A Doutrina Católica, a vida dos Santos, o Itinerário Espiritual do Cristão, me fascinam. Leio tudo incansavelmente e trago para o Blog. Que ele sirva de formação para perseverarmos na verdade da fé, defendendo-nos contra as astúcias do inimigo, para a Glória de Nosso Senhor.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
As normas morais universais e imutáveis ao serviço da pessoa e da sociedade
Por João Paulo II
"A doutrina da Igreja, e particularmente a sua firmeza em defender a validade universal e permanente dos preceitos que proibem os actos intrinsecamente maus, é julgada frequentemente como sinal de uma intransigência intolerável, sobretudo nas situações extremamente complexas e conflituosas da vida moral do homem e da sociedade de hoje: uma intransigência que estaria em contraste com o sentido materno da Igreja. Nesta, dizem, escasseiam a compreensão e a compaixão. Mas, na verdade, a maternidade da Igreja nunca pode ser separada da missão de ensinar que ela deve cumprir sempre como Esposa fiel de Cristo, a Verdade em pessoa: «Como Mestra, ela não se cansa de proclamar a norma moral (...) De tal norma, a Igreja não é, certamente, nem a autora nem o juiz. Em obediência à verdade que é Cristo, cuja imagem se reflecte na natureza e na dignidade da pessoa humana, a Igreja interpreta a norma moral e propõe-na a todos os homens de boa vontade, sem esconder as suas exigências de radicalidade e de perfeição».
Na realidade, a verdadeira compreensão e a genuína compaixão devem significar amor pela pessoa, pelo seu verdadeiro bem, pela sua liberdade autêntica. E isto, certamente, não acontece escondendo ou enfraquecendo a verdade moral, mas sim propondo-a no seu íntimo significado de irradiação da Sabedoria eterna de Deus, que nos veio por Cristo, e de serviço ao homem, ao crescimento da sua liberdade e à consecução da sua felicidade.
Ao mesmo tempo, a apresentação clara e vigorosa da verdade moral jamais pode prescindir de um profundo e sincero respeito, animado por um amor paciente e confiante, de que o homem sempre necessita na sua caminhada moral, tornada, com frequência, cansativa pelas dificuldades, debilidades e situações dolorosas. A Igreja, que jamais poderá renunciar ao «princípio da verdade e da coerência, pelo qual não aceita chamar bem ao mal e mal ao bem», deve estar sempre atenta para não partir a cana já fendida e para não apagar a chama que ainda fumega (cf. Is 42, 3).
Paulo VI escreveu: «Não diminuir em nada a doutrina salvadora de Cristo constitui eminente forma de caridade para com as almas. Esta, porém, deve ser sempre acompanhada da paciência e bondade, de que o próprio Senhor deu exemplo ao tratar com os homens. Tendo vindo não para julgar mas para salvar (cf. Jo 3, 17), Ele foi certamente intransigente com o mal, mas misericordioso com as pessoas».
A firmeza da Igreja em defender as normas morais universais e imutáveis, nada tem de humilhante. Fá-lo apenas ao serviço da verdadeira liberdade do homem: dado que não há liberdade fora ou contra a verdade, a defesa categórica, ou seja, sem concessões nem compromissos, das exigências absolutamente irrenunciáveis da dignidade pessoal do homem, deve considerar-se caminho e condição para a existência mesma da liberdade.
Este serviço é oferecido a cada homem, considerado na unicidade e irrepetibilidade do seu ser e existir: só na obediência às normas morais universais, o homem encontra plena confirmação da unicidade como pessoa e possibilidade de verdadeiro crescimento moral. E, precisamente por isso, um tal serviço é prestado a todos os homens: não só aos indivíduos, mas também à comunidade, à sociedade como tal. Estas normas constituem, de facto, o fundamento inabalável e a sólida garantia de uma justa e pacífica convivência humana, e, portanto, de uma verdadeira democracia, que pode nascer e crescer apenas sobre a igualdade de todos os seus membros, irmanados nos direitos e deveres. Diante das normas morais que proibem o mal intrínseco, não existem privilégios, nem excepções para ninguém. Ser o dono do mundo ou o último «miserável» sobre a face da terra, não faz diferença alguma: perante as exigências morais, todos somos absolutamente iguais.
Assim as normas morais, e primariamente as negativas que proibem o mal, manifestam o seu significado e a sua força, ao mesmo tempo, pessoal e social: ao proteger a inviolável dignidade pessoal de cada homem, elas servem a própria conservação do tecido social humano e o seu recto e fecundo desenvolvimento. Particularmente os mandamentos da segunda tábua do Decálogo, lembrados também por Jesus ao jovem do Evangelho (cf. Mt 19, 18), constituem as regras primordiais de toda a vida social.
