segunda-feira, 27 de maio de 2013

Santíssima Trindade


A Metáfora do Espelho:



Temos Deus Pai, que se contempla na sua mente divina e se vê como realmente é, como num “espelho”, formulando um pensamento sobre Si mesmo. Você e eu fazemos o mesmo, quando concentramos o olhar no nosso interior e formamos um pensamento sobre nós mesmos.

E o conceito, ou a imagem, que Deus tem de Si mesmo é tão infinitamente perfeito e completo que adquire uma existência real, própria, distinta.

A este Pensamento vivo que Deus expressa perfeitamente de Si mesmo chamamos Deus Filho.

Deus Filho é expressão do conhecimento que Deus tem de Si.
Assim, a segunda pessoa da Santíssima Trindade é chamada “Filho”, precisamente porque é gerada desde toda a eternidade, gerada na mente divina do Pai.

Também a chamamos Verbo de Deus , porque é a "palavra mental" em que a mente divina expressa o pensamento sobre Si mesmo.

Depois, Deus Pai (Deus conhecendo-se a Si mesmo) e Deus Filho (o conhecimento de Deus sobre Si mesmo) contemplam a natureza que ambos têm em comum. Geram, assim, um amor perfeito, entre Deus e sua Imagem.

Ao verem-se contemplam nessa natureza tudo que é belo e bom - quer dizer, tudo que produz amor - em grau infinito. E esse amor infinitamente perfeito, intenso, que eternamente flui do Pai e do Filho. É o que chamamos Espírito Santo que "procede do Pai e do Filho". É a terceira Pessoa da Santíssima Trindade.

Os Três são igualmente eternos. O Verbo de Deus e o Amor de Deus são tão sem tempo como a natureza de Deus. E Deus Filho e Deus Espírito Santo não estão subordinados ao Pai de modo algum: nenhuma das Pessoas é mais poderosa, mais sábia, maior que as demais. As três são iguais em perfeição infinita, igualmente baseada na única natureza divina que as três possuem.

Atribui-se a cada Pessoa certas "obras", que manifestam ou refletem melhor as propriedades desta ou daquela Pessoa divina: Deus Pai é o Criador, Deus Filho é o Redentor, Deus Espírito Santo é o Santificador. Contudo, o que Um faz, Todos fazem, onde Um está, estão os Três.
Resumindo:

-Deus Pai é Deus conhecendo-se a Si mesmo, princípio do qual tudo procede.
-Deus Filho é a expressão do conhecimento de Deus por Si mesmo, seu Reflexo.
-Deus Espírito Santo é o resultado do amor do Pai por Sua Imagem.

Esta é a Santíssima Trindade: Três Pessoas divinas em um só Deus, uma só Natureza Divina.

Santo Agostinho simplifica:
O Pai é o Amante; O Filho é o Amado; e o Espírito Santo é o Amor.

(Autor desconhecido)

O bem-estar e o fascínio do provisório nos afastam de Jesus


                                     

 Para seguir Jesus, devemos nos despir da cultura do bem-estar e do fascínio provisório: foi o que disse esta manhã o Papa Francisco, na Missa na Casa Santa Marta.

Na homilia, o Papa comentou o Evangelho do dia, em que Jesus pede a um jovem que dê suas riquezas aos pobres e que O siga. “As riquezas são um empecilho, pois não facilitam o caminho rumo ao Reino de Deus”, disse Francisco. 

O Pontífice se referiu a duas “riquezas culturais”: antes de tudo, a “cultura do bem-estar, que nos deixa pouco corajosos, preguiçosos e também egoístas. O bem-estar é uma “anestesia”:

"Não, não, mais de um filho não, porque não podemos tirar férias, não podemos comprar a casa... Podemos seguir o Senhor, mas até certo ponto. Isso faz o bem-estar: nos despe daquela coragem forte que nos aproxima de Jesus. Esta é a primeira riqueza da nossa cultura de hoje, a cultura do bem-estar.”

A segunda riqueza é o fascínio do provisório. “Nós estamos apaixonados pelo provisório”, disse o Papa. Não gostamos das propostas definitivas que Jesus nos faz e temos medo do tempo de Deus:

“Ele é o Senhor do tempo, nós somos os senhores do momento. Uma vez, conheci uma pessoa que queria se tornar padre, mas só por dez anos, não mais.” Além disso, muitos casais se casam pensando que o amor pode acabar e, com ele, a união. 

