Por Lourenzo Scupoli
"Se queres recorrer à Virgem Maria com fé e confiança em qualquer necessidade, poderás consegui-lo levando em conta as seguintes considerações.
Sabe-se por experiência que qualquer vaso que já tenha contido um vinho precioso, mesmo depois de vazio, conserva algo de seu olor, sobretudo se esse líquido esteve dentro do vaso por muito tempo e, mais ainda, se algo desse líquido permaneceu; e, pela mesma razão, quem fica perto de uma grande fogueira conserva por muito tempo o seu calor, ainda que se afaste dela.
Se as coisas são assim, que poderemos dizer do fogo se amor, de misericórdia e piedade que abrasa e alenta o coração da Virgem Maria? Ela, com efeito, levou durante nove meses em seu seio virginal e leva sempre em seu coração o Filho de Deus, que é amor, a misericórdia e a piedade mesma; e que possui todas as virtudes sem nenhum limite ou fim.
Portanto, assim como quem se aproxima de uma grande fogueira não pode deixar de receber o seu calor, assim também nenhum necessitado de auxílio ou graças deixa de receber misericórdia e piedade ao aproximar-se, com humildade e fé, da fogueira de amor que arde no coração da Virgem.
A segunda consideração é que nenhuma criatura amou mais a Jesus Cristo e nem se conformou tanto à Sua vontade quanto a Sua mãe Santíssima. Então, se o próprio Filho de Deus, que deu a sua vida por nós, deu-nos também a Sua mãe como mãe e advogada nossa, para que nos ajude e seja depois dele, instrumento de salvação para nós, como poderia Ela faltar-nos, desobedecendo à ordem de Seu Filho?
Assim, filhinha, recorre com confiança, em todas as necessidades, à Santíssima Mãe de Deus, porque rica e bendita é essa confiança e seguro o refúgio que ela nos concede, pleno de graças e misericórdia"
Fonte: O combate Espiritual pag 132 - 133
Nossa Senhora Aparecida, Rogai por nós!!
A Doutrina Católica, a vida dos Santos, o Itinerário Espiritual do Cristão, me fascinam. Leio tudo incansavelmente e trago para o Blog. Que ele sirva de formação para perseverarmos na verdade da fé, defendendo-nos contra as astúcias do inimigo, para a Glória de Nosso Senhor.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Creio no Espírito Santo
Sentido e importancia do Artigo
1. Necessidade do conhecer o Esplrito Santo
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O Apóstolo não tolerou que alguns dos Efesios ignorassem a Pessoa do Espírito Santo. Quando lhes perguntou se tinham recebido o Espírito Santo, eles responderam que nem sabiam sequer da existência do Espirito Santo. Então [logo] se informou: "Em que Batismo, pois, fostes vos batizados?". Com tais palavras, deu a entender a absoluta necessidade de terem os fieis uma noção clara do presente Artigo.
2. Fruto deste conhecimento
Quando os cristãos meditam seriamente que, por mercê e dádiva do Espirito Santo, receberam tudo quanto possuem, o primeiro fruto de tal conhecimento é começarem a ter de si mesmos uma opinião mais modesta e humilde, e a por toda a sua esperança no auxilio de Deus. Este deve ser o primeiro passo do cristão para as alturas da sabedoria e da felicidade.
A Pessoa do Espirito Santo:
Nome: Com toda a propriedade, é atribuído o mesmo nome ao Pai e ao Filho, pois que ambos são Espirito e Santo; e que, de nossa parte, confessamos que Deus é um [puro] espírito. Alem disso, aplicamos a mesma designação aos Anjos e as almas dos justos. Portanto, é preciso atender que o povo não caia em erro, pela ambiguidade de expressao.
a)Significação
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Espirito Santo indica a Terceira Pessoa da Santissima Trindade, conforme o sentido que ocorre nas Sagradas Escrituras, algumas vezes no Antigo, e com frequencia em o Novo Testamento. Assim rezava Davi: E não tireis de mim o Vosso Espirito Santo! No Livro da Sabedoria lemos a passagem: Quem conhecerá os Vossos desígnios, se Vos Ihe não derdes a sabedoria, e das maiores alturas Ihe não enviardes o Vosso Santo Espirito? E noutro lugar: EIe próprio a criou [ a sabedoria] no E.S
Efeitos do Espírito Santo
Operações em geral: É preciso ainda ensinar que existem certos efeitos sublimes e certos dons preciosos que são próprios do Espírito Santo e d'Ele nascem e se derivam, como de uma fonte enexaurível de bondade. Em o NT recebemos a ordem de sermos batizados"em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". Lemos que a Santíssima Virgem "concebeu no Espírito Santo". São João Batista envia-nos Cristo que "nos batiza no Espírito Santo".
