segunda-feira, 10 de junho de 2013

Os Gnósticos - o bem e o mal

Por Georges Suffert 



Na verdade, esse discurso gnóstico exprime uma revolta contra o Deus que abandonou os homens. Ele não veio enquanto todos O esperavam. Deixou aqui um universo apavorante e inacabado. Essa corrente de pensamento não se perderá no tempo. Vai aparecer com vários disfarces (o dos seres anjos, o das esferas externas e, naturalmente, O de Sophia, isto é, a sabedoria).

Em Alexandria - berço da gnose judaico-cristã - é que as diversas seitas gnósticas descobrirão seu poder e esbarrarão com um discurso cristão agora estruturado.  O que podem fazer os bispos diante desse desvio inquietante? Pouco.

Eles pregam e, sobretudo, corrigem os desvios evidentes. Justino (falecido em 165) e Irineu (falecido em 200) consagram obras inteiras à denúncia dessa primeira doença do cristianismo. Mas ambos já são, à sua maneira, historiadores. No momento, cabe aos bispos intervir. E, principalmente, ao primeiro dentre eles, o bispo de Roma. Ele faz isso a seu modo: com prudência.

Clemente, entre outros, aferra-se aos hábitos do judaico-cristianismo, à falsa ciência que alimenta as ilusões e os medos. Mas faz isso com cautela. Clemente é mesmo um papa. Mas o papa, então, é apenas um bispo. A posição de sucessor de Pedro lhe confere um prestígio que ele só usará mais tarde.

Durante os primeiros séculos da Igreja, o termo papa foi, aliás, usado para designar todos os bispos. Aos poucos é que acabará designando a função e os títulos do bispo de Roma. A carta de Clemente aos coríntios - um dos raros documentos que possuímos sobre essa época - é um bom exemplo do que é então ser o bispo da capital do Império.

A Igreja, em todo caso, vai reagir e estancar essa revolta estranha. Mas suas chances de conseguir isso serão tanto maiores quanto mais completa estiver sua helenização.

Mani quer conciliar Buda, Zaratustra e Jesus

Mani terá sido um gnóstico? Mais ou menos. Mas esse personagem singular, que oferecerá ao mundo uma palavra e um adjetivo (um discurso maniqueísta, diz-se ainda), instala-se entre o cristianismo, a gnose e o masdeísmo. Ele é mais conhecido pela refutação de seus adversários do que por suas próprias obras: a maioria desapareceu.

No entanto, Mani escreveu muito. É sem dúvida o único fundador de uma religião que tentou redigir pessoalmente o conteúdo de sua pregação e de sua fé. O maniqueísmo não é uma heresia cristã. É uma religião à parte. Não durará muito, mas sua influência direta, e sobretudo indireta, não é de desprezar.

Mani nasceu em abril de 216, na Babilônia. É de boa família; afirma-se até que era aparentado com os Arsarcidas [250 a.C.-220 d.C.] Ele estuda, absorve sucessivamente o cristianismo, o zoroastrismo, mas também o budismo. Afirma ter recebido mensagens do céu. Seu papel: terminar as três revoluções iniciadas por seus predecessores - Buda, Zaratustra e Jesus .

A princípio, ele é apoiado pelo rei da Pérsia, Shapur I - pertencente a dinastia sassânida -, mas os masdeístas, ligados à antiga religião de Zaratustra, esperam a ocasião de se livrar desse personagem que perturba sua religião tradicional. Quando o rei morre, Mani é preso, julgado, condenado e morre acorrentado em sua cela. Tinha 60 anos.

Sua doutrina - que penetrará até na China - é uma gnose elaborada. O conhecimento e a razão é que permitem que o homem se salve. Na verdade, os vivos são animais perdidos: "A situação em que o homem vive é por ele experimentada como estranha, insuportável, radicalmente má." que veio fazer o homem neste mundo de terror? Salvar uma pequena  parte da luz que nele habita - esta luz é o dom de Deus para cada um de nós. Um Deus engajado, aliás, na luta sem fim com o mal. Ao cabo dessa batalha monstruosa, os justos reencontrarão o reino de antes da queda, os outros serão lançados novamente nas trevas. Eles cairão em um buraco e pedra será colocada para obstruí-lo.

