terça-feira, 3 de setembro de 2013

Introdução ao Espírito da Liturgia

Joseph Ratzinger - Bento XVI

Parte II

A Partida de Israel:

Israel não parte para ser um povo como todos os outros povos; mas para servir a Deus.

A meta do Êxodo é a montanha  de Deus, ainda desconhecida e a finalidade: prestar serviço a Deus. Alguns poderiam pensar que o  acento posto no culto ao longo das negociações com o faraó  foi  de natureza tática.O verdadeiro e único  objetivo do êxodo não seria o culto, e sim a terra, que aliás, constitui o real objeto da promessa feita a Abraão. Não creio, diz Bento XVI -; ' que com isso se possa justificar a gravidade que se percebe nos textos. 

No fundo, diz ele, a contraposição de terra e culto não tem sentido: " a terra é ofertada  para ser um lugar de veneração do Deus verdadeiro. A mera posse da terra , a mera autonomia nacional fariam Israel descer ao nível dos outros povos. Essa finalidade levaria a ignorar a especificidade da eleição: A história  inteira dos juízes e dos Reis, mostra justamente que a terra como tal, vista em si mesma, permanece como um bem  indeterminado, que se torna bem autêntico,verdadeiro dom da promessa cumprida só se aí reinar Deus,  e se a terra  não existir como  uma espécie de estado independente, mas se for o espaço da obediência, onde se cumpre a vontade de Deus e, assim, se realiza a maneira correta da existência humana"

Vejamos a análise do texto bíblico:


Nela vemos a relação entre as duas finalidades do Êxodo. Após três dias, o Israel peregrino ainda não compreendeu que tipo de sacrifício Deus espera dele. Três meses depois, porém, " da saída  dos filhos de Israel da  terra do Egito, naquele dia chegaram ao deserto do Sinai" (Ex 19,1). No terceiro dia, Deus desce no cume da montanha (19,16.20). Deus fala ao povo, manifesta a sua vontade nas dez santas palavras (20,1-17), e sela com Moisés a aliança (Ex 24), que se concretiza 'numa forma de culto minuciosamente regulamentado'.


Israel aprende então, a adorar a Deus do modo desejado por Ele. E dessa adoração  faz parte o culto, a liturgia em sentido restrito, mas exige viver segundo a vontade de Deus, que é uma parte imprescindível na verdadeira adoração. E o culto serve, portanto, para oferecer o olhar à Deus e assim dar a vida, que se torna glória para Deus.

***


Depois retornamos para ver como Israel se constitui verdadeiro povo de Deus e como a Liturgia, o culto são peças chaves na história deste povo.


Leia aqui a Primeira parte do estudo.


Milagre de Bento?

Um menino de 19 anos nos EUA atribui sua recuperação repentina de um tumor no peito à imposição das mãos do Papa Bento XVI.




Um menino de 19 anos EUA atribui sua recuperação repentina de um tumor no peito à imposição das mãos do Papa Bento XVI. Peter Srisch tinha 17 anos quando ele foi diagnosticado com uma forma agressiva de câncer no peito. " Ele foi submetido a exame de raio- X, e este revelou um tumor do tamanho de uma bola de softball no peito ", diz sua mãe , Laura Srisch . " Foi diagnosticado como quarta etapa do linfoma não-Hodgkin . "

Ao tentar curá-lo , uma fundação do "Make a Wish " lhe permitiu realizar o seu sonho : "A primeira coisa que Peter disse - conta a mãe - foi: . Que eu gostaria de encontrar o Papa em Roma"

Peter foi a Roma e se encontrou com Bento XVI. "Quando eu falei com ele fiquei impressionado com a sua humanidade , foi uma experiência humilhante para mim ver como ele era humilde ." Bento ouviu Peter, que lhe falou do seu câncer, o Papa apoiou sua mão direita sobre o peito , exatamente no local do tumor. Peter afirmou que "O Papa não sabia onde o tumor estava localizado , mas ele colocou a mão ali mesmo. "

Um ano depois, Peter está curado completamente , é um estudante do segundo ano na faculdade e espera se tornar um padre.

Fonte AQUI

O Apóstolo Paulo e o Bolsa Família




"Com muita frequência ouço na faculdade os professores dizendo que a Bíblia Sagrada ampara as intenções Petista/Socialista baseado no texto do Livro de Atos dos Apóstolos capítulo 4, versículos 32,34 e 35: “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha.”