Nome comum
Ninguém deve estranhar que a Terceira Pessoa se não conferisse nome próprio, como foi dado a Primeira e a Segunda. Tem nome proprio a Segunda Pessoa, e chama-se Filho, porque Sua eterna origem do Pai se diz propriamente "geração". Isso foi explicado nos Artigos anteriores. Por conseguinte, como aquela origem é designada pelo nome de geração, assim damos o nome proprio de Filho a Pessoa que descende, e de Pai a Pessoa da qual descende.
Como não se pos designação particular a origem da Terceira Pessoa, mas veio a chamar-se sopro ou processao, segue-se que a Pessoa assim produzida não leva nome próprio.
Motivo de não haver nome próprio
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A razão de não haver nome proprio para a origem do Espírito Santo, é porque somos obrigados a tirar das coisas criadas os nomes que se atribuem a Deus. Ora, nas criaturas não conhecemos outra maneira de comunicar natureza e essência, senão a que se opera e virtude de geração. Dai nos falta a possibilidade de exprimir, em termo adequado, como Deus Se comunica inteiramente a Si proprio pela força do amor. Este é o motivo de chamarmos a Terceira Pessoa pelo nome comum de "Espirito Santo.
Explicação Real
Verdadeiro Deus... igual ao Pai e ao Filho
Dada a explicação dos termos, deve o povo aprender, em primeiro lugar, que o Espirito Santo é Deus, como o Pai e o Filho, igual a Eles, da mesma onipotência, da mesma eternidade, de suma bondade, e infinita sabedoria, da mesma natureza que a do Pai e do Filho.
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Esta igualdade é bem expressa pela particula "em", quando dizemos: "Creio no Espirito Santo". Colocamo-la junto ao nome de cada Pessoa da Santissima Trindade para exprimir a extensao de nossa fé.
Prova da Escritura
A - Atos dos Apóstolos
Ora, esta doutrina é tambem corroborada por evidentes testemunhos da Sagrada Escntura. São Pedro disse, nos Atos dos Aóostolos: " Ananias, por que tentou Satanás o teu coracao para mentires ao Espirito Santo?" - e logo acrescentou: " Não mentiste aos homens, mas a Deus". Sem demora designou, como Deus, Aquele que antes chamara "Espirito Santo"
B- Sâo Paulo
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Na epistola aos Corintios, o Apostolo se referia ao Espirito Santo, quando falou d'Aquele que era Deus. "Há diversas razões, diz ele, mas é o mesmo Deus que tudo opera em todos". E pouco depois acrescentou; "Mas, todas estas coisas são obras de um só e mesmo Espirito, que as distribui a cada um, como é de Seu agrado". De mais a mais, nos Atos dos Apostolos, Sao Paulo atribui ao Espírito Santo o que os Profetas atribuiam unicamente a Deus.
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C - Isaías
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Isaias havia declarado: "Ouvi a voz do Senhor que dizia: Quem hei de enviar? E falou-me: Vai, e diras a este povo: Obceca o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos, e cerra-Ihe os olhos, para que não aconteça verem com os proprios olhos, e ouvirem com os proprios ouvidos"
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O Apóstolo cita estas palavras, e comenta: "Bem falou o Espirito Santo pela boca do profeta Isaias".
