23 de agosto de 2013,
Festa de São Lino, Papa,
e de Santa Rosa de Lima, primeira santa latino-americana
Excelentíssimos senhores bispos,
O Papa Francisco tem instigado os católicos a promoverem uma «cultura do encontro», que ele entende como contrária a esta cultura «eficientista» e «do descarte» que hoje está aí (cf. Homilia do Papa Francisco na Catedral de São Sebastião, Rio de Janeiro, Sábado, 27 de Julho de 2013). Para uma verdadeira cultura do encontro, diz o Papa, é mister anunciar com coragem a Fé Católica, com «a certeza humilde e feliz de quem foi encontrado, alcançado e transformado pela Verdade que é Cristo, e não pode deixar de anunciá-la» (cf. id. ibid.). Para a mais perfeita promoção dessa cultura, portanto, em obediência à Doutrina do Evangelho e com os olhos fitos em Cristo, Bom Pastor, queremos expôr aos senhores bispos as considerações a seguir.
Consideramos que a máxima “Ecclesia semper reformanda” recentemente lembrada pelo Papa Francisco tem muito a nos dizer, a nós católicos do Terceiro Milênio, e é por estrita fidelidade a este tão importante princípio que precisamos enfrentar corajosamente todas as tentações eclesiais modernas. Em particular, é urgente enfrentar a tentação de retrocedermos a modelos fracassados de Igreja que, no passado, tanto mal provocaram à Esposa de Cristo e a tantas almas pelas quais o Divino Redentor derramou o Seu Preciosíssimo Sangue.
Diante do novo horizonte eclesial que à nossa frente se nos descortina, julgamos da mais alta necessidade que não desperdicemos este tempo favorável que a Divina Providência nos concedeu com retrocessos teológicos e pastorais que, à semelhança do antigo inimigo do gênero humano, rondam as nossas Igrejas Particulares procurando a quem devorar. Temos a consciência de que uma verdadeira «cultura do encontro» deve conduzir os homens e mulheres de hoje a um encontro com Cristo, sem o qual todos os nossos esforços serão vãos e enganosos.
Confiantes nas palavras do Divino Salvador que mandou aos Seus Discípulos anunciarem “de cima dos telhados” a Boa Nova que Ele lhes confiara, nós queremos fazer chegar aos senhores bispos essas nossas reflexões, a fim de que o ar puro do Evangelho da Luz possa vencer os miasmas pestilentos das catacumbas onde velhas raposas que perderam o bonde da história conspiram contra a Igreja Santa de Deus.
1. O Ministério dos bispos à luz do Concílio Vaticano II
Os bispos, enquanto sucessores dos Apóstolos, detêm em união com o Romano Pontífice o «supremo e pleno poder sobre toda a Igreja» (Christus Dominus, 4). Nestes nossos tempos em que o relativismo cresce assustadoramente a ponto de um sem-número de homens e mulheres não serem capazes de encontrar nenhuma referência espiritual segura em meio a um mundo em constantes e céleres transformações, julgamos da mais alta importância que a Unidade da Igreja de Cristo resplandeça com tanto mais vigor e solidez quanto mais fluidos e caóticos forem os valores atualmente em voga.
Esta Unidade da Igreja se manifesta na união afetiva e efetiva de cada Igreja Particular com a Sé Apostólica, e de cada Bispo individual com o Bispo de Roma. A unidade da Igreja depende da unidade do Episcopado, e essa exigência é tão grande que não pode existir verdadeira Igreja Católica onde falte aquela comunhão com a Sé de Roma, princípio e fundamento da unidade. A esse respeito, o Concílio Vaticano II assim nos ensina: «para que o mesmo episcopado fosse uno e indiviso, [Cristo] colocou o bem-aventurado Pedro à frente dos outros Apóstolos e nele instituiu o princípio e fundamento perpétuo e visível da unidade de fé e comunhão» (Lumen Gentium, 18).