Não se pode refutar que tal comportamento de fato é honroso e a igreja hodierna tem muito a aprender com o desprendimento material que os cristãos primitivos bem expressavam nas suas atitudes nos ensinando sobre a brevidade e a vaidade do materialismo.

Porém, esse texto nada mais é do que um ensino para socorrer nossos irmãos que de fato tenham uma necessidade. Detalhe, as pessoas que traziam seus bens para administração dos apóstolos não eram obrigadas ou forçadas a tomar essas decisões, mas voluntariamente faziam isso e de bom grado traziam seus bens os quais eram distribuídos principalmente para as viúvas, os órfãos, à manutenção do templo e o sustento dos apóstolos que dedicavam seu tempo na oração e na pregação da palavra.

A Bíblia nos ajuda a entender que sempre que surgia uma crise ou um imprevisto no meio da família de Deus, o próprio Espírito Santo sensibilizava outras pessoas para serem generosas com seu próximo, deixando claro que isso não seria uma doutrina, mas uma atitude extraordinária conforme a situação exigia. Em outra ocasião, essa mesma cidade que recebera todos aqueles bens doados pelos fiéis, digo Jerusalém, estava enfrentando um período de crise, o que levou o Apóstolo Paulo a fazer uma campanha de donativos em outras cidades para mandar para aqueles irmãos necessitados. Deus permitiu isso para que uma boa parte dos cristãos se ausentassem de Jerusalém para propagar o evangelho pelo mundo afora.

As palavras do Apóstolo Paulo nos mostram que ele mesmo quando viajava para pregar o evangelho também tinha seu serviço secular que era fazer tendas e fazia de tudo para não ser pesado aos irmãos. Não que seja errado às pessoas que vivem para pregar o evangelho a serem assalariadas por suas ovelhas, porém o Apóstolo não queria se dar ao caso para um pretexto.

Entre muitos lugares que Paulo propagou o evangelho, ele havia implantado igrejas entre os Tessalonicenses e soube depois que partiu de lá, que havia alguns irmãos entre eles que estavam vivendo ociosamente e inspirado pelo Espírito Santo os escreveu dizendo: “Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também.Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs. A esses tais, porém, mandamos, e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão.” 2 Tessalonicenses 3:10-13.

Essa mesma repreensão cabe às pessoas que não trabalham e vivem na dependência do governo petista/socialista, alegando mil motivos para justificar os seus pecados, sua ociosidade e falta de coragem para lutar pela vida. E isso se torna um pecado mais sério aos que se dizem cristãos e já deveriam ter abandonado essa bolsa esmola, que os dão ao luxo de viver preguiçosamente esquecendo que a bíblia condena o pecado da preguiça: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio” (Provérbios 6:6).

Com muita prudência as palavras de Paulo foram ratificadas pela sábia jornalista Rachel Sheherazade: “Assistência, tem que ser provisória, se não vira dependência; se não gera parasitismo. Quem vive do bolsa família precisa subir a outro patamar. Ganhar profissionalização, conquistar o emprego, cuidar da própria vida. Um dia o poço pode secar. É preciso agora aprender a pescar.”

Veja bem que Paulo os exortou por nosso Senhor Jesus o qual também deixou claro nas suas palavras que ao homem ocioso até o que tem, lhe será tirado. Em Mateus 25.14-30, Ele nos conta uma parábola que um homem ia viajar e confiou seus bens a três pessoas; a uma deu 5 talentos, a outra 2 e à última apenas 1 talento. Só nessa divisão de talentos já vemos motivos para os petistas/marxistas acusarem Jesus. Aliás, isso é tudo que os marxistas sabem fazer. Colocam a culpa das suas misérias em alguém. Nunca assumem a sua própria falta de coragem, preguiça e omissão.

Após esse homem voltar para prestar contas com seus servos, o servo inútil, que com certeza era um petista/marxista começou a acusá-LO, para justificar sua falta de competência, por não ter granjeado novos talentos. Se Jesus fosse nosso contemporâneo, essas pessoas que sempre colocam a culpa em alguém, O chamaria de burguês explorador dos proletariados. Pois querem impor a todo custo esse regime composto de idiotas úteis nos países capitalistas e tem achado inúmeros adeptos, como bem mostra esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=I0Aq5SQrIEg

Por isso, a você jovem cristão, que ouve essas aberrações na faculdade todos os dias, digo: “Deus o colocou lá por um motivo: Erguer a bandeira do Evangelho de Cristo e esclarecer para o máximo de pessoas possíveis, o risco que nosso país está correndo. Se atualize, se informe. Clame por sua nação. Denuncie as intenções desse sistema.” 

