – Eu te amo. Cuida das minhas ovelhas (Jo 21, 16.17). Perguntou uma, duas, três vezes. Pedro nada lhe respondeu a não ser que o amava. O Senhor nada lhe perguntou a não ser se ele o amava. Cristo não confia a Pedro coisa alguma senão o pastoreio de suas ovelhas. Amemo-nos, e estaremos amando a Cristo...” Sermo Guelferbytanus 16, 1-2 (Patrologiæ Latinæ Supplementum 2, 579-580)
Veja Também - Primado do Papa
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Mais uma brecha para o aborto livre
Fonte: Gazeta do Povo.
A redução de danos – que o governo federal pensa em aplicar a gestantes dispostas a realizar abortos clandestinos – é, na verdade, uma rendição: desiste-se de apontar o caminho correto para mostrar às pessoas como se degradar “com responsabilidade”
O Ministério da Saúde está estudando a adoção de uma política de redução de danos para mulheres que decidirem fazer um aborto clandestino, segundo reportagem publicada ontem pelo jornal Folha de S.Paulo. De acordo com as próprias fontes do ministério, o modelo ainda está em avaliação, mas consistiria em oferecer à gestante informação sobre os riscos à saúde decorrentes do aborto clandestino e os métodos existentes para a eliminação do feto. A ideia é mais uma manobra para, por vias tortas, implantar uma legalização de fato (ainda que não de direito) do aborto no Brasil.
Esta política é reprovável por vários motivos, um dos quais é legal. No Brasil, o aborto é crime, embora sem punição nos casos de estupro, risco de vida para a mãe e anencefalia (este último, após decisão do Supremo Tribunal Federal). Uma situação em que o sistema de saúde orienta gestantes sobre como fazer abortos correndo menos riscos equivale a uma cumplicidade com o crime. A argumentação de Helvécio Magalhães, secretário de Atenção à Saúde do ministério, segundo a qual o crime é apenas o aborto em si, e não a oferta de informação para cometer o ato, não se sustenta, já que o artigo 29 do Código Penal prevê pena igual para “quem, de qualquer modo, concorre para o crime (...) na medida de sua culpabilidade”.
Não se trata de minimizar a aflição de uma gestante que, muitas vezes constrangida por circunstâncias familiares ou financeiras, decide abortar; mas é fato que todo aborto provocado é a eliminação deliberada de um ser humano indefeso e inocente. O modelo uruguaio, em vigor desde 2004 e que seria a inspiração da proposta brasileira, prevê um aconselhamento sobre alternativas ao aborto, como a entrega do filho para a adoção; a partir desta conversa, a gestante ainda ganha tempo para refletir sobre a decisão a tomar. Este é o único aspecto louvável da política que o Ministério da Saúde vem estudando, pois busca preservar o direito da criança à vida.
O próprio conceito da “redução de danos”, que já costuma ser aplicada em casos como os de dependentes de drogas, esconde uma perversidade. Ele parte do pressuposto de que, já que o indivíduo vai, inevitavelmente, cometer atos degradantes, é melhor agir para que as consequências dessas ações sejam minimizadas. Mas a redução é, na verdade, uma rendição: desiste-se de apontar o caminho correto para mostrar às pessoas como se degradar “com responsabilidade”. Na prática, a redução de danos cria duas categorias de pessoas: aquelas que podem acabar com si mesmas, desde que no processo não prejudiquem os demais; e o restante da população, que não “mereceria” ser vítima da falta de conscientização alheia. É uma ofensa à dignidade daqueles que deveriam ser dissuadidos de suas más ações, cometidas muitas vezes porque já falta a esses indivíduos o domínio de si próprios.
A população brasileira não quer o aborto livre – fato demonstrado por inúmeras pesquisas. Todas as tentativas de legalizar a prática foram, até o momento, barradas pelo Congresso Nacional. É lamentável que, na contramão do desejo dos cidadãos e da garantia do direito fundamental à vida, o governo federal siga insistindo em maneiras de contornar a legislação e permitir a eliminação indiscriminada de inocentes.