Observamos com apreensão uma certa tendência à alforria em algumas Igrejas Particulares, que imaginam ser condição necessária à realização da catolicidade da Igreja sacudir dos ombros o jugo do Romano Pontífice. Os que procedem dessa maneira, além de atentarem gravemente contra a Unidade da Igreja de Cristo, esquecem-se de que foi o próprio Cristo quem disse aos Apóstolos: «quem Vos ouve é a Mim que ouve, e quem Vos rejeita é a Mim que rejeita». Enganar-se-iam os purpurados que orgulhosamente pensassem que a gravidade dessas palavras pesa somente sobre os cristãos leigos e não sobre cada um deles igualmente. Afinal, antes de serem pastores pelo Sacramento da Ordem, são também e principalmente cristãos pelo Batismo, aos quais Cristo chama à obediência da Fé. Também os bispos devem encarnar o discipulado de Cristo, e nada mais estranho aos discípulos de Nosso Senhor do que a insurreição contra os fundamentos da Igreja de Deus. De fato, o bispo, «a quem é confiada uma igreja particular, apascenta em nome do Senhor as suas ovelhas, sob a autoridade do Sumo Pontífice» (CD, 11) e jamais à revelia desta autoridade suprema.
Ao invés, portanto, de perderem tempo com semelhantes quimeras, que sejam os bispos verdadeiros discípulos para, obedientes Àquele que Se fez obediente até a morte, aprenderem d’Ele que é manso e humilde de coração. E, em obediência ao Concílio Vaticano II, esforcem-se por serem missionários zelosos pela pureza da Fé do povo a eles confiados, segundo o que ensina o já citado decreto Christus Dominus: que se interessem «particularmente por aquelas regiões em que não foi ainda anunciada a palavra de Deus ou em que, sobretudo por causa da escassez de sacerdotes, os fiéis correm perigo de se afastarem da prática dos mandamentos e até de perderem a fé» (CD 6). A prática dos mandamentos inclui a submissão filial devida às autoridades da Igreja, da qual nem mesmo os próprios bispos estão dispensados. Sejam, portanto, eles próprios os primeiros a darem este testemunho profético tão necessário no mundo de hoje.
2. A colegialidade necessária no século XXI
O Primado do Bispo de Roma é instituição de direito divino; a este respeito, quis o Vaticano II propôr novamente à crença dos fiéis esta santa «doutrina sobre a instituição perpétua, alcance e natureza do sagrado primado do Pontífice romano e do seu magistério infalível» (LG 18).
O Colégio dos Bispos, como aquele Colégio Apostólico original, só existe verdadeiramente em estreita união com o fundamento da unidade da Igreja: São Pedro e seus sucessores. Ainda sobre este assunto, quis o Concílio expressar-se deste modo claro e inequívoco: «o colégio ou corpo episcopal não tem autoridade a não ser em união com o Romano Pontífice, sucessor de Pedro» (LG 22). Queiram, assim, os bispos, em obediência ao Concílio Vaticano II, esforçarem-se por fomentar esta sagrada «união com o Romano Pontífice» da qual depende em absoluto a autoridade episcopal que eles detêm. Mais uma vez, sejam os bispos generosos em darem constantes e efetivas mostras da sua submissão ao Bispo de Roma, afastando mesmo toda aparência de uma “colegialidade” entendida como independente ou mesmo contrária aos interesses da Sé Apostólica.
Conscientes de que somos aquelas «pedras vivas» das quais é constituída a Igreja de Deus, temos a íntima convicção de que a necessária renovação da Igreja passa necessariamente pela renovação das almas individuais. Não existem “estruturas eclesiásticas” passíveis de serem reformadas sem a conversão do coração dos membros da Igreja – não só leigos, mas também bispos – no sentido de obedecerem cada vez mais perfeitamente aos ditames do Divino Mestre, principalmente àqueles que são mais contrários ao espírito dos tempos. E entre os aspectos da vida eclesial que hoje mais necessitam de um retorno às origens do Cristianismo, parece-nos urgente a redescoberta e vivência daquele antigo adágio dos Santos Padres: «ubi Petrus ibi Ecclesia».
Que se esforcem, portanto, os bispos para exercerem responsavelmente a sua colegialidade, exercendo o poder que lhes compete por direito divino «juntamente com o Romano Pontífice, sua cabeça, e nunca sem a cabeça» (CD 4), pois só dessa maneira se dará a tão almejada e necessária renovação da Igreja Católica.
3. O cinquentenário do Concílio Vaticano II
O Papa Francisco nos ensinou recentemente que o Vaticano II «foi um Concílio sobre a fé, por nos ter convidado a repor, no centro da nossa vida eclesial e pessoal, o primado de Deus em Cristo» (Lumen Fidei, 6). A fim de aproveitar a celebração do cinquentenário do Vaticano II para fomentar a frutuosa redescoberta dos tesouros que este Concílio legou à Igreja, gostaríamos de propôr aos senhores bispos três pontos conciliares que, em nossa opinião, precisam ser mais generosamente aplicados em nossas Igrejas Particulares.