“Pois temos professores que afirmam categoricamente que o regime de Cuba deu certo. Temos professores que idolatram Karl Marx e o tem como salvador da pátria. Temos professores que estão tão atolados no esquerdismo que dizem que o Mensalão nunca existiu e toda essa denúncia da mídia não comprada contra o PT é pura perseguição de imprensa.”

Quero concluir com uma parábola profética que tem tudo a ver com esse contexto. “Dizem que em uma terra longínqua, havia uma vila com dezenas de pessoas e uma vaquinha que produzia leite como alimento para as crianças e os adultos era a principal fonte de renda. Porém essa vila não crescia e nem progredia. E foi convidado para visitar essa vila um mestre para detectar o problema e apresentar a solução. Ao ver essa situação, o mestre jogou aquela vaquinha numa ribanceira o que foi questionado por todos. Sem dar nenhuma explicação e debaixo xingos, aquele mestre foi expulso dali. Porém, depois de muitos anos aquele mestre voltou àquele lugar e encontrou um povo próspero, com dispensas fartas e plantações em abundância. Como já não se lembravam do mestre, ele perguntou o segredo do sucesso que aquela vila havia experimentado. Os relatos foram unânimes: ‘Há muito tempo, veio um homem neste lugar e matou nossa vaquinha que era nossa única fonte de renda. Depois disso choramos e nos lamentamos muito, mas entendemos com muita dor que tínhamos que reagir e lutar por nossa vida e sustentação e hoje entendemos que tudo que aquele mestre nos fez foi uma grande dádiva que a princípio nos causou uma grande dor’. Aquele mestre sorriu e entendeu que mais uma vez sua intervenção foi útil.”

Autor: Jean César, Policial Militar do Estado de RO, Concluinte do Curso de Teologia Nível Médio (Eetad) e Acadêmico do Curso de Direito na Ulbra de Ji-Paraná, RO.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Introdução ao Espírito da Liturgia

Joseph Ratzinger - Bento XVI



Diz: " Se este livro puder servir de estímulo para algo como um " movimento litúrgico", um movimento para a liturgia e sua correta celebração, exterior e interior, o intuito que me impeliu a este trabalho estará plenamente realizado" -

Peçamos a Deus que isto aconteça, para a Glória de Seu Nome e para o nosso bem.

Sobre a Essência da Liturgia:

O que entende por Liturgia?

Neste primeiro capítulo, Bento XVI cita  a ideia surgida na década de 1920, sobre a Liturgia ser comparada a um jogo,e que como todo jogo, possui regras próprias. Ele é dotado de sentido, "mas ao mesmo tempo livre, e exatamente por isso, possui em si algo de terapêutico, aliás, de liberatório, a partir do momento que nos faz sair do cotidiano e dos fins que o caracterizam, libertando-nos durante um certo período de tempo, de tudo aquilo que oprime nossa vida de trabalho. O jogo seria, por assim dizer, um outro mundo, um oásis de liberdade onde podemos, por um momento, deixar fluir livremente a existência, para neste momento de evasão do domínio do cotidiano, suportar seu jugo"

Mas tudo isso poderia ser usado em qualquer tipo de jogo e é por isso que devemos mencionar um outro aspecto nesta teoria do jogo que o fará se aproximar da essência da Liturgia: "Assim como toda brincadeira de criança parece, em inúmeros aspectos, uma espécie de antecipação da vida, um treinamento para aquilo que será a sua vida, sem, todavia, incluir todo seu peso e a sua seriedade. Do mesmo modo, a Liturgia lembra que todos nós, diante da verdadeira vida, que desejamos alcançar, somos no fundo como crianças, ou que deveríamos se-lo; a liturgia, então, seria uma forma completamente diferente de antecipação, de exercício preliminar: prelúdio da vida futura, da vida eterna, da qual Agostinho afirma que, ao contrário da vida presente, aquela não será feita de necessidades e obrigatoriedades, mas inteiramente da liberdade de oferecer e dar".