Estes mandamentos são formulados em termos gerais. Mas, o facto de que «a pessoa humana é e deve ser o princípio, o sujeito e o fim de todas as instituições sociais», permite precisá-los e explicitá-los num código de comportamento mais pormenorizado. Neste sentido, as regras morais fundamentais da vida social comportam exigências determinadas, às quais se devem ater tanto as autoridades públicas, como os cidadãos. Independentemente das intenções, por vezes boas, e das circunstâncias, amiúde difíceis, as autoridades civis e os sujeitos particulares nunca estão autorizados a transgredir os direitos fundamentais e inalienáveis da pessoa humana. Assim, só uma moral que reconhece normas válidas sempre e para todos, sem qualquer excepção, pode garantir o fundamento ético da convivência social, tanto nacional como internacional"
Fonte: Veritaris Splendor
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Bento XVI e a Cúria Romana
Sobre as Famílias
"A grande alegria, com que se encontraram em Milão famílias vindas de todo o mundo, mostrou que a família, não obstante as múltiplas impressões em contrário, está forte e viva também hoje; mas é incontestável – especialmente no mundo ocidental – a crise que a ameaça até nas suas próprias bases.
Impressionou-me que se tenha repetidamente sublinhado, no Sínodo, a importância da família para a transmissão da fé como lugar autêntico onde se transmitem as formas fundamentais de ser pessoa humana. É vivendo-as e sofrendo-as, juntos, que as mesmas se aprendem. Assim se tornou evidente que, na questão da família, não está em jogo meramente uma determinada forma social, mas o próprio homem: está em questão o que é o homem e o que é preciso fazer para ser justamente homem.
Os desafios, neste contexto, são complexos. Há, antes de mais nada, a questão da capacidade que o homem tem de se vincular ou então da sua falta de vínculos. Pode o homem vincular-se para toda a vida? Isto está de acordo com a sua natureza? Ou não estará porventura em contraste com a sua liberdade e com a auto-realização em toda a sua amplitude? Será que o ser humano se torna-se ele próprio, permanecendo autónomo e entrando em contacto com o outro apenas através de relações que pode interromper a qualquer momento? Um vínculo por toda a vida está em contraste com a liberdade? Vale a pena também sofrer por um vínculo?
A recusa do vínculo humano, que se vai generalizando cada vez mais por causa duma noção errada de liberdade e de auto-realização e ainda devido à fuga da perspectiva duma paciente suportação do sofrimento, significa que o homem permanece fechado em si mesmo e, em última análise, conserva o próprio «eu» para si mesmo, não o supera verdadeiramente. Mas, só no dom de si é que o homem se alcança a si mesmo, e só abrindo-se ao outro, aos outros, aos filhos, à família, só deixando-se plasmar pelo sofrimento é que ele descobre a grandeza de ser pessoa humana. Com a recusa de tal vínculo, desaparecem também as figuras fundamentais da existência humana: o pai, a mãe, o filho; caem dimensões essenciais da experiência de ser pessoa humana.
Num tratado cuidadosamente documentado e profundamente comovente, o rabino-chefe de França, Gilles Bernheim, mostrou que o ataque à forma autêntica da família (constituída por pai, mãe e filho), ao qual nos encontramos hoje expostos – um verdadeiro atentado –, atinge uma dimensão ainda mais profunda. Se antes tínhamos visto como causa da crise da família um mal-entendido acerca da essência da liberdade humana, agora torna-se claro que aqui está em jogo a visão do próprio ser, do que significa realmente ser homem. Ele cita o célebre aforismo de Simone de Beauvoir: «Não se nasce mulher; fazem-na mulher – On ne naît pas femme, on le devient». Nestas palavras, manifesta-se o fundamento daquilo que hoje, sob o vocábulo «gender - género», é apresentado como nova filosofia da sexualidade.
De acordo com tal filosofia, o sexo já não é um dado originário da natureza que o homem deve aceitar e preencher pessoalmente de significado, mas uma função social que cada qual decide autonomamente, enquanto até agora era a sociedade quem a decidia. Salta aos olhos a profunda falsidade desta teoria e da revolução antropológica que lhe está subjacente. O homem contesta o facto de possuir uma natureza pré-constituída pela sua corporeidade, que caracteriza o ser humano. Nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um facto pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria.