“Essas duas riquezas são as que, neste momento, nos impedem de prosseguir. Eu penso em muitos, muitos homens e mulheres que deixaram a própria terra para serem missionários por toda a vida: isso é definitivo! Assim como muitos homens e mulheres que deixaram a própria casa para um matrimônio por toda a vida: isso é seguir Jesus de perto! É o definitivo”, afirmou o Pontífice, que concluiu:

“Peçamos ao Senhor que nos dê a coragem de prosseguir, despindo-nos desta cultura do bem-estar, com a esperança no tempo definitivo.”


Fonte: Radio Vaticana

quinta-feira, 23 de maio de 2013

A São José



Para Santificar o Trabalho


 Ó glorioso São José, modelo de todos os que se consagram ao trabalho, alcançai-me graça de trabalhar com espírito de penitência, em expiação dos meus pecados; de trabalhar com consciência, pondo o cumprimento do meu dever acima das minhas inclinações naturais; de trabalhar com agradecimento e alegria, olhando como uma honra o poder desenvolver por meio do trabalho os dons recebidos de Deus. Alcançai-me a graça de trabalhar com ordem, constância, intensidade e presença de Deus, sem jamais retroceder ante as dificuldades; de trabalhar, acima de tudo, com pureza de intenção e desapego de mim mesmo, tendo sempre diante dos olhos todas as almas e as contas que prestarei a Deus: a do tempo perdido, das habilidades inutilizadas, do bem omitido e das vaidades estéreis em meu trabalho, tão contrárias à obra de Deus. Tudo por Jesus, tudo por Maria, tudo à vossa imitação, ó patriarca São José. Amém.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Idade Média e as Guildas.


 Muita mentira de tem sido dita sobre a Idade Média e elas tem se espalhado como peste, tudo para dirimir ou mesmo rejeitar a influência da Igreja Católica na construção da civilização Ocidental. Há, digamos, uma verdadeira ignorância e alguma má fé por parte dos professores de história e por parte dos anti-cristãos espalhados mundo afora. Mas a Igreja sobrevive a todas elas e a história está aí para comprovar os seus feitos.  Um exemplo da atuação da Igreja neste período de forma exemplar  são as chamadas Guildas. Veremos como eram constituídas e como foram de vital importância  para o desenvolvimento humano e econômico, tanto daquela época como para aquelas que sofreram sua influência.

  A Economia Medieval aplicada 

" As guildas da Idade Média, desenvolvidas nos novos centros urbanos, eram associações de mestres e aprendizes  de vários ofícios. Uma guilda de sapateiros compunha-se de mestres sapateiros e jovens aprendizes do ofício. Quando se considerava um aprendiz apto a se tornar mestre, ele recebia a tarefa de fazer uma "obra prima", que seria então julgada pelos mestres. Se passasse no teste, talvez se tornasse um "viajante", o que significava que ele faria uma jornada de um ano ao redor do seu país, hospedando-se nas guildas das cidades que visitasse e aprendendo tudo o que pudesse sobre diferentes modos de exercer a função de sapateiro. (Aposto que ele se divertia no decorrer da viagem!)

Ao retornar a sua cidade, o novo mestre podia montar um negócio para si ou trabalhar em uma loja. Como membro de sua guilda, esperava-se que trabalhasse de acordo com princípios éticos: cobrar preços justos, pagar salários dignos aos seus empregados e só colocar à venda mercadoria de boa qualidade; manter um período de trabalho razoável e não trabalhar aos domingos e dias santos (os quais eram muitos na Idade Média).

As guildas era elementos essenciais da sociedade. Prestavam uma série de funções importantes aos seus membros; entre estes havia trabalhadores muito habilidosos como carpinteiros, padeiros, comerciantes, sapateiros, entre outros. No dia de festa do seu padroeiro, os membros marchavam em procissão até a sua igreja, ordenados com os símbolos da sua guilda; ofereciam banquetes e serviços sociais aos associados e famílias.Talvez doassem um trabalho de arte à igreja local, ou patrocinassem um jovem (que tivesse começado como aprendiz, mas descoberta que tinha mais talento para letras) por um ano na Universidade.

 Os serviços sociais prestados pelas guildas impressionam. De acordo com os estatutos de uma guilda de Southampton, Inglaterra, se um associado adoecesse, os seus colegas, não apenas lhe mandariam comida, mas iriam visita-lo e cuidariam dos membros de sua família temporariamente. Se ele morresse, ajudariam com os preparativos do funeral. Um membro que não pudesse mais trabalhar receberia uma pensão da guilda.