"A Liturgia seria, então, a redescoberta do nosso autentico ser criança dentro de nós, ela seria uma forma definida da esperança, que antecipa a verdadeira vida, que nos  introduz na vida autêntica - a da liberdade, da proximidade com Deus e da total abertura recíproca. Assim, ela exprime também na vida real cotidiana os sinais precursores da liberdade, que derrubam barreiras e deixam transparecer o céu na terra. Semelhante aplicação da teoria do jogo, eleva a liturgia bem acima da brincadeira em geral"

Nova abordagem a partir dos textos bíblicos: 

Na narração dos fatos que antecederam a saída do povo de Israel do Egito, bem como na dos vários episódios do Êxodo, duas diferentes finalidades emergem para esse evento extraordinário:

1 - Uma é a chegada à Terra prometida, onde Israel finalmente irá viver livre e independente na terra que é sua. Ao lado desta, surge uma outra finalidade: a ordem original que Deus dá ao faraó: " Deixa partir meu povo, para que me sirva no deserto!" (Ex 7,16) Esta expressão Deixa partir meu povo, para que me sirva" - se repete quatro vezes, ou seja, em todos os encontros do faraó com Moisés e Araão.

Depois de várias negociações a finalidade vai sendo, então, concretizada. O faraó aceita o compromisso, já que para ele a questão é a liberdade de culto - " Ide, oferecei sacrifícios ao vosso Deus, mas dentro do país" (Ex 8,21). Moisés fiel a ordem recebida, insiste em afirmar que para o culto é necessário o êxodo, já que o lugar estipulado é o deserto - "Havemos de ir ao deserto, a três dias de caminho, e ofereceremos (lá) sacrifícios ao Senhor, nosso Deus, conforme ele nos ordenou.”(Ex 8,27)

Depois das pragas faraó se mostra mais acessível, permite, então, que o culto se realize segundo a vontade da divindade, mas impo~em que só os homens saiam, e que todos os demais: mulheres, criança e animais fiquem no Egito. Desse modo, nos diz bento XVI: " pressupõe uma praxis cultual então usual, segundo a qual apenas os homens eram protagonistas ativos no culto"

Moisés não pode negociar a modalidade do culto com o faraó, nem pode subordinar o culto a compromissos políticos: " a forma do culto não é questão de concessão política; o culto possui a sua própria medida, e só pode ser regulado pela medida da revelação de Deus"

Por esta razão, também é recusada a terceira proposta de compromisso do faraó, o qual dessa vez, manifesta permissão para que mulheres e crianças também possam partir  e Moisés responde que precisa levar consigo também os animais, porque, " enquanto não chegarmos até o lugar marcado, não sabemos com que haveremos de servir a Javé" (Ex 10, 26)

Em todas as negociações não se fala em Terra prometida: o único objetivo do Êxodo parece ser a adoração, que só pode acontecer segundo a medida de Deus, e que, por essa razão, foge das regras do jogo do compromisso político.

Depois continuamos.

 Deus seja Louvado! 

Martírio de São João Batista, o precursor.

Hoje a Santa Igreja celebra o Martírio de São João Batista, o precursor.



João era primo de Jesus e foi quem melhor soube levar ao povo a palavra do Mestre. Jesus dedicou-lhe uma grande simpatia e respeito, como está escrito no evangelho de são Lucas: "Na verdade vos digo, dentre os nascidos de mulher, nenhum foi maior que João Batista".

João Batista foi o precursor do Messias. Foi ele que batizou Jesus no rio Jordão e preparou-lhe o caminho para a pregação entre o povo. Não teve medo e denunciou o adultério do rei Herodes Antipas, que vivia na imoralidade com sua cunhada Herodíades.

A ousadia do profeta despertou a ira do rei, que imediatamente mandou prendê-lo. João Batista permaneceu na prisão de Maqueronte, na margem oriental do mar Morto, por três meses. Até que, durante uma festa no palácio daquela cidade, a filha de Herodíades, Salomé, instigada pela ardilosa e perversa mãe, dançou para o rei e seus convidados. A bela moça era uma exímia dançarina e tinha a exuberância da juventude, o que proporcionou a todos um estonteante espetáculo.