De acordo com a narração bíblica da criação, pertence à essência da criatura humana ter sido criada por Deus como homem ou como mulher. Esta dualidade é essencial para o ser humano, como Deus o fez. É precisamente esta dualidade como ponto de partida que é contestada. Deixou de ser válido aquilo que se lê na narração da criação: «Ele os criou homem e mulher» (Gn 1, 27). Isto deixou de ser válido, para valer que não foi Ele que os criou homem e mulher; mas teria sido a sociedade a determiná-lo até agora, ao passo que agora somos nós mesmos a decidir sobre isto.
Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. O homem contesta a sua própria natureza; agora, é só espírito e vontade. A manipulação da natureza, que hoje deploramos relativamente ao meio ambiente, torna-se aqui a escolha básica do homem a respeito de si mesmo. Agora existe apenas o homem em abstracto, que em seguida escolhe para si, autonomamente, qualquer coisa como sua natureza. Homem e mulher são contestados como exigência, ditada pela criação, de haver formas da pessoa humana que se completam mutuamente. Se, porém, não há a dualidade de homem e mulher como um dado da criação, então deixa de existir também a família como realidade pré-estabelecida pela criação.
Mas, em tal caso, também a prole perdeu o lugar que até agora lhe competia, e a dignidade particular que lhe é própria; Bernheim mostra como o filho, de sujeito jurídico que era com direito próprio, passe agora necessariamente a objecto, ao qual se tem direito e que, como objecto de um direito, se pode adquirir. Onde a liberdade do fazer se torna liberdade de fazer-se por si mesmo, chega-se necessariamente a negar o próprio Criador; e, consequentemente, o próprio homem como criatura de Deus, como imagem de Deus, é degradado na essência do seu ser. Na luta pela família, está em jogo o próprio homem. E torna-se evidente que, onde Deus é negado, dissolve-se também a dignidade do homem. Quem defende Deus, defende o homem
Fonte Aqui
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
sábado, 8 de dezembro de 2012
Maria, Imaculada
Por Sua santidade, Bento XVI
" Maria é uma mãe totalmente singular, escolhida por Deus para uma missão única e misteriosa, a de gerar para a vida terrena o Verbo eterno do Pai, que veio ao mundo para a salvação de todos os homens. E Maria, Imaculada na sua concepção assim a veneramos hoje com reconhecimento devoto percorreu a sua peregrinação terrena amparada por uma fé intrépida, seguindo as pegadas do seu filho Jesus. Esteve ao seu lado com solicitude materna desde o nascimento até ao Calvário, onde assistiu à sua crucifixão petrificada pela dor, mas inabalável na esperança. Depois experimentou a alegria da sua ressurreição, na alvorada do terceiro dia, do novo dia, quando o Crucificado deixou o sepulcro vencendo para sempre e de modo definitivo o poder do pecado e da morte.
Maria, em cujo seio virginal Deus se fez homem, é nossa Mãe! De facto, do alto da cruz Jesus, antes de cumprir o seu sacrifício, no-la deu como mãe e a ela nos confiou como seus filhos. Mistério de misericórdia e de amor, dom que enriquece a Igreja com uma fecunda maternidade espiritual. Dirijamos sobretudo hoje o nosso olhar para ela, queridos irmãos e irmãs, e, implorando a sua ajuda, predispondo-nos a fazer tesouro de todos os seus ensinamentos maternos. Esta nossa Mãe celeste não nos convida porventura a evitar o mal e a cumprir o bem seguindo docilmente a lei divina inscrita no coração de cada cristão? Ela, que conservou a esperança mesmo na máxima provação, não nos pede porventura para não desanimar quando o sofrimento e a morte batem à porta das nossas casas? Não nos pede para olharmos para o nosso futuro? Não nos exorta a Virgem Imaculada a ser irmãos uns dos outros, todos irmanados pelo compromisso de construir juntos um mundo mais justo, solidário e pacífico?
Sim, queridos amigos! Mais uma vez, neste dia solene, a Igreja indica ao mundo Maria como sinal de esperança certa e de vitória definitiva sobre o bem e sobre o mal. Aquela que invocamos "cheia de graça" recorda-nos que somos todos irmãos e que Deus é nosso Criador e nosso Pai. Sem Ele, ou ainda pior, contra Ele, nós homens nunca poderemos encontrar o caminho que leva ao amor, nunca poderemos derrotar o poder do ódio e da violência, nunca poderemos construir uma paz estável.