Mais sobre aborto AQUI
A redução de danos – que o governo federal pensa em aplicar a gestantes dispostas a realizar abortos clandestinos – é, na verdade, uma rendição: desiste-se de apontar o caminho correto para mostrar às pessoas como se degradar “com responsabilidade”
O Ministério da Saúde está estudando a adoção de uma política de redução de danos para mulheres que decidirem fazer um aborto clandestino, segundo reportagem publicada ontem pelo jornal Folha de S.Paulo. De acordo com as próprias fontes do ministério, o modelo ainda está em avaliação, mas consistiria em oferecer à gestante informação sobre os riscos à saúde decorrentes do aborto clandestino e os métodos existentes para a eliminação do feto. A ideia é mais uma manobra para, por vias tortas, implantar uma legalização de fato (ainda que não de direito) do aborto no Brasil.
Esta política é reprovável por vários motivos, um dos quais é legal. No Brasil, o aborto é crime, embora sem punição nos casos de estupro, risco de vida para a mãe e anencefalia (este último, após decisão do Supremo Tribunal Federal). Uma situação em que o sistema de saúde orienta gestantes sobre como fazer abortos correndo menos riscos equivale a uma cumplicidade com o crime. A argumentação de Helvécio Magalhães, secretário de Atenção à Saúde do ministério, segundo a qual o crime é apenas o aborto em si, e não a oferta de informação para cometer o ato, não se sustenta, já que o artigo 29 do Código Penal prevê pena igual para “quem, de qualquer modo, concorre para o crime (...) na medida de sua culpabilidade”.
Não se trata de minimizar a aflição de uma gestante que, muitas vezes constrangida por circunstâncias familiares ou financeiras, decide abortar; mas é fato que todo aborto provocado é a eliminação deliberada de um ser humano indefeso e inocente. O modelo uruguaio, em vigor desde 2004 e que seria a inspiração da proposta brasileira, prevê um aconselhamento sobre alternativas ao aborto, como a entrega do filho para a adoção; a partir desta conversa, a gestante ainda ganha tempo para refletir sobre a decisão a tomar. Este é o único aspecto louvável da política que o Ministério da Saúde vem estudando, pois busca preservar o direito da criança à vida.
O próprio conceito da “redução de danos”, que já costuma ser aplicada em casos como os de dependentes de drogas, esconde uma perversidade. Ele parte do pressuposto de que, já que o indivíduo vai, inevitavelmente, cometer atos degradantes, é melhor agir para que as consequências dessas ações sejam minimizadas. Mas a redução é, na verdade, uma rendição: desiste-se de apontar o caminho correto para mostrar às pessoas como se degradar “com responsabilidade”. Na prática, a redução de danos cria duas categorias de pessoas: aquelas que podem acabar com si mesmas, desde que no processo não prejudiquem os demais; e o restante da população, que não “mereceria” ser vítima da falta de conscientização alheia. É uma ofensa à dignidade daqueles que deveriam ser dissuadidos de suas más ações, cometidas muitas vezes porque já falta a esses indivíduos o domínio de si próprios.
A população brasileira não quer o aborto livre – fato demonstrado por inúmeras pesquisas. Todas as tentativas de legalizar a prática foram, até o momento, barradas pelo Congresso Nacional. É lamentável que, na contramão do desejo dos cidadãos e da garantia do direito fundamental à vida, o governo federal siga insistindo em maneiras de contornar a legislação e permitir a eliminação indiscriminada de inocentes.
Mais sobre aborto AQUI
Governo se prepara para implantar o aborto no Brasil
Querem entrar na luta contra o aborto no Brasil? O vídeo nos explica como faze-lo. Cristãos e todos os homens de bem, esta luta é nossa!