Como viver no meio desse campo de batalha? Mani propõe duas respostas.

Uma para os ouvintes: eles podem viver como os outros homens, ganhar dinheiro e praticar a sexualidade (contanto que evitem, na medida do possível, gerar filhos).

Outra para os eleitos: eles devem evitar a sexualidade, comer apenas alguns legumes e consagrar todo o seu tempo à meditação. Portanto, uma oposição radical entre um hedonismo desenfreado e um ascetismo rigoroso.

Essa religião estranha fará com que surjam comunidades no Oriente, em Alexandria, na África (lembremo-nos de Agostinho, antes de converter-se ao cristianismo, foi maniqueísta durante quase oito anos) e em Roma.

O imperador da China, em 694, dará liberdade de culto aos maniqueístas. Mais tarde, reencontraremos as linhas mestras dos maniqueístas nos cátaros, nos séculos XII e XIII. Eles se consideram "puros", "eleitos". Até a queda de Monségur, em 1244. Eles também acreditam na dicotomia entre o Bem e o Mal, a Luz e as Trevas. corpo, para eles, é uma prisão da alma. Eles representam a forma mais elaborada do gnosticismo. Essa religião, ao longo de toda a sua história, foi perseguida tanto no Ocidente quanto no Oriente.

Aí, mais uma vez, o aumento do poder - filosófico, teológico e estrutural do cristianismo é que reduzirá esta religião sombria e aristocrática a ser apenas, definitivamente, um pensamento marginal. É preciso então seguir as etapas da helenização do cristianismo. Toda a seqüência dependerá desse momento.

 Depois veremos: Alexandria e a helenização do cristianismo: Filo e Clemente

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terça-feira, 4 de junho de 2013

Oração pelo Brasil


Senhor Pai santo, confiamos o nosso Brasil à vossa misericórdia.  Vós sois a rocha sobre a qual a nossa nação se fundou. Só Vós sois a fonte da verdade e do amor. Reclamai esta terra para a vossa glória e habitai no meio do vosso povo. Enviai o vosso Espírito e tocai os corações dos líderes da nossa nação. Abri os seus corações ao grande valor da vida humana e às responsabilidades que acompanham a liberdade humana.


Relembrai o vosso povo que a verdadeira felicidade está enraizada na procura e no cumprimento da vossa vontade. Por intercessão de Maria Imaculada, Padroeira da nossa terra, concedei-nos a coragem de levar o Evangelho do vosso Filho Jesus a todos aqueles com quem convivemos e de o testemunhar com uma vida santa.

 Por Cristo Nosso Senhor. Ámen.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Catequese Básica




Credo

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso Criador do Céu e da Terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas. E por nós homens e para nossa salvação desceu dos Céus. E encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. De novo há-de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos; e o seu Reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica.
Professo um só Baptismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há-de vir. Ámen.

Os sete Sacramentos da Igreja

Baptismo
Confirmação
Eucaristia
Penitência
Unção dos Enfermos
Ordem
Matrimónio

Os 10 Mandamentos

1º - Adorar a Deus e amá-lo sobre todas as coisas.
2º - Não invocar o santo nome de Deus em vão.
3º - Santificar os Domingos e festas de guarda.
4º - Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).
5º - Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo).
6º - Guardar castidade nas palavras e nas obras.
7º - Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo).
8º - Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo)
9º - Guardar castidade nos pensamentos e desejos.
10º - Não cobiçar as coisas alheias.

Os dois mandamentos de caridade

1. Amarás o Senhor teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente.

2. Amarás ao próximo como a ti mesmo.

A regra de ouro (Mt 7, 12)

Tudo quanto quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho vós também.

As Bem-aventuranças (Mt 5, 3-12)

Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados sereis quando vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem toda a espécie de calúnias contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.

As três virtudes teologais:

1. Fé
2. Esperança
3. Caridade.

As quatro virtudes cardeais:

1. Prudência
2. Justiça
3. Fortaleza
4. Temperança.

Os sete dons do Espírito Santo:

1. Sabedoria
2. Entendimento
3. Conselho
4. Fortaleza
5. Ciência
6. Piedade
7. Temor de Deus.

Os doze frutos do Espírito Santo:

1. Amor
2. Alegria
3. Paz
4. Paciência
5. Longanimidade
6. Benignidade
7. Bondade
8. Mansidão
9. Fé
10. Modéstia
11. Continência
12. Castidade.