Que os homens de todas as nações e culturas acolham esta mensagem de luz e de esperança: acolham-na como dom das mãos de Maria, Mãe da inteira humanidade. Se a vida é um caminho, e este caminho com frequência se torna escuro, duro e cansativo, poderá aquela estrela iluminá-lo? Na minha encíclica Spe salvi, publicada no início do Advento, escrevi que a Igreja olha para Maria e invoca-a como "estrela da esperança" (n. 49). Na nossa viagem comum pelo mar da história precisamos de "luzes de esperança", isto é, de pessoas que haurem luz de Cristo "e assim oferecem orientação para a nossa travessia" (cf. ibid.). E quem, melhor que Maria, pode ser para nós "Estrela de esperança"? Ela, com o seu "sim", com a oferenda generosa da liberdade recebida do Criador, consentiu que a esperança dos milénios se tornasse realidade, que entrasse neste mundo e na nossa história. Por seu meio Deus fez-se carne, tornou-se um de nós, ergueu a sua tenda entre nós.
Por isso, animados por filial confidência, pedimos-lhe: "Ensina-nos Maria, a crer, a esperar e a amar contigo; indica-nos o caminho que conduz à paz, o caminho para o reino de Jesus. Tu, Estrela da esperança, que trepidante nos esperas na luz sem ocaso da eterna Pátria, brilha sobre nós e guia-nos nas vicissitudes de cada dia, agora e na hora da nossa morte. Amém!".
Fonte: Aqui
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
A Liturgia é Sagrada
Ao sairmos de casa para assistir a Santa Missa, devemos ter a convicção de que estamos indo ao encontro de Deus, mais especificamente ao santo sacrifício que Nosso Senhor Jesus Cristo oferece pela sua entrega na Cruz, em adoração ao Pai e em nosso favor, pobres pecadores necessitados de sua graça.
Assim se expressou o falecido Arcebispo americano, Fulton Sheen: “A Missa é o maior acontecimento da história da humanidade: o único Ato sagrado que afasta a ira de Deus de um mundo pecador, porque eleva a Cruz entre a terra e o Céu, renovando assim aquele decisivo momento em que a nossa triste e trágica humanidade viu desenrolar-se na sua frente o caminho para a plenitude da vida sobrenatural " – Atentem para a expressão: Ato sagrado.
A Santa Missa é sagrada, porque é dom que vem do alto, do próprio Deus, portanto não veio de homem algum. Trata-se do mistério da Salvação em Cristo, mistério este confiado à Igreja Católica, para que ela o torne disponível em qualquer tempo e lugar, para que todos os homens tenham a oportunidade de receber de Cristo, os méritos que Ele conquistou na Cruz para nossa salvação. Por isso é um dom e há de ser acolhido por nós, em verdadeiro espírito de agradecimento e reverência.
Olhando nesta perspectiva, não fica difícil entender como devemos nos preparar para assistir à Santa Missa, seja de forma espiritual, nos silêncios, nos gestos, na obediência às normas. Assim se expressou Papa João Paulo II: "De modo particular torna-se necessário cultivar, tanto na celebração da Missa como no culto eucarístico fora dela, uma consciência viva da presença real de Cristo, tendo o cuidado de testemunhá-la com o tom da voz, os gestos, os movimentos, o comportamento no seu todo. A tal respeito, as normas recordam — como ainda recentemente tive ocasião de o reafirmar — o relevo que deve ser dado aos momentos de silêncio quer na celebração quer na adoração eucarística. Numa palavra, é necessário que todo o modo de tratar a Eucaristia por parte dos ministros e dos fiéis seja caracterizado por um respeito extremo"
Afirmar que a Liturgia é sagrada e que para bem participar existe um Rito objetivo deixado à Igreja, é afirmar que ela é convocação que vem de Deus para estarmos em sua presença, é vinda de Deus até nós, é Deus mesmo que se torna presente em nosso mundo. Afirmar que a Liturgia é sagrada, nos faz esquecer de nós mesmos, de nossos gostos, de nossas intervenções muitas vezes desnecessárias, para adora-lo de forma devida em total obediência à Igreja, que todos os dias obedece à ordem de Cristo para fazer tudo em Sua memória e do Seu jeito, porque Ele é Deus e nós somos os filhos.
A Liturgia é dom que existe muito antes de nós, existe desde sempre como dom, ela é um tesouro deixado à Igreja, é lugar em que a Fé se expressa para orar e adorar a Deus no tempo, disponível a cada homem de todos os tempos e lugares. Assim como Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre, assim a Liturgia está no tempo, ontem, hoje e estará até o dia da vinda do Senhor, onde Cristo entregará tudo ao Pai.