No final, ainda entusiasmado, o rei Herodes disse que ela poderia pedir o que quisesse como pagamento, porque nada lhe seria negado. Por conselho da mãe, ela pediu a cabeça de João Batista numa bandeja. Assim, a palavra do rei foi mantida. Algum tempo depois, o carrasco trazia a cabeça do profeta em um prato, entregando-a para Salomé e para sua maldosa mãe.

O martírio por decapitação de são João Batista, que nos chegou narrado através do evangelho de são Marcos, ocorreu no dia 29 de agosto, um ano antes da Paixão de Jesus.

Fonte: Paulinhas
São João Batista, rogai por nós.
Pintura de Caravaggio.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Carta aos bispos

23 de agosto de 2013,
Festa de São Lino, Papa,
e de Santa Rosa de Lima,  primeira santa latino-americana

Excelentíssimos senhores bispos,

O Papa Francisco tem instigado os católicos a promoverem uma «cultura do encontro», que ele entende como contrária a esta cultura «eficientista» e «do descarte» que hoje está aí (cf. Homilia do Papa Francisco na Catedral de São Sebastião, Rio de Janeiro, Sábado, 27 de Julho de 2013). Para uma verdadeira cultura do encontro, diz o Papa, é mister anunciar com coragem a Fé Católica, com «a certeza humilde e feliz de quem foi encontrado, alcançado e transformado pela Verdade que é Cristo, e não pode deixar de anunciá-la» (cf. id. ibid.). Para a mais perfeita promoção dessa cultura, portanto, em obediência à Doutrina do Evangelho e com os olhos fitos em Cristo, Bom Pastor, queremos expôr aos senhores bispos as considerações a seguir.

Consideramos que a máxima “Ecclesia semper reformanda” recentemente lembrada pelo Papa Francisco tem muito a nos dizer, a nós católicos do Terceiro Milênio, e é por estrita fidelidade a este tão importante princípio que precisamos enfrentar corajosamente todas as tentações eclesiais modernas. Em particular, é urgente enfrentar a tentação de retrocedermos a modelos fracassados de Igreja que, no passado, tanto mal provocaram à Esposa de Cristo e a tantas almas pelas quais o Divino Redentor derramou o Seu Preciosíssimo Sangue.

Diante do novo horizonte eclesial que à nossa frente se nos descortina, julgamos da mais alta necessidade que não desperdicemos este tempo favorável que a Divina Providência nos concedeu com retrocessos teológicos e pastorais que, à semelhança do antigo inimigo do gênero humano, rondam as nossas Igrejas Particulares procurando a quem devorar. Temos a consciência de que uma verdadeira «cultura do encontro» deve conduzir os homens e mulheres de hoje a um encontro com Cristo, sem o qual todos os nossos esforços serão vãos e enganosos.

Confiantes nas palavras do Divino Salvador que mandou aos Seus Discípulos anunciarem “de cima dos telhados” a Boa Nova que Ele lhes confiara, nós queremos fazer chegar aos senhores bispos essas nossas reflexões, a fim de que o ar puro do Evangelho da Luz possa vencer os miasmas pestilentos das catacumbas onde velhas raposas que perderam o bonde da história conspiram contra a Igreja Santa de Deus.

1. O Ministério dos bispos à luz do Concílio Vaticano II

Os bispos, enquanto sucessores dos Apóstolos, detêm em união com o Romano Pontífice o «supremo e pleno poder sobre toda a Igreja» (Christus Dominus, 4). Nestes nossos tempos em que o relativismo cresce assustadoramente a ponto de um sem-número de homens e mulheres não serem capazes de encontrar nenhuma referência espiritual segura em meio a um mundo em constantes e céleres transformações, julgamos da mais alta importância que a Unidade da Igreja de Cristo resplandeça com tanto mais vigor e solidez quanto mais fluidos e caóticos forem os valores atualmente em voga.

Esta Unidade da Igreja se manifesta na união afetiva e efetiva de cada Igreja Particular com a Sé Apostólica, e de cada Bispo individual com o Bispo de Roma. A unidade da Igreja depende da unidade do Episcopado, e essa exigência é tão grande que não pode existir verdadeira Igreja Católica onde falte aquela comunhão com a Sé de Roma, princípio e fundamento da unidade. A esse respeito, o Concílio Vaticano II assim nos ensina: «para que o mesmo episcopado fosse uno e indiviso, [Cristo] colocou o bem-aventurado Pedro à frente dos outros Apóstolos e nele instituiu o princípio e fundamento perpétuo e visível da unidade de fé e comunhão» (Lumen Gentium, 18).