Primeiro, sobre a Fé, que o Concílio «fez brilhar (…) no âmbito da experiência humana» (LF 6), gostaríamos de recordar, segundo as linhas mestras do Concílio, que «ao inculcar expressamente a necessidade da fé e do Baptismo (cfr. Mc. 16,16; Jo. 3,15), [Cristo] confirmou simultaneamente a necessidade da Igreja, para a qual os homens entram pela porta do Baptismo» (LG 14). De acordo com esta importante Constituição Dogmática, assim, Fé e comunhão eclesial não são duas realidades antagônicas ou mesmo independentes entre si, mas muito pelo contrário: é da absoluta necessidade da Fé «sem a qual é impossível agradar a Deus» que decorre a necessidade de se pertencer à Igreja de Cristo, «necessária para a salvação» (LG 14).
Que se esforcem, portanto, os bispos para anunciar o Evangelho da Verdade, conscientes de que alargar as fronteiras da Fé equivale a alargar os limites da Igreja Católica e Apostólica e, simultaneamente, colocar-se fora da comunhão com esta Igreja é o mesmo que atraiçoar a Fé que Cristo nos legou, pois «a unidade da fé é a unidade da Igreja» (LF 48). A este respeito, são muito incisivas as recentes palavras do Papa Francisco em sua já citada primeira carta encíclica: segundo ele nos ensina, a Fé «tem uma forma necessariamente eclesial, é professada partindo do corpo de Cristo, como comunhão concreta dos crentes» (LF 22); e ainda, «danificar a fé significa danificar a comunhão com o Senhor» (LF 48). Que tenham portanto os bispos sempre a firme consciência de que só é possível confessar a Fé em Cristo em comunhão com a Igreja Católica, e que anunciar a Fé é simultaneamente convidar o ouvinte a tornar-se «participante do caminho da Igreja, peregrina na história rumo à perfeição» (LF 22).
Segundo, sobre a Liturgia, «que edifica os que estão na Igreja em templo santo no Senhor, (…) [que] robustece de modo admirável as suas energias para pregar Cristo e mostra a Igreja aos que estão fora, como sinal erguido entre as nações, para reunir à sua sombra os filhos de Deus dispersos, até que haja um só rebanho e um só pastor» (Sacrosantum Concilium, 2), queremos meditar nessas palavras proféticas do Concílio: a Liturgia deve ser um «sinal erguido entre as nações» pela Santa Igreja, a fim de «reunir à sua sombra os filhos de Deus dispersos».
A Sagrada Liturgia, assim, transcende as comunidades individuais onde ela se realiza, pois contém em si o papel de ser um sinal entre as nações, convidando os que não crêem a se reunirem à sombra da Igreja de Cristo. Por esta razão, a catolicidade da Liturgia rejeita todos os particularismos aos quais por vezes as Igrejas Particulares são tentadas a reduzi-la. O nexo entre Liturgia e Fé – expresso no conhecido adágio «lex orandi, lex credendi» – deve resplandecer em cada celebração da Eucaristia, a fim de que ela seja «também abundante fonte de instrução para o povo fiel» (SC 33).
É com profunda consternação que encontramos não raras vezes celebrações eucarísticas totalmente desfiguradas por elementos estranhos à tradição litúrgica da Igreja, a ponto de sua identidade católica tornar-se irreconhecível sob uma profusão de símbolos que nada dizem a respeito da Fé. A este respeito, recordamos aquele (tão atual) lamento do Bem-Aventurado João Paulo II: «Como não manifestar profunda mágoa por tudo isto? A Eucaristia é um dom demasiado grande para suportar ambiguidades e reduções» (Ecclesia de Eucharistia, 10).
Que os bispos velem para que as celebrações eucarísticas em suas Igrejas Particulares façam sempre refulgir a Fé Católica e a comunhão com a Igreja Universal, sem as quais a Liturgia perde a sua razão de ser. Sejam solícitos em atender aquele «veemente apelo» do Papa João Paulo II «para que as normas litúrgicas sejam observadas, com grande fidelidade, na celebração eucarística» (EE, 52), pois este mistério «é demasiado grande para que alguém possa permitir-se de tratá-lo a seu livre arbítrio, não respeitando o seu carácter sagrado nem a sua dimensão universal» (id. ibid.).