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D - A fórmula do Batismo
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Não há como duvidar da verdade deste Misterio que a Escritura põe na mesma plana a pessoa do Espirito Santo com o Pai e o Filho; quando ordena, por exemplo, empregar no Batismo o nome do Pai, e do Filho, e do Espirito Santo. Realmente se o Pai é Deus, e o Filho é Deus, força nos é confessar que o Espinto Santo tambem é Deus, pois que Lhes fica ligado pelo mesmo grau de dignidade
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Uma prova a mais é que nenhum fruto se pode tirar do Batismo que fosse conferido em nome de alguma criatura. "Porventura foste vós batizados em nome de Paulo? Pergunta o Apostolo, a fim de mostrar que tal Batismo de nada Ihes adiantaria para a salvação. Portanto, uma vez que nós batizamos em nome do Espirito Santo, cumpre confessar que Ele é Deus
E - São João - Doxologia Litúrgica
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Esta justaposição das três Pessoas, pela qual se demonstra a divindade do Espírito Santo, podemos averigua-la, quer na Epístola de São João: "Três são os que no céu dão testemunho: O Pai, O Filho e o Espírito Santo e estes três são um só" -, quer naquela gloriosa aclamação da Trindade Santíssima, que remata o Ofício Divino e os Salmos: " Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo"
F- Aplicação dos Atributos divinos
Afinal, uma grande confirmação desta verdade é que as Escrituras aplicam ao Espírito Santo todos os atributos que a fé nos ensina serem próprios de Deus. Reconhece-Lhe a honra dos templos, quando, por exemplo, o Apóstolo declara:"Ignoras, talvez, que vossos membros são templos do Espírito Santo?
Atribui-Lhe também as operações de " santificar", de "vivificar", de "penetrar os arcanos de Deus", de "falar pela boca dos Profetas". de "estar em toda parte". Tudo isso só pode enunciar-se em relação à Majestade Divina.
Fonte: Catecismo Romano
Mais do Símbolo da Fé AQUI
Depois continuamos.
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domingo, 7 de outubro de 2012
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
A Bíblia mal compreendida
Por Lúcio Navarro.
Será possível que o Evangelho nos ensine esta doutrina tão ilógica de que as boas obras, o nosso modo de proceder não influem na salvação da nossa alma? É claro que não. Se os protestantes vivem a ensinar isto e julgam ver nas páginas da Sagrada Escritura uma doutrina tão estranha, é porque eles não entendem certas passagens da Bíblia. Esta é que é a verdade.
E não fiquem de cara amuada os protestantes, não se mostrem ofendidos eonosco, pelo fato de dizermos que eles não entendem certos versículos da Bíblia. A Bíblia tem de fato muitas coisas difíceis de entender, é ela própria quem o diz, falando a respeito das epístolas de S. Paulo, conforme II Pedro III, 16.
E verá o leitor que é justamente nas epístolas de S. PauÌo, com especialidade, que os protestantes se atrapalham e se confundem, querendo ver aí uma teoria sobre a salvação que o próprio Paulo nunca ensinou.
Não há nenhuma desonra em não entender a Bíblia, que tem como Autor a Deus, cuja inteligência é infinita. Desonra e crime há, sim. em não entendê-la e ao mesmo tempo meter-se a doutrinador desastrado, apresentando uns textos e desprezando outros, blasfemando daquilo que ignora e incutindo no povo uma doutrina que não passa de uma caricatura da legítima doutrina do EvangeÌho.
Deus nos podia ter deixado uma Bíblia sempre clara e fácil de entender. Por que quis que ela fosse tão obscura e tão difícil em certos pontos? Foi para que ninguém se arvorasse em forjador de doutrinas, quando Deus deixou também aqui na terra a sua Igreja encarregada de ensinar a doutrina da verdade. É portanto, que procuremos, primeiro que tudo, conhecer, em suas linhas gerais, a doutrina da Igreja sobre a salvação.
Depois veremos como foi que surgiu no século XVI a teoria da salvação pela fé sem as obras. E será interessante ver como foi urn homem que procurou arrancar do Evangelho uma doutrina Muito cômoda, de acordo com os seus interesses pessoais; e depois muitos outros ficaram viciados nesta história de salvação baratíssima.
Finalmente analisaremos os textos apresentados pelos protestantes, com os quais pretendem provar a sua tese de salvação pela fé sem as obras e veremos como todos êles se baseiam numa interpretação errônea, seja porque não tomam a fé no mesmo sentido em que a tomam as Escrituras, seja porque não percebem o verdadeiro mecanismo da salvação, no qual a graça de Deus exerce um papel muito importante, sem excluir, no entanto, a necessária cooperação humana.
Fonte: A Legítima Interpretação da Bíblia
Mais do Estudo AQUI
Depois veremos: A Doutrina Católica sobre a Salvação
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