Observamos com apreensão uma certa tendência à alforria em algumas Igrejas Particulares, que imaginam ser condição necessária à realização da catolicidade da Igreja sacudir dos ombros o jugo do Romano Pontífice. Os que procedem dessa maneira, além de atentarem gravemente contra a Unidade da Igreja de Cristo, esquecem-se de que foi o próprio Cristo quem disse aos Apóstolos: «quem Vos ouve é a Mim que ouve, e quem Vos rejeita é a Mim que rejeita». Enganar-se-iam os purpurados que orgulhosamente pensassem que a gravidade dessas palavras pesa somente sobre os cristãos leigos e não sobre cada um deles igualmente. Afinal, antes de serem pastores pelo Sacramento da Ordem, são também e principalmente cristãos pelo Batismo, aos quais Cristo chama à obediência da Fé. Também os bispos devem encarnar o discipulado de Cristo, e nada mais estranho aos discípulos de Nosso Senhor do que a insurreição contra os fundamentos da Igreja de Deus. De fato, o bispo, «a quem é confiada uma igreja particular, apascenta em nome do Senhor as suas ovelhas, sob a autoridade do Sumo Pontífice» (CD, 11) e jamais à revelia desta autoridade suprema.

Ao invés, portanto, de perderem tempo com semelhantes quimeras, que sejam os bispos verdadeiros discípulos para, obedientes Àquele que Se fez obediente até a morte, aprenderem d’Ele que é manso e humilde de coração. E, em obediência ao Concílio Vaticano II, esforcem-se por serem missionários zelosos pela pureza da Fé do povo a eles confiados, segundo o que ensina o já citado decreto Christus Dominus: que se interessem «particularmente por aquelas regiões em que não foi ainda anunciada a palavra de Deus ou em que, sobretudo por causa da escassez de sacerdotes, os fiéis correm perigo de se afastarem da prática dos mandamentos e até de perderem a fé» (CD 6). A prática dos mandamentos inclui a submissão filial devida às autoridades da Igreja, da qual nem mesmo os próprios bispos estão dispensados. Sejam, portanto, eles próprios os primeiros a darem este testemunho profético tão necessário no mundo de hoje.

2. A colegialidade necessária no século XXI

O Primado do Bispo de Roma é instituição de direito divino; a este respeito, quis o Vaticano II propôr novamente à crença dos fiéis esta santa «doutrina sobre a instituição perpétua, alcance e natureza do sagrado primado do Pontífice romano e do seu magistério infalível» (LG 18).

O Colégio dos Bispos, como aquele Colégio Apostólico original, só existe verdadeiramente em estreita união com o fundamento da unidade da Igreja: São Pedro e seus sucessores. Ainda sobre este assunto, quis o Concílio expressar-se deste modo claro e inequívoco: «o colégio ou corpo episcopal não tem autoridade a não ser em união com o Romano Pontífice, sucessor de Pedro» (LG 22). Queiram, assim, os bispos, em obediência ao Concílio Vaticano II, esforçarem-se por fomentar esta sagrada «união com o Romano Pontífice» da qual depende em absoluto a autoridade episcopal que eles detêm. Mais uma vez, sejam os bispos generosos em darem constantes e efetivas mostras da sua submissão ao Bispo de Roma, afastando mesmo toda aparência de uma “colegialidade” entendida como independente ou mesmo contrária aos interesses da Sé Apostólica.

Conscientes de que somos aquelas «pedras vivas» das quais é constituída a Igreja de Deus, temos a íntima convicção de que a necessária renovação da Igreja passa necessariamente pela renovação das almas individuais. Não existem “estruturas eclesiásticas” passíveis de serem reformadas sem a conversão do coração dos membros da Igreja – não só leigos, mas também bispos – no sentido de obedecerem cada vez mais perfeitamente aos ditames do Divino Mestre, principalmente àqueles que são mais contrários ao espírito dos tempos. E entre os aspectos da vida eclesial que hoje mais necessitam de um retorno às origens do Cristianismo, parece-nos urgente a redescoberta e vivência daquele antigo adágio dos Santos Padres: «ubi Petrus ibi Ecclesia».