Por fim, em terceiro lugar, sobre o papel dos leigos, queremos recordar que é sua «vocação própria (…) procurar o Reino de Deus tratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus» (LG 31). Queremos, destarte, suplicar aos senhores bispos que não os queiram transformar em sucedâneos de sacerdotes, consumindo assim os seus esforços em um papel que não lhes compete realizar. Pois a maneira própria do leigo santificar o mundo não é assumindo papéis na Sagrada Liturgia ou tratando de assuntos da burocracia eclesiástica, mas sim realizando em Deus «os seus trabalhos, orações e empreendimentos apostólicos, a vida conjugal e familiar, o trabalho de cada dia, o descanso do espírito e do corpo» (LG 34).
Sejam, assim, os bispos diligentes em fomentar o apostolado dos leigos não «ad intra», mas «ad extra»: que eles não sejam somente cristãos de paróquia, mas que possam espalhar o bom odor de Cristo em meio à sociedade, pois o Vaticano II nos ensina que «devem os leigos sanear as estruturas e condições do mundo, se elas porventura propendem a levar ao pecado, de tal modo que todas se conformem às normas da justiça e antes ajudem ao exercício das virtudes do que o estorvem» (LG 36). Desta maneira, «o campo, isto é, o mundo ficará mais preparado para a semente da palavra divina e abrir-se-ão à Igreja mais amplamente as portas para introduzir no mundo a mensagem da paz» (id. ibid.). A importância deste trabalho é demasiado grande para ser obscurecida por concepções equivocadas do que significa ser católico no mundo atual. Que os bispos, constituídos por Deus para cuidar do povo fiel a eles confiado, sejam sempre solícitos em ajudar os leigos a encontrarem o seu lugar na Igreja, que absolutamente não se confunde com aquele dos ministros ordenados.
Queiram estas considerações provocar nos senhores bispos uma reflexão sobre os desafios que a Igreja Católica enfrenta no Brasil no século XXI. Fazemos votos de que elas possam contribuir para aquela sadia renovação da Igreja recentemente pedida pelo Papa Francisco, e da qual a nossa pátria tem particular necessidade nos dias de hoje. E suplicamos à Bem-Aventurada Virgem Maria Aparecida, Mãe de Deus e da Igreja, que possa iluminar sempre o episcopado brasileiro, para a glória do Seu Filho e para o bem das almas das quais Ela é Rainha e Senhora.(Grifos meus)
- Jorge Ferraz, leigo católico
Fonte: Deus lo Vult
A Doutrina Católica, a vida dos Santos, o Itinerário Espiritual do Cristão, me fascinam. Leio tudo incansavelmente e trago para o Blog. Que ele sirva de formação para perseverarmos na verdade da fé, defendendo-nos contra as astúcias do inimigo, para a Glória de Nosso Senhor.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Pedido de oração pelos cristãos do Egito
Ícone de Cristo queimado no Egito
Pedido de oração pelos cristãos do Egito pelo Círculo Shahbaz Bhatti
“Caríssimos irmãos,
Como pôde ser dolorosamente visto nesta semana, nós cristãos, sofremos uma enorme perda. Com os ataques a igrejas, prédios e casas de nossos irmãos no Egito. Assim o círculo Shahbaz Bhatti manifesta seus sentimentos a todos aqueles que sofreram perdas relacionadas a este desastre.
As perseguições não são novidades para os que seguem a Jesus e sabemos que esta perseguição também não será a última. Contudo com as perseguições vieram junto grandes santos, que deixaram seu legado de sabedoria, exemplo, coragem e confiança na Providência de Deus. Disse-nos o próprio Cristo: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá.” (Jo: 11,25) e nossos irmãos, as centenas deles que partiram nesta onda de incidentes, junto com todos aqueles que sofrem com o ocorrido, não serão esquecidos pela Infinita Misericórdia.