O Santo Padre, o Papa Bento XVI em sua Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis n.40 nos diz: " Sublinhando a importância da 'arte de celebrar', coloca-se em luz, por conseguinte, o valor das normas litúrgicas. A Celebração Eucarística é valorizada exatamente onde os sacerdotes e os responsáveis pela pastoral litúrgica se esforçam por tornar conhecidos os livros litúrgicos e relativas normas em vigor. Nestes textos estão contidas as riquezas que guardam a fé e o caminho do povo de Deus ao longo de dois milênios da sua história".
Nossa oração, em obediencia a Deus e a Igreja, deve ser sempre voltada para Cristo, é Ele o objeto de nosso amor e nossa adoração e com Ele adoramos ao Pai que nos deu Seu Filho como autor da salvação pela sua Cruz admirável. É por isso que a Igreja achou por bem colocar o Crucifixo no centro do altar para que todos, sacerdotes e fieis tivessem os olhos voltados para Ele e o coração no alto. Sim! o nosso coração deve estar em Deus e nossa alma disposta a reverencia-lo. Esta reverência deve ser traduzida também em sinais externos, em nossas atitudes para que Deus receba de nós o melhor, já que nos deu tudo!.
O Santo padre ainda nos diz: "Sacerdote e povo não rezam voltados um para o outro, e sim para o único Senhor. Por isso é que, na oração, ambos olham na mesma direção: ou para o Oriente como símbolo cósmico do Senhor que vem, ou nos lugares onde isso não é possível, para a Cruz, ou para o céu, como fez o Senhor durante a oração sacerdotal da última noite antes da Paixão" (Introdução ao espírito da Liturgia,p.70-80).
A Eucaristia que temos a honra de participar, atualiza ao longo dos séculos o evento pascal - Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo -, toda a história, toda obra da redenção está diante de nós. A admiração deve invadir a Igreja, os fieis, em toda Santa Missa. É por isso que desde pequenos aprendemos a dizer, como São Tomé: Meu Senhor e meu Deus!
Prestando atenção às palavras de Monsenhor Guido Marini - que serve o santo padre nas celebrações eucarísticas -; em seu livro: Liturgia, mistério da Salvação: " Eis porque na ação litúrgica bem celebrada e reverente, nos sinais da nobreza, beleza e harmonia, tudo deve conduzir à adoração e à união com Deus: música, canto, silêncio, maneira de proclamar a Palavra do Senhor e o modo de orar, os gestos, as vestes litúrgicas e objetos sagrados" - entendemos que somos convidados a manifestar atitude de adoração diante da grandeza do mistério da presença eucarística do Senhor. Atitude esta que atinge seu ápice ao nos aproximar da Santíssima Eucaristia, que é o " Santo Sacramento, que é o Cristo, Jesus, que deve ser adorado, ser amado, nesta terra de Santa Cruz' e no mundo inteiro.
Nos diz o Santo Padre: “Existe um relação entre Santa Missa e adoração do Santíssimo Sacramento, já que o Pão Eucarístico foi nos dado para nos alimentar, mas antes deve ser adorado. Assim se expressa santo Agostinho: " Ninguém come desta carne, sem antes adora-la. Pecaríamos se não a adorássemos".
O Filho de Deus pela Eucaristia vem ao nosso encontro e deseja se unir a nós. Por conta disso, a adoração acontece no decorrer do desenvolvimento da santa celebração, porque a Santa Missa , em si mesma, é o maior ato de adoração da Igreja. Quando adoramos a Deus, sobretudo no ato liturgico, aprendemos a amar a Deus, mas também a amar nossos irmãos, porque brota em nós, pela graça, o amor que vem do próprio Deus adorado. Já não tenho Cristo só para mim, e cada vez me afasto de mim, para me achegar ao outro.
Quando a comunidade entende e vive a Santa Missa, quando adora Deus em Cristo, com Cristo e por Cristo, automaticamente passa ser uma comunidade que ama e busca - no desejo de fazer a santa vontade de Deus - a santidade pelo qual Ele é testemunhado no mundo sem Deus. Os frutos da Santa Missa nos filhos de Deus, tem poder para transformar o mundo!
A comunidade que sabe participar da Santa Missa entendendo que nela se vai para adorar a Deus, e que ela é ação de Deus, que é Ele que age em nosso favor pela salvação de Cristo, é uma comunidade que se torna luz para o mundo.