Os cinco preceitos da Igreja:

1. Participar na Missa, aos domingos e festas de guarda e abster-se de trabalhos e actividades que impeçam a santificação desses dias.
2. Confessar os pecados ao menos uma vez cada ano.
3. Comungar o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa.
4. Guardar a abstinência e jejuar nos dias determinados pela Igreja.
5. Contribuir para as necessidades materiais da Igreja, segundo as possibilidades.

As sete obras de misericórdia corporais:

1. Dar de comer a quem tem fome
2. Dar de beber a quem tem sede
3. Vestir os nus
4. Dar pousada aos peregrinos
5. Visitar os enfermos
6. Visitar os presos
7. Enterrar os mortos

As sete obras de misericórdia espirituais:

1. Dar bons conselhos
2. Ensinar os ignorantes
3. Corrigir os que erram
4. Consolar os tristes
5. Perdoar as injúrias
6. Suportar com paciência as fraquezas do nosso próximo
7. Rezar a Deus por vivos e defuntos

Os sete pecados capitais:

1. Soberba
2. Avareza
3. Luxúria
4. Ira
5. Gula
6. Inveja
7. Preguiça

Os seis pecados contra o Espírito Santo:

1. Desespero da salvação
2. Presunção de se salvar sem mérito
3. Negar a verdade conhecida como tal
4. Ter inveja das graças que Deus concedeu a alguém
5. Obstinação no pecado
6. Impenitência final

Os quatro pecados que bradam aos Céus:

1. Homicídio voluntário (cf. Gn 4,10)
2. Pecado de luxúria contra a natureza (cf. Lev 18,22-23)
3. Oprimir os pobres, órfãos e as viúvas (cf. Ex 22,22; Tg 1,27)
4. Negar o salário aos que trabalham (cf. Dt 24,14;Tg 5,4)

Os quatro novíssimos:

1. Morte
2. Juízo
3. Inferno
4. Paraíso.

Os Exorcismos - Padre Duarte Sousa Lara

O projeto anti-cristão da agenda gay


 Por Equipe Christo Nihil Praeponere



"A inversão de valores propagada pela mídia revela um projeto incisivo de destruição da moral cristã.

Os noticiários não falam de outra coisa. O liberalismo sexual, no qual se inclui a causa gay, ganhou de vez as manchetes dos principais jornais do país, numa avalanche que parece não ter mais freio. A unanimidade da imprensa em decretar o novo padrão de moralidade é tão eloquente que os mais desavisados sentem-se quase que impelidos a concordar com ele, mesmo que a contragosto. Mas enganam-se aqueles que, ingenuamente, atribuem essas movimentações ao curso natural da história. Trata-se, pelo contrário, de uma agenda compacta, determinada e amplamente financiada, cuja única meta é: minar os fundamentos da sociedade ocidental - o direito romano, a filosofia grega e a moral judaico-cristã - e, em última análise, a natureza humana.

Não é mais segredo para ninguém a hostilidade com que inúmeras nações se referem ao cristianismo. Praticamente todos os programas de governos atuais têm por política o combate aos últimos resquícios de fé católica que ainda restam na sociedade. E essa agenda ideológica encontra eco sobretudo nas Organizações das Nações Unidas, logicamente, a mais interessada na chamada "Nova Ordem Mundial". Essa perseguição sistemática à religião cristã e, mais especificamente à Igreja Católica, se explica pelo fato de ela ser única a levantar a bandeira da lei natural, que é a pedra no sapato dos interesses globalistas.""

Continue lendo AQUI - este assunto é muito importante.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Maria, mulher da "escuta, decisão e ação"






Papa Francisco presidiu, hoje à noite, na Praça São Pedro, diante da Basílica Vaticana, à solene celebração Mariana, por ocasião da conclusão do mês de maio, dedicado a Maria.

O Cardeal Ângelo Comastri, Vigário Geral de Sua Santidade para a Cidade do Vaticano e Arcipreste da Basílica de São Pedro, rezou a oração do Terço com os numerosos fiéis presentes.