Medidas de controle de qualidade protegiam os clientes. Elas especificavam, por exemplo, a proibição da venda de comida que não fosse saudável e limpa, por açougueiros e cozinheiros. Associados que violassem qualquer um dos regulamentos da guilda era submetidos a penalidades que variavam entre multas e exposição ao ridículo.

Existe uma pequena obra de um comerciante do século XIII em que ele discute como um homem deve se comportar a fim de ser bem sucedido nos negócios. É uma deleitável mistura de conselhos espirituais e práticos, muitos dos quais são relevantes até hoje, e nos permitem compreender um pouco da mentalidade de um comerciante de setecentos anos atrás.

Se acordo com o tratado, o comerciante devia começar o dia ao assistir a Missa e louvar Nosso Senhor, Nossa Senhora, os seus santos favoritos e os seus sócios, a quem ele devia levar em conta no exercício de suas tarefas. Ele tinha de ser educado e cortês, mas astuto o suficiente para inspecionar cuidadosamente os materiais antes de compra-los, e  devia contar com a presença de testemunhas ao fazer qualquer acordo comercial. Ele teria de cobrar preços justos aos clientes e se um objeto apresentasse defeito, ele não poderia oculta-lo, mas vender o produto a um preço mais baixo.

Caberia a ele reconhecer as leis capazes de afetar seus negócios, assim como estudar línguas estrangeiras, exercitar-se para manter a saúde e evitar o desânimo, privar-se de ocasiões de pecado; vestir-se e comer bem, evitar se irritar e estar preparado  para aprender tudo o que pudesse. Em poucas palavras, ele teria de ser um empreendedor ambicioso, mas ao mesmo tempo um homem de virtudes.

Não é de se espantar que a Idade Média Plena (séculos XI e XIII) tenha sido um período tão próspero"

Fonte: As 7 mentiras contra a Igreja católica - Capitulo 2  pags: 59-60
De Diane Moczar



As Novelas e a Engenharia Social

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Apostolado




" Contemplemos a facilidade com que a Virgem Santa nos dá o seu filho Jesus. É o seu gesto habittual, familiar. Mal um velhinho o deseja, logo ela lho entrega de bom grado. Está sempre disposta a da-lo. Façamos como ela: demos Jesus pela oração, pelo sacrificio, pelo bom exemplo, por uma palavra, pelo desejo interior.

—Quando estivermos em contacto com o próximo, oremos interiormente, peçamos ao Senhor que se dê: que esta alma com quem falo o ame acima de tudo, o sirva mais generosamente... Só há um meio de amar as almas: é querer-lhes bem, o seu único Bem, dando-lhes Cristo. Para isso, imitemos as virtudes da Virgem Santa: amor, devoção, esquecimento de si: privemo-nos de Cristo para o darmos aos outros

Antes de ensinar os outros a amar a Deus, devemos começar por O amar. Como podemos dá-lo, se não o possuímos? Fazemos o bem na medida da nossa união com Jesus. Nem sempre reparamos nisso, mas é assim. Quando somos bruscos e duros, não é Jesus que atua em nós. Pelo contrário, repreende-nos: Vós não sabeis de que espírito sois?

Nunca nos impacientemos. A impaciência é sempre uma falta.

Para fazer bem as almas, é preciso ter o coração espiritual intima e continuamente unido a Deus. Quanto mais se é instrumento, ligado, apertado, por um movimento voluntário ao agente principal, mais bem se faz, melhor se faz esse bem, e com mais proveito próprio. A ação é, então, uma contemplação contínua. Vemos a obra, vemos o Obreiro, vemo-nos entre os dois, felizes pelo bem que passa por nós, felizes, sobretudo, por nos sentirmos nas mãos d'aquele que é bom e nos faz comungar na sua bondade.
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—Pensemos que estamos a cumprir um dever, o primeiro de todos depois do dever de amar a Deus, e cumpramo-lo por amor, pois é o amor que dá valor a tudo, ao copo de água fresca como ao sacrifício da vida.

Os que são dotados duma certa força de pensamento ou de imaginação estao expostos a quererem fazer entrar a bem ou a mal os homens, as idéias, as coisas, nos quadros rigidos dos seus conceitos ou das suas imagens. Esses devem, antes de tudo, perguntar a si proprios se esses quadros estão de acordo com a realidade e, depois, o que é mais importante, certificar-se de que os homens estão preparados para os aceitar. A verdade e difícil de dizer... sem preparacao.