Quando ela sabe que é o próprio Deus que age e cumpre o essencial, como ainda nos diz o santo padre " e que ao homem cabe se abrir a esta ação divina, esta é transformada por Ele. A participação ativa dos fieis consiste em se tornar um só com Cristo , portanto, não é possível participar sem adorar, por isso a Igreja se preocupa vivamente que os fieis não assistam a esse mistério de fé como espectadores estranhos ou mudos, mas que lhe compreendam bem os ritos e orações e participem da ação sagrada de maneira plena e consciente, piedosa e ativa; sejam formados pela palavra de Deus; nutram-se da mesa do Corpo do Senhor; rendam graças a Deus e oferecendo a vítima sem mancha, não somente pelas mãos do sacerdote, mas unidos a ele, aprendam a fazer oferenda de si mesmos, e nos dia a dia, pela mediação de Cristo, se aperfeiçoem na unidade com Deus e entre si, de tal maneira que Deus seja finalmente tudo em todos" -(Sacrosanctum Concilium n. 48)’
Ir à Santa Missa é ir ao Céu, já que a Igreja toda – padecente, triunfante e militante se une ao Cordeiro para adorar ao Pai, criador de todas as coisas. Os anjos cantam, a Igreja adora, o sagrado se faz presente e nós, os filhos convidados ao sacrificio que nos faz dignos de comer do pão dos anjos, devemos nos dobrar – coração e corpo, para agradecer e recebr suas graças. Bendito seja Cristo que nós deu este direito, bendito seja Cristo que nos permite participar de seu banquete. Uma vida é pouco para agradecer tão grande dom!
Para finalizar fiquemos com as palavras de São Leonardo de Porto Maurício, um apaixonado pela santa Liturgia: “ ir à Santa Missa consiste em irdes à Igreja como se fosseis ao Calvário, e de vos comportardes, diante do altar, como o faríeis diante do trono de Deus, em companhia dos Santos Anjos. Vede, por conseguinte, que modéstia, que respeito, que recolhimento são necessários para receber o fruto e as graças que Deus costuma conceder àqueles que honram mistérios tão santos”
Peçamos à Virgem Maria, mãe de Deus e nossa, as virtudes e o amor necessários para bem participar do santo sacrifício de Seu Filho amado. E que tudo seja feito, para a Glória de Deus, para onosso bem e de toda Santa Igreja. Amém.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Advento: à espera do Senhor
Por Francisco Fernández-Carvajal
A palavra “Advento” vem do latim adventus, que significa “vinda”. É o primeiro tempo do calendário litúrgico, em que os fiéis preparam-se esperançosamente para a vinda de Cristo, tanto no Natal como no fim dos tempos.Celebrado desde o século IV em algumas localidades (Gália, Ravena e Espanha), o Advento apareceu na liturgia de Roma na segunda metade do século VI e, de lá, espalhou-se para toda a Igreja, já com a duração de quatro semanas.O tempo do Advento é dividido em duas partes. A primeira parte consiste nos três primeiros domingos e é consagrada ao anúncio da segunda vinda de Cristo no final dos tempos. A segunda parte vai de 17 a 24 de dezembro e está diretamente voltada à espera e preparação do Natal.Durante esse tempo litúrgico, os paramentos (casula, estola, véu do cálice, etc.) são de cor roxa, simbolizando a conversão e preparação para o encontro com Cristo. Contudo, no quarto domingo do Advento, conhecido como domingo gaudete (“alegra-te”, em latim) usa-se a cor vermelha, para simbolizar a alegre espera do cristão. Como acontece durante a Quaresma, não se diz o Glória nas missas dominicais, embora se diga Aleluia.
I. VIGILANTES ANTE A CHEGADA DO MESSIAS
Ó Deus todo-poderoso, avivai nos vossos fiéis, ao começar o Advento, o desejo de acorrerem ao encontro com Cristo, acompanhados pelas boas obras 1
Talvez já tenhamos tido a experiência – diz Ronald Knox num sermão sobre o Advento 2 – do que é caminhar na noite e arrastar os pés durante quilômetros, fixando avidamente o olhar numa luz longínqua que representa de alguma forma o lar. Como é difícil avaliar as distâncias em plena escuridão! Tanto pode haver uns quilômetros até o lugar do nosso destino, como apenas umas centenas de metros. Era essa a situação em que se encontravam os Profetas quando olhavam para o futuro, à espera da redenção do seu povo. Não podiam dizer, nem com uma aproximação de cem anos ou mesmo de quinhentos, quando é que o Messias chegaria. Só sabiam que um dia a estirpe de Davi voltaria a florescer, que um dia encontrariam a chave que abriria as portas da prisão; que a luz, que avistavam apenas como um ponto nebuloso no horizonte, haveria de ampliar-se por fim, até se transformar num dia perfeito. O Povo de Deus devia permanecer à espera.