Em horas como estas é muito importante que, assim como quando um membro é machucado e nosso corpo trabalha pela recuperação deste, nós, membros do Corpo Místico de Cristo, nos esforcemos e dediquemos por aqueles que sofrem. Pedimos que nos dediquemos a orações, particulares ou em grupo, pela alma dos falecidos nestes ataques, que estas possam subir aos Céus e pelas famílias que sofrem com a perda, que sejam acalentadas e acalmadas pela intercessão de Nossa Senhora Rainha da Paz.
Igualmente, aproveitando que celebramos nesta semana Nossa Senhora Rainha (22 de agosto), pedimos que os membros e amigos da Militia Sanctae Mariae do Brasil elevem a Deus suas preces para que, pela Rainha da Paz, possa-se trazer paz ao Egito e protejam-se os cristãos, não sem antes Deus, em sua misericórdia e amor, dar-lhes a intrepidez de viverem a fé com destemor e alegria.
Bruno Alex Farias
Freire d´armas”
Círculo Shahbaz Bhatti de Apoio aos Cristãos Perseguidos.
Fonte -
| Militia Sanctae Mariae - Cavaleiros de Santa Maria Brasil |
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Quarentena de São Miguel Arcanjo
Esta quaresma deve ser rezada, diariamente, entre os dias 15 de agosto e 29 de setembro, dia da Festa de São Miguel.
Providencie um altar para São Miguel com uma imagem ou uma estampa. Todos os dias:
- Acender uma vela benta;
- Oferecer uma penitência;
- Fazer o sinal-da-cruz;
- Rezar a oração inicial;
- Rezar a ladainha de São Miguel.
Oração inicial:- Oferecer uma penitência;
- Fazer o sinal-da-cruz;
- Rezar a oração inicial;
- Rezar a ladainha de São Miguel.
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso refúgio contra a maldade e as ciladas do demônio! Ordene-lhe, Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pela
virtude divina, precipitai ao inferno satanás e todos os espíritos malignos que andam pelo mundo
para perder as almas. Amém.
Sacratíssimo Coração de Jesus! (três vezes)
Ladainha de São Miguel Arcanjo
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai Celeste que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho Redentor do mundo que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Santa Maria, Rainha dos anjos, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
São Miguel, cheio de graça de Deus.
São Miguel, perfeito adorador do verbo divino.
São Miguel, coroado de honra e de glória.
São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor.
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade.
São Miguel, guardião do paraíso.
São Miguel, guia e consolador do povo insraelita.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante.
São Miguel, luz dos anjos.
São Miguel, baluarte da verdadeira fé.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz.
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida.
São Miguel, socorro muito certo.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades.
São Miguel, mensageiro da sentença eterna.
São Miguel, consolador das almas do purgatório, vós a quem o Senhor incumbiu de receber as
almas depois da morte.
São Miguel, nosso príncipe.
São Miguel, nosso advogado.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós, Senhor.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Rogai por nós glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Jesus Cristo.
Para que sejamos dignos das Suas promessas.
Amém.
Oremos:
Senhor Jesus Cristo, santificai-nos por uma benção sempre nova e concedei-nos, por intercessão de
São Miguel, a sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas no Céu e a trocar os bens do tempo
presente pelos bens eternos. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.
Consagração a São Miguel
Ó Príncipe nobilíssimo dos anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do
Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os anjos justos, meu diletíssimo
Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje
me consagro me dou e me ofereço, e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me
pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção.
É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração. Recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para receber a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e, com a vossa arma poderosa, lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu.
São Miguel Arcanjo, defendei-no no combate para que não pereçamos no supremo Juízo.
Amém.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Missa em Aparecida - Papa Francisco
Venerados irmãos no episcopado e no sacerdócio,
Queridos irmãos e irmãs!
Quanta alegria me dá vir à casa da Mãe de cada brasileiro, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida. No dia seguinte à minha eleição como Bispo de Roma fui visitar a Basílica de Santa Maria Maior, para confiar a Nossa Senhora o meu ministério de Sucessor de Pedro. Hoje, eu quis vir aqui para suplicar à Maria, nossa Mãe, o bom êxito da Jornada Mundial da Juventude e colocar aos seus pés a vida do povo latino-americano.