Nossos Papas e o aborto:

"Quando a Igreja declara que o respeito incondicional do direito à vida de toda a pessoa inocente – desde a sua concepção até à morte natural – é um dos pilares sobre o qual assenta toda a sociedade, ela "quer simplesmente promover um Estado humano. Um Estado que reconheça como seu dever primário a defesa dos direitos fundamentais da pessoa humana, especialmente da mais débil"» (João Paulo II)
"A Igreja exige uma legislação de acordo com a ordem natural; a única coisa que a Igreja deve exigir da sociedade civil, é um ordenamento jurídico que defenda os valores radicados na própria natureza humana, isto é, que tutele a ordem natural. A lei natural é anterior a qualquer crença religiosa, tanto o ateu como o cristão estão obrigados a não matar e a respeitar a natureza da união de um homem com uma mulher chamada matrimonio- do contrário, a sociedade humana sofrerá uma terrível e inevitável derrota ética" - João Paulo II
"Pode haver uma legítima diversidade de opinião entre os católicos sobre a guerra e a aplicação da pena de morte, mas não, no entanto, sobre o aborto e a eutanásia"- Bento XVI
Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático é atraiçoado nas suas bases." - Bento XVI.
No caso de uma lei intrinsecamente injusta, como aquela que admite o aborto ou a eutanásia, nunca é lícito conformar-se com ela, nem participar numa campanha de opinião a favor de uma lei de tal natureza, nem dar-lhe a aprovação com o seu voto. (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 73)
"Todo ser humano, até mesmo a criança no seio de sua mãe, recebe o direito da vida diretamente de Deus...Portanto, não há nenhum homem, nenhuma autoridade humana, nenhuma ciência, nenhuma indicação médica, eugênica , social , econômica e moral, que possa e exibir ou conferir um titulo jurídico Válido para dispor direta e deliberadamente de uma vida humana inocente, isto é, para dispor dela em mira de sua destruição..." (Piox II)
Ouçamos Padre Paulo Ricardo, já será suficiente para pegarmos nossos rosários para rezar e agir. Que Nossa Senhora nos ajude!
Nossos Papas e o aborto:

"Quando a Igreja declara que o respeito incondicional do direito à vida de toda a pessoa inocente – desde a sua concepção até à morte natural – é um dos pilares sobre o qual assenta toda a sociedade, ela "quer simplesmente promover um Estado humano. Um Estado que reconheça como seu dever primário a defesa dos direitos fundamentais da pessoa humana, especialmente da mais débil"» (João Paulo II)
"A Igreja exige uma legislação de acordo com a ordem natural; a única coisa que a Igreja deve exigir da sociedade civil, é um ordenamento jurídico que defenda os valores radicados na própria natureza humana, isto é, que tutele a ordem natural. A lei natural é anterior a qualquer crença religiosa, tanto o ateu como o cristão estão obrigados a não matar e a respeitar a natureza da união de um homem com uma mulher chamada matrimonio- do contrário, a sociedade humana sofrerá uma terrível e inevitável derrota ética" - João Paulo II
"Pode haver uma legítima diversidade de opinião entre os católicos sobre a guerra e a aplicação da pena de morte, mas não, no entanto, sobre o aborto e a eutanásia"- Bento XVI
Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático é atraiçoado nas suas bases." - Bento XVI.
No caso de uma lei intrinsecamente injusta, como aquela que admite o aborto ou a eutanásia, nunca é lícito conformar-se com ela, nem participar numa campanha de opinião a favor de uma lei de tal natureza, nem dar-lhe a aprovação com o seu voto. (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 73)
"Todo ser humano, até mesmo a criança no seio de sua mãe, recebe o direito da vida diretamente de Deus...Portanto, não há nenhum homem, nenhuma autoridade humana, nenhuma ciência, nenhuma indicação médica, eugênica , social , econômica e moral, que possa e exibir ou conferir um titulo jurídico Válido para dispor direta e deliberadamente de uma vida humana inocente, isto é, para dispor dela em mira de sua destruição..." (Piox II)
Ouçamos Padre Paulo Ricardo, já será suficiente para pegarmos nossos rosários para rezar e agir. Que Nossa Senhora nos ajude!
O combate entre a Igreja e o mundo
O combate entre a Igreja e o mundo tem isto de particular: parece sempre que o mundo a vence, mas é Ela que de facto ganha.
«Sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja; e as portas do abismo nada poderão contra ela.»
Outrora, era uma fonte de perplexidade para quem crê, como lemos nos salmos e nos profetas, ver que os maus tinham êxito onde os servos de Deus pareciam fracassar. E o mesmo se passa ao tempo do Evangelho. E no entanto a Igreja possui este privilégio especial, que mais nenhuma outra religião tem, de saber que, tendo sido fundada aquando de primeira vinda de Cristo, não desaparecerá antes do Seu regresso.