Que se esforcem, portanto, os bispos para exercerem responsavelmente a sua colegialidade, exercendo o poder que lhes compete por direito divino «juntamente com o Romano Pontífice, sua cabeça, e nunca sem a cabeça» (CD 4), pois só dessa maneira se dará a tão almejada e necessária renovação da Igreja Católica.

3. O cinquentenário do Concílio Vaticano II

O Papa Francisco nos ensinou recentemente que o Vaticano II «foi um Concílio sobre a fé, por nos ter convidado a repor, no centro da nossa vida eclesial e pessoal, o primado de Deus em Cristo» (Lumen Fidei, 6). A fim de aproveitar a celebração do cinquentenário do Vaticano II para fomentar a frutuosa redescoberta dos tesouros que este Concílio legou à Igreja, gostaríamos de propôr aos senhores bispos três pontos conciliares que, em nossa opinião, precisam ser mais generosamente aplicados em nossas Igrejas Particulares.

Primeiro, sobre a Fé, que o Concílio «fez brilhar (…) no âmbito da experiência humana» (LF 6), gostaríamos de recordar, segundo as linhas mestras do Concílio, que «ao inculcar expressamente a necessidade da fé e do Baptismo (cfr. Mc. 16,16; Jo. 3,15), [Cristo] confirmou simultaneamente a necessidade da Igreja, para a qual os homens entram pela porta do Baptismo» (LG 14). De acordo com esta importante Constituição Dogmática, assim, Fé e comunhão eclesial não são duas realidades antagônicas ou mesmo independentes entre si, mas muito pelo contrário: é da absoluta necessidade da Fé «sem a qual é impossível agradar a Deus» que decorre a necessidade de se pertencer à Igreja de Cristo, «necessária para a salvação» (LG 14).

Que se esforcem, portanto, os bispos para anunciar o Evangelho da Verdade, conscientes de que alargar as fronteiras da Fé equivale a alargar os limites da Igreja Católica e Apostólica e, simultaneamente, colocar-se fora da comunhão com esta Igreja é o mesmo que atraiçoar a Fé que Cristo nos legou, pois «a unidade da fé é a unidade da Igreja» (LF 48). A este respeito, são muito incisivas as recentes palavras do Papa Francisco em sua já citada primeira carta encíclica: segundo ele nos ensina, a Fé «tem uma forma necessariamente eclesial, é professada partindo do corpo de Cristo, como comunhão concreta dos crentes» (LF 22); e ainda, «danificar a fé significa danificar a comunhão com o Senhor» (LF 48). Que tenham portanto os bispos sempre a firme consciência de que só é possível confessar a Fé em Cristo em comunhão com a Igreja Católica, e que anunciar a Fé é simultaneamente convidar o ouvinte a tornar-se «participante do caminho da Igreja, peregrina na história rumo à perfeição» (LF 22).

Segundo, sobre a Liturgia, «que edifica os que estão na Igreja em templo santo no Senhor, (…) [que] robustece de modo admirável as suas energias para pregar Cristo e mostra a Igreja aos que estão fora, como sinal erguido entre as nações, para reunir à sua sombra os filhos de Deus dispersos, até que haja um só rebanho e um só pastor» (Sacrosantum Concilium, 2), queremos meditar nessas palavras proféticas do Concílio: a Liturgia deve ser um «sinal erguido entre as nações» pela Santa Igreja, a fim de «reunir à sua sombra os filhos de Deus dispersos».

A Sagrada Liturgia, assim, transcende as comunidades individuais onde ela se realiza, pois contém em si o papel de ser um sinal entre as nações, convidando os que não crêem a se reunirem à sombra da Igreja de Cristo. Por esta razão, a catolicidade da Liturgia rejeita todos os particularismos aos quais por vezes as Igrejas Particulares são tentadas a reduzi-la. O nexo entre Liturgia e Fé – expresso no conhecido adágio «lex orandi, lex credendi» – deve resplandecer em cada celebração da Eucaristia, a fim de que ela seja «também abundante fonte de instrução para o povo fiel» (SC 33).