Esta mesma atitude de expectativa é a que a Igreja deseja para os seus filhos em todos os momentos da sua vida. Considera como parte essencial da sua missão fazer com que continuemos a olhar para o futuro, ainda que estejamos no limiar do segundo milênio daquele Natal que hoje a liturgia nos apresenta como iminente. E anima-nos a caminhar com os pastores, em plena noite, vigilantes, dirigindo o nosso olhar para a luz que jorra da gruta de Belém.
Quando o Messias chegou, poucos o esperavam realmente. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam 3. Muitos daqueles homens haviam adormecido para o mais essencial das suas vidas e da vida do mundo. Estai vigilantes, diz-nos o Senhor no Evangelho da Missa. Despertai, repetir-nos-á São Paulo4. Porque também nós podemos esquecer-nos do mais fundamental da nossa existência.
Convocai todo o mundo, anunciai a todas as nações e dizei: Olhai para Deus, nosso Salvador, que chega. Anunciai-o e que se ouça; proclamai-o com voz forte 5. A Igreja nos põe de sobreaviso com quatro semanas de antecedência a fim de que nos preparemos para celebrar de novo o Natal e, ao mesmo tempo, para que, com a lembrança da primeira vinda de Deus feito homem ao mundo, estejamos atentos a essas outras vindas do Senhor: no fim da vida de cada um e no fim dos tempos. Por isso o Advento é tempo de preparação e de esperança.
Vinde, Senhor, não tardeis. Preparemos o caminho para o Senhor que chegará em breve; e se notarmos que a nossa visão está embaçada e não distinguimos com clareza essa luz que procede de Belém, é o momento de afastar os obstáculos. É tempo de fazer com especial delicadeza o exame de consciência e de melhorar a nossa pureza interior para receber a Deus. É o momento de discernir as coisas que nos separam do Senhor e de lançá-las para longe de nós. Para isso, o exame deve ir até as raízes dos nossos atos, até os motivos que inspiram as nossas ações.
II. PRINCIPAIS INIMIGOS DA NOSSA SANTIDADE: AS TRÊS CONCUPISCÊNCIAS. A CONFISSÃO, MEIO PARA PREPARAR O NATAL
Como neste tempo queremos de verdade aproximar-nos mais de Deus, examinaremos a fundo a nossa alma. Encontraremos aí os verdadeiros inimigos que se empenham sem tréguas em manter-nos afastados do Senhor. De uma forma ou de outra, estão aí os principais obstáculos para a nossa vida cristã: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida 6.
“A concupiscência da carne não é apenas o impulso desordenado dos sentidos em geral [...], não se reduz exclusivamente à desordem da sensualidade: estende-se ao comodismo e à falta de vibração, que impelem a procurar o mais fácil, o mais agradável, o caminho aparentemente mais curto, mesmo à custa de concessões no caminho da fidelidade a Deus [...].
“O outro inimigo [...] é a concupiscência dos olhos, uma avareza de fundo que leva a apreciar apenas o que se pode tocar [...]. Os olhos da alma embotam-se; a razão julga-se auto-suficiente e capaz de entender todas as coisas prescindindo de Deus. É uma tentação sutil, que se escuda na dignidade da inteligência; da inteligência que nosso Pai-Deus outorgou ao homem para que o conheça e o ame livremente. Arrastada por essa tentação, a inteligência humana considera-se o centro do universo, entusiasma-se novamente com o sereis como deuses (Gên 3, 5) e, enchendo-se de amor por si mesma, vira as costas ao amor de Deus.
“Deste modo, a nossa existência pode entregar-se sem condições às mãos do terceiro inimigo, a superbia vitae. Não se trata simplesmente de pensamentos efêmeros de vaidade ou de amor próprio: é um endurecimento generalizado. Não nos enganemos, porque tocamos o pior dos males, a raiz de todos os extravios” 7.
Agora que o Senhor vem a nós, temos de preparar-nos. Quando chegar o Natal, o Senhor terá de encontrar-nos atentos e de alma bem disposta; e assim terá de encontrar-nos também no nosso encontro definitivo com Ele. Precisamos tornar retos os caminhos da nossa vida, voltar-nos para esse Deus que vem até nós. Toda a existência do homem é uma constante preparação para ver o Senhor, que cada vez está mais perto; mas no Advento a Igreja ajuda-nos a pedir de um modo especial: Senhor, mostrai-me os vossos caminhos e ensinai-me as vossas veredas. Dirigi-me na vossa verdade, porque sois o meu Salvador 8.