Contudo, em cada geração, parece que sucumbe e que os seus inimigos triunfam. O combate entre a Igreja e o mundo tem isto de particular: parece sempre que o mundo a vence, mas é Ela que de facto ganha. Os seus inimigos triunfam constantemente, dizendo-a vencida; os seus membros perdem frequentemente a esperança. Mas a Igreja permanece. [...] Os reinos fundam-se e desmoronam-se; as nações espraiam-se e desaparecem; as dinastias começam e terminam; os príncipes nascem e morrem; as coligações, os partidos, as ligas, os ofícios, as corporações, as instituições, as filosofias, as seitas e as heresias fazem-se e desfazem-se. Elas têm o seu tempo, mais a Igreja é eterna. E contudo, no seu tempo, elas parecerem ter uma grande importância. [...]
Neste momento, muitas coisas põem a nossa fé à prova. Não vemos o futuro; não vemos que o que parece agora ter êxito não durará muito tempo. Hoje, vemos filosofias, seitas e clãs alastrarem, florescentes. A Igreja parece pobre e impotente. [...] Peçamos a Deus que nos instrua: temos necessidade de ser ensinados por Ele, estamos cegos. Quando as palavras de Cristo puseram os apóstolos à prova, eles pediram-Lhe: «Aumenta a nossa fé» (Lc 17.5). Procuremo-Lo com sinceridade: nós não nos conhecemos; temos necessidade da Sua graça. Qualquer que seja a perplexidade a que o mundo nos induza [...], procuremo-Lo com um espírito puro e sincero. Peçamos humildemente que nos mostre o que não compreendemos, que suavize o nosso coração quando ele se obstina, que nos dê a graça de O amarmos e de Lhe obedecermos fielmente na nossa procura.
Beato John Henry Newman (1801-1890), teólogo, fundador do Oratório em Inglaterra
Sermões sobre os temas do dia, nº 6, «Fé e Experiência», 2.4
São Pedro Apóstolo
Com o sopro do Espírito, nasceu na Igreja, a palavra, o testemunho, o anúncio da salvação em Jesus ressuscitado, e naquele que escuta o anúncio nasceu a fé e com ela uma consciência de nova vida, e para não diminuir este fluxo divino nasceu o apostolado, o sacerdócio.
No meio deste nascimento, aparece um homem, entre tantos, turrão, duro, calejado, mas com um coração grandioso capaz de amar até o fim – Pedro – quem poderia compreender tal mudança num homem assim?
Ora! São João Crisóstomo nos ajuda a entender, porque compreendeu a força do Espírito que faz novas todas as coisas. ”Ouvi pregar e discutir com valentia, escreve, entre as massas de inimigos, aquele que pouco antes se assustava diante da palavra de uma simples criada! Esta ousadia é uma prova significativa da Ressurreição do seu Mestre, pois Pedro prega entre homens que zombam e se riem do seu entusiasmo (...). A calúnia ( estão cheios de vinho doce) não perturba o espírito dos Apóstolos; os sarcasmos não diminuem a sua coragem, pois a chegada do Espírito Santo fez deles homens novos e superiores a todas as provas humanas. Quando o Espírito Santo penetra nas almas, é para elevar os seus afetos e para fazer,de almas terrestres e de barro, almas escolhidas e de uma coragem intrépida (...). Admirai a harmonia que reina entre os Apóstolos. Como cedem a Pedro o encargo de tomar a palavra em nome de todos! Pedro eleva a voz e fala à multidão com confiança intrépida. Tal é a coragem do homem instrumento do Espírito Santo (...) igual a um carvão aceso, longe de perder o seu ardor, ao cair sobre um montão de palha, encontra ali ocasião de fazer sair o seu calor, assim Pedro, em contato com o Espírito Santo que o anima, estende à sua volta o fogo que o devora” (Bíblia de Navarra - Atos dos Apóstolos p.74)
São Pedro, Rogai por nós!