Queria dizer-lhes, primeiramente, uma coisa. Neste Santuário, seis anos atrás, quando aqui se realizou a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, pude dar-me conta pessoalmente de um fato belíssimo: ver como os Bispos – que trabalharam sobre o tema do encontro com Cristo, discipulado e missão – eram animados, acompanhados e, em certo sentido, inspirados pelos milhares de peregrinos que vinham diariamente confiar a sua vida a Nossa Senhora: aquela Conferência foi um grande momento de vida de Igreja. E, de fato, pode-se dizer que o Documento de Aparecida nasceu justamente deste encontro entre os trabalhos dos Pastores e a fé simples dos romeiros, sob a proteção maternal de Maria. A Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: “Mostrai-nos Jesus”. É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. E, por isso, a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria.
Assim, de cara à Jornada Mundial da Juventude que me trouxe até o Brasil, também eu venho hoje bater à porta da casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um País e de um mundo mais justo, solidário e fraterno. Para tal, gostaria de chamar à atenção para três simples posturas: Conservar a esperança; deixar-se surpreender por Deus; viver na alegria.
1. Conservar a esperança. A segunda leitura da Missa apresenta uma cena dramática: uma mulher – figura de Maria e da Igreja – sendo perseguida por um Dragão – o diabo – que quer lhe devorar o filho. A cena, porém, não é de morte, mas de vida, porque Deus intervém e coloca o filho a salvo (cfr. Ap 12,13a.15-16a). Quantas dificuldades na vida de cada um, no nosso povo, nas nossas comunidades, mas, por maiores que possam parecer, Deus nunca deixa que sejamos submergidos.
Frente ao desânimo que poderia aparecer na vida, em quem trabalha na evangelização ou em quem se esforça por viver a fé como pai e mãe de família, quero dizer com força: Tenham sempre no coração esta certeza! Deus caminha a seu lado, nunca lhes deixa desamparados! Nunca percamos a esperança! Nunca deixemos que ela se apague nos nossos corações! O “dragão”, o mal, faz-se presente na nossa história, mas ele não é o mais forte. Deus é o mais forte, e Deus é a nossa esperança! É verdade que hoje, mais ou menos todas as pessoas, e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer.
Frequentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, destes ídolos passageiros. Queridos irmãos e irmãs, sejamos luzeiros de esperança! Tenhamos uma visão positiva sobre a realidade.
Encorajemos a generosidade que caracteriza os jovens, acompanhando-lhes no processo de se tornarem protagonistas da construção de um mundo melhor: eles são um motor potente para a Igreja e para a sociedade. Eles não precisam só de coisas, precisam sobretudo que lhes sejam propostos aqueles valores imateriais que são o coração espiritual de um povo, a memória de um povo. Neste Santuário, que faz parte da memória do Brasil, podemos quase que apalpá-los: espiritualidade, generosidade, solidariedade, perseverança, fraternidade, alegria; trata-se de valores que encontram a sua raiz mais profunda na fé cristã.
2. A segunda postura: Deixar-se surpreender por Deus. Quem é homem e mulher de esperança – a grande esperança que a fé nos dá – sabe que, mesmo em meio às dificuldades, Deus atua e nos surpreende. A história deste Santuário serve de exemplo: três pescadores, depois de um dia sem conseguir apanhar peixes, nas águas do Rio Parnaíba, encontram algo inesperado: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Quem poderia imaginar que o lugar de uma pesca infrutífera, tornar-se-ia o lugar onde todos os brasileiros podem se sentir filhos de uma mesma Mãe? Deus sempre surpreende, como o vinho novo, no Evangelho que ouvimos. Deus sempre nos reserva o melhor. Mas pede que nos deixemos surpreender pelo seu amor, que acolhamos as suas surpresas. Confiemos em Deus! Longe d’Ele, o vinho da alegria, o vinho da esperança, se esgota. Se nos aproximamos d’Ele, se permanecemos com Ele, aquilo que parece água fria, aquilo que é dificuldade, aquilo que é pecado, se transforma em vinho novo de amizade com Ele.
3. A terceira postura: Viver na alegria. Queridos amigos, se caminhamos na esperança, deixando-nos surpreender pelo vinho novo que Jesus nos oferece, há alegria no nosso coração e não podemos deixar de ser testemunhas dessa alegria. O cristão é alegre, nunca está triste. Deus nos acompanha. Temos uma Mãe que sempre intercede pela vida dos seus filhos, por nós, como a rainha Ester na primeira leitura (cf. Est 5, 3). Jesus nos mostrou que a face de Deus é a de um Pai que nos ama. O pecado e a morte foram derrotados. O cristão não pode ser pessimista! Não pode ter uma cara de quem parece num constante estado de luto. Se estivermos verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso coração se “incendiará” de tal alegria que contagiará quem estiver ao nosso lado. Como dizia Bento XVI: «O discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro” (Discurso inaugural da Conferência de Aparecida [13 de maio de 2007]: Insegnamenti III/1 [2007], 861).