Preparemos este encontro através do sacramento da Penitência. Pouco antes do Natal de 1980, o Papa João Paulo II encontrava-se com mais de duas mil crianças numa paróquia romana. E começou a catequese: – Como é que vocês se preparam para o Natal? – Com a oração, responderam as crianças gritando. – Muito bem, com a oração, disse-lhes o Papa, mas também com a confissão. Vocês têm que se confessar para depois comungar. Farão isso? E os milhares de crianças responderam ainda mais alto: – Faremos! – Farão, sim, devem fazê-lo, disse-lhes João Paulo II. E em voz mais baixa: O Papa também se confessará para receber dignamente o Menino-Deus.
Assim o faremos nós também, nestas semanas que faltam para o Natal; com mais amor, com uma contrição cada vez maior. Porque sempre podemos receber com melhores disposições este sacramento da misericórdia divina, como conseqüência de termos examinado mais a fundo a nossa alma.
III. VIGILANTES MEDIANTE A ORAÇÃO, A MORTIFICAÇÃO E O EXAME DE CONSCIÊNCIA
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Estai de sobreaviso, vigiai e orai, porque não sabeis quando será o tempo [...]. Vigiai, pois, visto que não sabeis quando voltará o dono da casa, se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo ou pela manhã, para que não suceda que, vindo ele de repente, vos encontre dormindo. O que vos digo, a todos o digo: Vigiai 10.
Para manter este estado de vigília, é necessário lutar, porque a tendência de todo o homem é viver de olhos cravados nas coisas da terra. Especialmente neste tempo do Advento, não deixemos que os nossos corações fiquem ofuscados pela glutonaria, pela embriaguez e pelos negócios desta vida, perdendo assim de vista a dimensão sobrenatural que devem ter todos os nossos atos. São Paulo compara esta vigilância sobre nós mesmos à guarda montada pelo soldado bem armado que não se deixa surpreender 10. “Este adversário, nosso inimigo, procura fazer-nos mal por onde quer que possa; e, já que não anda descuidado, não o andemos nós” 11.
Estaremos alerta se cuidarmos com esmero da oração pessoal, que evita a tibieza e, com ela, a morte dos desejos de santidade; estaremos vigilantes se não descurarmos os pequenos sacrifícios, que nos mantêm despertos para as coisas de Deus. Estaremos atentos mediante um exame de consciência delicado, que nos faça ver os pontos em que nos estamos separando, quase sem o percebermos, do nosso caminho.
“Irmãos – diz-nos São Bernardo –, a vós, como às crianças, Deus revela o que ocultou aos sábios e entendidos: os autênticos caminhos da salvação. Meditai neles com suma atenção. Aprofundai no sentido deste Advento. E, sobretudo, observai quem é Aquele que vem, de onde vem e para onde vem; para quê, quando e por onde vem. É uma curiosidade boa. A Igreja universal não celebraria com tanta devoção este Advento se não contivesse algum grande mistério” 12.
Santa Maria, que é a nossa Esperança, ajudar-nos-á a melhorar neste tempo do Advento. Ela espera com grande recolhimento interior o nascimento do seu Filho, que é o Messias. Todos os seus pensamentos se dirigem para Jesus, que nascerá em Belém. Junto dEla, ser-nos-á fácil preparar a nossa alma para que a chegada do Senhor não nos encontre absorvidos em coisas que têm pouca ou nenhuma importância diante de Deus.
(1) Oração coleta da Missa do primeiro domingo do Advento
(2) cfr. R. A. Knox, Sermão sobre o Advento, 21-XII-1947
(3) Jo 1, 11
(4) cfr. Rom 13, 11
(5) Salmo responsorial da Missa da segunda-feira da primeira semana do Advento
(6) 1 Jo 2, 16
(7) Bem-aventurado Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, ns. 5-6, Quadrante, São Paulo, 1975
(8) Sl 24; Salmo responsorial da Missa do primeiro domingo do Advento, ciclo C
(9) Mc 13, 33-37; Evangelho da Missa do primeiro domingo do Advento, ciclo B
(10) cfr. 1 Tess 5, 4-11
(11) Santa Teresa, Caminho de perfeição, 19, 13
(12) São Bernardo, Sermão sobre os seis aspectos do Advento, 1.
Fonte: “Falar com Deus”, vol. I, Quadrante, São Paulo, 2004.
Tradução: Luiz Fernando Cintra
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Oração a Nossa Senhora das Graças
Súplica -
Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada). Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre verdadeiros cristãos. Amém
. Rezar 3 Ave-Marias. - Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.
Oração Final - Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte. Amém.
Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada). Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre verdadeiros cristãos. Amém
. Rezar 3 Ave-Marias. - Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.
Oração Final - Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte. Amém.
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