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terça-feira, 26 de junho de 2012
São Josemaria Escrivá

Vida de São Josemaria Escrivá de Balaguer (1902-1975), fundador do Opus Dei.
Josemaria Escrivá nasceu em Barbastro (Huesca, Espanha), em 9 de janeiro de 1902. Seus pais chamavam-se José e Dolores. Teve cinco irmãos: Carmen (1899-1957), Santiago (1919-1994) e outras três irmãs menores do que ele, que faleceram ainda pequenas. O casal Escrivá deu aos seus filhos uma profunda educação cristã.
Em 1915, a indústria de tecidos do pai abre falência, e ele tem de mudar-se para Logronho, onde encontrou outro emprego. Nessa cidade, Josemaria dá-se conta pela primeira vez da sua vocação: depois de ver umas pegadas na neve dos pés descalços de um religioso, intui que Deus deseja alguma coisa dele, embora não saiba exatamente o quê. Pensa que poderá descobri-lo mais facilmente se se fizer sacerdote, e começa a preparar-se, primeiro em Logronho e, mais tarde, no seminário de Saragoça.
Seguindo um conselho de seu pai, cursa na Universidade de Saragoça a Faculdade de Direito, como aluno livre. Seu pai morre em 1924, e ele fica como chefe de família. Recebe a ordenação sacerdotal em 28 de março de 1925 e começa a exercer o ministério numa paróquia rural e depois em Saragoça.
Em 1927, transfere-se para Madrid, com permissão do seu bispo, a fim de doutorar-se em Direito. Ali, no dia 2 de outubro de 1928, Deus faz-lhe ver a missão que lhe vinha inspirando havia anos, e funda o Opus Dei. A partir desse momento, passa a trabalhar com todas as suas forças no desenvolvimento da fundação que Deus lhe pede, ao mesmo tempo que continua a exercer o ministério pastoral que lhe fora encomendado naqueles anos, e que o punha diariamente em contato com a doença e a pobreza dos hospitais e bairros populares de Madrid.
Quando eclode a guerra civil, em 1936, encontra-se em Madrid. A perseguição religiosa obriga-o a refugiar-se em diferentes lugares. Exerce o seu ministério sacerdotal clandestinamente, até que consegue sair de Madrid. Depois de atravessar os Pireneus até o sul da França, instala-se em Burgos.
Quando termina a guerra, em 1939, volta a Madrid. Nos anos seguintes, dirige numerosos retiros espirituais para leigos, sacerdotes e religiosos. Nesse mesmo ano de 1939, conclui os estudos de doutorado em Direito.
Em 1946, fixa a sua residência em Roma. Obtém o Doutorado em Teologia pela Universidade Lateranense. É nomeado consultor de duas Congregações vaticanas, membro honorário da Pontifícia Academia de Teologia e Prelado de honra de Sua Santidade. Acompanha com atenção os preparativos e as sessões do Concílio Vaticano II (1962-1965) e mantém um relacionamento intenso com muitos padres conciliares.
De Roma, faz numerosas viagens a diversos países europeus para impulsionar o estabelecimento e a consolidação do Opus Dei nesses lugares. Com o mesmo objetivo, realiza entre 1970 e 1975 longas viagens até o México, a Península Ibérica, a América do Sul e Guatemala, e nelas também tem reuniões de catequese com grupos numerosos de homens e mulheres.
Falece em Roma no dia 26 de junho de 1975. Vários milhares de pessoas, entre elas muitos bispos de diversos países - quase um terço do episcopado mundial -, solicitam à Santa Sé a abertura da sua causa de canonização.
No dia 17 de maio de 1992, João Paulo II beatifica Josemaria Escrivá. Proclama-o santo dez anos depois, em 6 de outubro de 2002, na Praça de São Pedro, em Roma, diante de uma grande multidão. «Seguindo as suas pegadas», disse o Papa nessa ocasião na sua homilia, «difundam na sociedade, sem distinção de raça, classe, cultura ou idade, a consciência de que todos estamos chamados à santidade».
Fonte: Aqui
Obras do Fundador - Aqui você pode ter acesso a seus livros maravilhosos.