Há uma arte de conduzir as almas a Verdade. É a caridade que no-la ensina: ela dá-nos a conhecer as disposições da pessoa com quem falamos e leva a nossa inteligencia a encontrar o caminho por onde a Verdade poderá ser revelada àquela alma

O amor ensina-nos a sair de nós próprios: torna-nos semelhantes Àquele que amamos; permite, assim, à inteligência conhece-lo como se o víssemos por dentro. Uma vez no interior, vemos melhor como agir para lá fazer entrar a Verdade, e é a verdade que nos liberta.

Depois de sabermos ganhar, pela bondade, as simpatias da alma, voltamo-la pouco a pouco, suavemente, para a Verdade; ela habitua gradualmente os seus pobres olhos a esta benfazeja luz, e acaba por ser capaz de a fixar a direito e de sustentar o seu brilho.

Caritas patiens est (1 Cor., XIII, 4)—Facientes veritatem in caritate (Ef, IV,15).

O melhor objetivamente não é sempre o melhor para esta ou aquela alma. Deus quer almas que rezem e que sofram, especialistas da oração e do sofrimento, mas quer tambem especialistas do apostolado. O que importa é saber o que Deus quer de nós em concreto.

Devemos estabelecer-nos firmemente na vida interior, compreender-lhe a necessidade, o mecanismo e a riqueza. Então, poderemos voltar-nos para a ação porque a vemos com outros olhos, a queremos por razoes mais puras, a realizamos sem abandonar a íntima uniao com Deus. É entao a vida mista, a verdadeira.

Não nos demoremos a olhar para o mal que há no mundo; é preciso semear sempre; orações, obras, sacrifícos. Entreguemos todos os outros cuidados a Deus. Se fossemos melhores, o mundo nao seria tão mau.

A maneira como respondemos às confidencias basta para fazermos compreender que temos experiência pessoal do sofrimento: fazermos as nossas em troca diminui-nos, muitas vezes, aos olhos do próximo e nao lhe traz nenhuma vantagem; pelo contrário.

Não falemos de nós; isso só pode ser prejudicial; pelo contrario, façamos tudo para passarmos despercebidos. As almas que sofrem tem necessidade sobretudo que se lhes fale delas e, ainda mais, de Deus. O nosso apostolado será tanto mais fecundo quanto melhor praticarmos o recolhimento e o abandono; renuncia constante nas pequenas coisas: Queremos passar sempre ao lado dos caminhos traçados pelo Mestre.

Quando amarmos muito a Deus, seremos indulgentes para com os outros; mas não antes. Se Nosso Senhor nos tratasse segundo o nosso valor, seríamos bem infelizes!

Deve-se responder às confidências das almas duma maneira impessoal; falar-lhes, principalmente, delas e de Deus. As almas não tem todas a mesma vocação; para que duas sensibilidades estejam perfeitamente em uníssono, é necessária, além duma harmonia natural, que é raríssima, uma harmonia de alma mais rara ainda: Jesus e Maria - Isto deve fazer-nos compreender as censuras injustas dos que vivem só para o mundo (não tem os mesmos pontos de vista). E deve fazer-nos compreender também como é que a autêntica caridade, depois de ter vencido todo o egoísmo, sabe verdadeiramente falar a linguagem do coração.

Esperemos para falar de Deus com certa profundidade, que uma espécie de indicação da graça nos autorize a faze-lo. Devemos ver, também, com quem falamos; não há duas almas idênticas. Devemos ser apóstolos quando Deus quer e como Ele quer. E nessa altura sê-lo com simplicidade.

Fonte: Princípios da Vida Interior de Robert de Langeac - Quadrante

sábado, 18 de maio de 2013

Pela Beatificação de Chesterton



Deus Nosso Pai,

Tu que enchestes a vida de teu Servo Gilbert Keith Chesterton com aquele sentido de assombro e alegria, e lhe destes aquela fé que foi o fundamento de seu incessante trabalho, aquela esperança que nascia de sua perene gratidão pelo dom da vida humana, aquela caridade para com todos os homens, particularmente em relação aos seus adversários; faz com que sua inocência e seu riso, sua constância em combater pela fé cristã em um mundo descrente, sua devoção de toda a vida pela Santíssima Virgem Maria e seu amor por todos os homens, especialmente pelos pobres, concedam alegria a aqueles que se encontram sem esperança, convicção e ardor aos crentes tíbios e o conhecimento de Deus àqueles que não tem fé.

Te rogamos que nos outorgue os favores que te pedimos por sua intercessão, (e especialmente por….), de maneira que sua santidade possa ser reconhecida por todos e a Igreja possa proclamá-lo Beato.
Tudo isto te pedimos por Cristo Nosso Senhor.

Amém.

(Fonte: Aqui

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