Queridos amigos, viemos bater à porta da casa de Maria. Ela abriu-nos, fez-nos entrar e nos aponta o seu Filho. Agora Ela nos pede: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2,5). Sim, Mãe nossa, nos comprometemos a fazer o que Jesus nos disser! E o faremos com esperança, confiantes nas surpresas de Deus e cheios de alegria. Assim seja.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Oração pela Vida
V. Vós formastes as entranhas do meu corpo e me criastes no seio de minha mãe.
R. Eu Vos dou graças por me haverdes feito tão maravilhosamente.
Pai Nosso
V. Desde o seio materno sois o meu Deus.
R. Desde o ventre materno sois o meu protector. Em Vós está a minha esperança.
Ave Maria
V. Não morrerei, mas hei-de viver.
R. Para anunciar as obras do Senhor.
Glória
Oração: Pai Santo, Amor Criador, Senhor da vida, Deus providente e todo-poderoso: desde toda a eternidade quisestes o ser e a vida de cada um de nós, e enviastes o vosso Filho ao mundo a fim de que tenhamos a Vida e a tenhamos em abundância. Dai-nos o vosso Espírito vivificante para que, sempre, em qualquer circunstância e sem excepção alguma, defendamos, amemos e sirvamos a vida, dignidade, direitos e integridade de cada ser humano ― desejado ou imprevisto, são ou enfermo, escorreito ou deficiente ― desde o momento da sua concepção, ou fase unicelular, e em todas as fases da sua existência até à morte natural, e, indo, assim, ao vosso encontro, alcancemos a felicidade eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Ámen.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Padre Paulo Ricardo - Comissão de Direitos Humanos
"Não somos vaquinhas de presépio, mas uma militância sólida, cristã e conservadora, porque queremos conservar o patrimônio cristão deste país".
Foram com essas palavras que o Padre Paulo Ricardo finalizou sua participação na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, na tarde de hoje, 10 de julho. A mensagem soa como um recado à Presidente Dilma Rousseff e a todos os parlamentares do Brasil que foram eleitos para representar o povo e não os interesses de fundações estrangeiras. Pelo direito à vida e pela soberania brasileira dizemos NÃO ao Projeto de Lei 03/2013 e a toda cultura da morte que circula neste país. Assista à gravação e manifeste-se você também.
Foram com essas palavras que o Padre Paulo Ricardo finalizou sua participação na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, na tarde de hoje, 10 de julho. A mensagem soa como um recado à Presidente Dilma Rousseff e a todos os parlamentares do Brasil que foram eleitos para representar o povo e não os interesses de fundações estrangeiras. Pelo direito à vida e pela soberania brasileira dizemos NÃO ao Projeto de Lei 03/2013 e a toda cultura da morte que circula neste país. Assista à gravação e manifeste-se você também.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Papa Francisco e São Miguel Arcanjo
Hoje, nos Jardins do Vaticano, próximo ao Palazzo del Governatorato, ocorreu, na presença do Papa Francisco, a inauguração de um novo monumento a São Miguel Arcanjo e a consagração do Estado da Cidade do Vaticano a São José e a São Miguel Arcanjo. Pouco antes do início da cerimônia, havia chegado ao local o Papa Emérito, Bento XVI, convidado pelo Papa Francisco.
Papa Francisco afirmou, que a consagração a São Miguel era “uma iniciativa já planejada há tempos, com a aprovação do Papa Bento XVI”. E prosseguiu: “Miguel — que significa ‘Quem como Deus?’ — é o campeão do primado de Deus, de sua transcedência e poder. Miguel luta para reestabelecer a justiça divina; defende o Povo de Deus de seus inimigos e sobretudo do inimigo por excelência, o diabo”.
Rezemos:
São Miguel Arcanjo, defendei-nos neste combate, sede a nossa guarda contra as maldades e ciladas do demónio. Instante e humildemente vos pedimos que Deus sobre ele impere. E vós, Príncipe das Milícias Celestes, com esse poder divino, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perdição das almas. Amém.
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