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domingo, 24 de junho de 2012
O primeiro Concílio da História
Por Georges Suffert
1 - Introdução
2- Jesus ou Aquele que precedeu a Igreja
3- A estratégia inicial dos Apóstolos
4- A Igreja de Jerusalém: Ascensão e Queda
5 -A Irrupção de Paulo
"É sem dúvida a partir de 49 que os apóstolos vêem a crise.
Paulo e Barnabé estão de volta a Antioquia quando ocorre um primeiro incidente. Admite-se, nos fatos, que os não-judeus convertidos não são obrigados a observar as práticas religiosas judaicas. Lembremo-nos da declaração de Pedro no batismo do centurião Cornélio. É o caso de Tito, que acompanha os dois apóstolos desde uma das novas comunidades da Ásia. Apressam-se em batizá-lo.
Ora, alguns judeus vindos da Judéia, ao contrário, exigem que Tito e os demais não-judeus convertidos sejam circuncidados. Por que essa súbita ruptura da regra aceita? Aqui, é necessário prestar atenção às datas: a tensão política entre os judeus e os romanos agora é palpável.
Os homens que preparam a revolta não desejam que os cristãos - que eles consideram uma seita judaica - se afastem do campo de batalha. Ora, para Paulo, "apóstolo dos gentios"e Barnabé, a Igreja não deve se solidarizar com o destino político de Israel.
O debate sem dúvida foi brutal, uma vez que dividiu as duas comunidades de Antióquia, a dos judeus-cristãos e a dos helenistas. Fica decidido que Paulo, Barnabé e Tito irão a Jerusalém. Em Antióquia, as pessoas querem saber se a comunidade de Jerusalém - ou seja, a comunidade-mãe - apóia os procedimentos dos judeus desconhecidos.
O primeiro concílio da história da Igreja (concilium: 'reunião", "convenção" de bispos ou de fiéis) será então aberto, e nenhum dos participantes tem consciência disso. Em Jerusalém, apóstolos e anciãos se encontram. Sabe-se que alguns cristãos de origem farisaica defendem a tese da circuncisão necessária. Mas estes constituem apenas uma minoria.
Pedro, em nome dos apóstolos, dá razão a Paulo e a Barnabé. Tiago, que poderia ter sido o líder da minoria conservadora, limita-se a supervisionar a redação das conclusões. O texto aparentemente é prudente; lembra que os cristãos de todas as origens devem respeitar os princípios da antiga lei de Moisés: não se comem carnes que foram imoladas para os ídolos; não se consomem animais que foram sufocados; a fornicação permanece condenada. Mas o silêncio sobre os problemas dos ritos judaicos é a prova de que a Igreja acaba de fazer uma opção.
Por que esse encontro - conhecido pelo nome de Concílio de Jerusalém - é importante? - Por muitas razões. Primeiro, porque é o primeiro. Ele prova que, quando um debate religioso divide os cristãos, o concílio pode ser um meio apropriado para resolver as dificuldades.
Depois - como vimos -, permite o desinteresse entre a comunidade judaica e a cristã. Historicamente, os judeus continuam os primeiros; mas os segundos anunciam novos tempos.
Enfim, por sua composição, o concílio permite que pagãos (que são como oliveiras selvagens) compreendam a incipiente organização hierárquica da Igreja. Eles poderão se enxertar nesse novo tronco.
Pedro e João representam os Doze, isto é, o núcleo original.
Tiago e os velhos falam em nome da comunidade de Jerusalém.
Paulo, Barnabé e Tito são qualificados com o termo missionários; porém, os dois primeiros são apóstolos; o terceiro é um mero convertido. Mas é evidente que os que anunciam Cristo a povos desconhecidos ou pouco conhecidos têm o direito de ser ouvidos nos casos graves.
Pode-se simplificar. No centro, os apóstolos, dos quais Pedro é o representante. Veremos que serão necessários muitos séculos para que a situação e o poder do papa comecem a ser compreendidos.
Em volta dessa Igreja dos primeiros dias, duas hierarquias paralelas: primeiro, a dos anciãos; depois, a dos missionários.