Durante a oração mariana, a estátua de Nossa Senhora foi levada em procissão pela Praça São Pedro. O Santo Padre participou, desde o início da oração mariana, no patamar da Basílica Vaticana.

Ao término da oração mariana, Papa Francisco fez uma meditação, percorrendo alguns acontecimentos do caminho de Jesus, nossa salvação. Neste caminho, disse, fomos acompanhados por Maria, nossa Mãe, que nos conduz a seu Filho Jesus.

Hoje, dia em que celebramos a festa da Visitação da Beata Virgem Maria à sua prima Isabel, o Santo Padre falou sobre este mistério, que nos mostra o modo com que Maria enfrenta seu caminho, com grande realismo, humanidade, concretude. E destacou:

“Três palavras sintetizam o comportamento de Maria: escuta, decisão, ação; palavras que indicam um caminho também para nós, diante do que o Senhor nos pede na vida”.

Ao explicar o primeiro aspecto do comportamento de Maria, “escuta” o Papa disse que Maria soube ouvir a Deus. Não se trata de um simples “ouvir” superficial, mas de atenção, acolhida e disponibilidade para com Deus. Ela lê os acontecimentos da sua vida, vai a fundo, e colhe seu significado. E acrescentou:

Isto vale para nossa vida: escuto a Deus, que nos fala, e escuto também a realidade diária, atenção às pessoas, aos fatos, porque o Senhor está à porta da nossa vida e bate de muitos modos, colocando sinais em nosso caminho. Cabe a nós percebê-los. Maria é a Mãe da escuta”.

A seguir, o Santo Padre explicou o segundo aspecto do comportamento de Maria: “decisão”. Ela não vive da “pressa”, com ânsia, tampouco se detém na reflexão: ela vai mais além: “decide”. Maria não se deixa arrastar pelos acontecimentos, não hesita em decidir. Nas núpcias de Cana, por exemplo, podemos notar seu realismo, humanidade, concretude, diante dos fatos e aos problemas. Por isso, se dirige ao seu Filho para Ele intervir. E o Papa ponderou:

“Na vida é difícil tomar decisões. Muitas vezes, procuramos adiá-las e deixar que os outros decidam por nós; muitas vezes, preferimos deixar-nos arrastar pelos acontecimentos. Mas, Maria se coloca à escuta de Deus, reflete e procura compreender a realidade e decide confiar totalmente n’Ele”.

Por fim, Papa Francisco se deteve no terceiro aspecto do comportamento de Maria: “ação”. Ele se põe em viagem e vai depressa visitar sua prima Santa Isabel. Apesar das dificuldades e das críticas, ela não se detém diante de nada e “parte depressa”.

Quando Maria descobre o que Deus queria realmente dela, ou seja, o que ela devia fazer, parte “imediatamente”. Ela sai de casa e de si mesma, por amor, carregando no seu seio o dom mais precioso: seu Filho Jesus.

O Papa concluiu sua meditação, convidando os fiéis presentes a seguirem o exemplo de Maria, levando, como ela, o que temos de mais precioso: Jesus e o seu Evangelho, mediante a palavra e o testemunho concreto da nossa ação. Enfim, partindo dos três aspectos do comportamento de Maria “escuta, decisão, ação” pronunciou a seguinte oração a Nossa Senhora:

“Maria, mulher da escuta, abri nossos ouvidos; fazei com que saibamos ouvir a Palavra do vosso Filho Jesus entre as tantas palavras deste mundo; fazei que saibamos perceber a realidade em que vivemos; ouvir as pessoas que encontramos, especialmente aquela pobre, necessitada, em dificuldade.Maria, mulher da decisão, iluminai as nossas mentes e os nossos corações, para que saibamos obedecer a Palavra do vosso Filho Jesus, sem hesitação; dai-nos a coragem de decidir, de não nos deixar arrastar pelos que tentam orientar a nossa vida.Maria, mulher da ação, fazei que as nossas mãos e os nossos pés se movam “depressa” em direção aos outros, para que possamos levar-lhes a caridade e o amor do vosso Filho Jesus; para levarmos, como vós, ao mundo a luz do Evangelho. Amém

Ao término da celebração mariana de conclusão do mês de maio, mês dedicado a Maria, Papa Francisco se despediu dos fiéis e a todos concedeu a sua Bênção Apostólica. (MT)

Radio Vaticano