Fonte: Tu és Pedro
Depois veremos: A Ruptura entre Cristãos e Judeus
1 - Introdução
2- Jesus ou Aquele que precedeu a Igreja
3- A estratégia inicial dos Apóstolos
4- A Igreja de Jerusalém: Ascensão e Queda
5 -A Irrupção de Paulo
"É sem dúvida a partir de 49 que os apóstolos vêem a crise.
Paulo e Barnabé estão de volta a Antioquia quando ocorre um primeiro incidente. Admite-se, nos fatos, que os não-judeus convertidos não são obrigados a observar as práticas religiosas judaicas. Lembremo-nos da declaração de Pedro no batismo do centurião Cornélio. É o caso de Tito, que acompanha os dois apóstolos desde uma das novas comunidades da Ásia. Apressam-se em batizá-lo.
Ora, alguns judeus vindos da Judéia, ao contrário, exigem que Tito e os demais não-judeus convertidos sejam circuncidados. Por que essa súbita ruptura da regra aceita? Aqui, é necessário prestar atenção às datas: a tensão política entre os judeus e os romanos agora é palpável.
Os homens que preparam a revolta não desejam que os cristãos - que eles consideram uma seita judaica - se afastem do campo de batalha. Ora, para Paulo, "apóstolo dos gentios"e Barnabé, a Igreja não deve se solidarizar com o destino político de Israel.
O debate sem dúvida foi brutal, uma vez que dividiu as duas comunidades de Antióquia, a dos judeus-cristãos e a dos helenistas. Fica decidido que Paulo, Barnabé e Tito irão a Jerusalém. Em Antióquia, as pessoas querem saber se a comunidade de Jerusalém - ou seja, a comunidade-mãe - apóia os procedimentos dos judeus desconhecidos.
O primeiro concílio da história da Igreja (concilium: 'reunião", "convenção" de bispos ou de fiéis) será então aberto, e nenhum dos participantes tem consciência disso. Em Jerusalém, apóstolos e anciãos se encontram. Sabe-se que alguns cristãos de origem farisaica defendem a tese da circuncisão necessária. Mas estes constituem apenas uma minoria.
Pedro, em nome dos apóstolos, dá razão a Paulo e a Barnabé. Tiago, que poderia ter sido o líder da minoria conservadora, limita-se a supervisionar a redação das conclusões. O texto aparentemente é prudente; lembra que os cristãos de todas as origens devem respeitar os princípios da antiga lei de Moisés: não se comem carnes que foram imoladas para os ídolos; não se consomem animais que foram sufocados; a fornicação permanece condenada. Mas o silêncio sobre os problemas dos ritos judaicos é a prova de que a Igreja acaba de fazer uma opção.
Por que esse encontro - conhecido pelo nome de Concílio de Jerusalém - é importante? - Por muitas razões. Primeiro, porque é o primeiro. Ele prova que, quando um debate religioso divide os cristãos, o concílio pode ser um meio apropriado para resolver as dificuldades.
Depois - como vimos -, permite o desinteresse entre a comunidade judaica e a cristã. Historicamente, os judeus continuam os primeiros; mas os segundos anunciam novos tempos.
Enfim, por sua composição, o concílio permite que pagãos (que são como oliveiras selvagens) compreendam a incipiente organização hierárquica da Igreja. Eles poderão se enxertar nesse novo tronco.
Pedro e João representam os Doze, isto é, o núcleo original.
Tiago e os velhos falam em nome da comunidade de Jerusalém.
Paulo, Barnabé e Tito são qualificados com o termo missionários; porém, os dois primeiros são apóstolos; o terceiro é um mero convertido. Mas é evidente que os que anunciam Cristo a povos desconhecidos ou pouco conhecidos têm o direito de ser ouvidos nos casos graves.
Pode-se simplificar. No centro, os apóstolos, dos quais Pedro é o representante. Veremos que serão necessários muitos séculos para que a situação e o poder do papa comecem a ser compreendidos.
Em volta dessa Igreja dos primeiros dias, duas hierarquias paralelas: primeiro, a dos anciãos; depois, a dos missionários.
Fonte: Tu és Pedro
Depois veremos: A Ruptura entre Cristãos e Judeus
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