É com profunda consternação que encontramos não raras vezes celebrações eucarísticas totalmente desfiguradas por elementos estranhos à tradição litúrgica da Igreja, a ponto de sua identidade católica tornar-se irreconhecível sob uma profusão de símbolos que nada dizem a respeito da Fé. A este respeito, recordamos aquele (tão atual) lamento do Bem-Aventurado João Paulo II: «Como não manifestar profunda mágoa por tudo isto? A Eucaristia é um dom demasiado grande para suportar ambiguidades e reduções» (Ecclesia de Eucharistia, 10).

Que os bispos velem para que as celebrações eucarísticas em suas Igrejas Particulares façam sempre refulgir a Fé Católica e a comunhão com a Igreja Universal, sem as quais a Liturgia perde a sua razão de ser. Sejam solícitos em atender aquele «veemente apelo» do Papa João Paulo II «para que as normas litúrgicas sejam observadas, com grande fidelidade, na celebração eucarística» (EE, 52), pois este mistério «é demasiado grande para que alguém possa permitir-se de tratá-lo a seu livre arbítrio, não respeitando o seu carácter sagrado nem a sua dimensão universal» (id. ibid.).

Por fim, em terceiro lugar, sobre o papel dos leigos, queremos recordar que é sua «vocação própria (…) procurar o Reino de Deus tratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus» (LG 31). Queremos, destarte, suplicar aos senhores bispos que não os queiram transformar em sucedâneos de sacerdotes, consumindo assim os seus esforços em um papel que não lhes compete realizar. Pois a maneira própria do leigo santificar o mundo não é assumindo papéis na Sagrada Liturgia ou tratando de assuntos da burocracia eclesiástica, mas sim realizando em Deus «os seus trabalhos, orações e empreendimentos apostólicos, a vida conjugal e familiar, o trabalho de cada dia, o descanso do espírito e do corpo» (LG 34).

Sejam, assim, os bispos diligentes em fomentar o apostolado dos leigos não «ad intra», mas «ad extra»: que eles não sejam somente cristãos de paróquia, mas que possam espalhar o bom odor de Cristo em meio à sociedade, pois o Vaticano II nos ensina que «devem os leigos sanear as estruturas e condições do mundo, se elas porventura propendem a levar ao pecado, de tal modo que todas se conformem às normas da justiça e antes ajudem ao exercício das virtudes do que o estorvem» (LG 36). Desta maneira, «o campo, isto é, o mundo ficará mais preparado para a semente da palavra divina e abrir-se-ão à Igreja mais amplamente as portas para introduzir no mundo a mensagem da paz» (id. ibid.). A importância deste trabalho é demasiado grande para ser obscurecida por concepções equivocadas do que significa ser católico no mundo atual. Que os bispos, constituídos por Deus para cuidar do povo fiel a eles confiado, sejam sempre solícitos em ajudar os leigos a encontrarem o seu lugar na Igreja, que absolutamente não se confunde com aquele dos ministros ordenados.

Queiram estas considerações provocar nos senhores bispos uma reflexão sobre os desafios que a Igreja Católica enfrenta no Brasil no século XXI. Fazemos votos de que elas possam contribuir para aquela sadia renovação da Igreja recentemente pedida pelo Papa Francisco, e da qual a nossa pátria tem particular necessidade nos dias de hoje. E suplicamos à Bem-Aventurada Virgem Maria Aparecida, Mãe de Deus e da Igreja, que possa iluminar sempre o episcopado brasileiro, para a glória do Seu Filho e para o bem das almas das quais Ela é Rainha e Senhora.(Grifos meus)

- Jorge Ferraz, leigo católico

Fonte: Deus lo Vult

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Pedido de oração pelos cristãos do Egito


Ícone de Cristo queimado no Egito

Pedido de oração pelos cristãos do Egito pelo Círculo Shahbaz Bhatti

“Caríssimos irmãos,

 Como pôde ser dolorosamente visto nesta semana, nós cristãos, sofremos uma enorme perda. Com os ataques a igrejas, prédios e casas de nossos irmãos no Egito. Assim o círculo Shahbaz Bhatti manifesta seus sentimentos a todos aqueles que sofreram perdas relacionadas a este desastre.

As perseguições não são novidades para os que seguem a Jesus e sabemos que esta perseguição também não será a última. Contudo com as perseguições vieram junto grandes santos, que deixaram seu legado de sabedoria, exemplo, coragem e confiança na Providência de Deus. Disse-nos o próprio Cristo: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá.” (Jo: 11,25) e nossos irmãos, as centenas deles que partiram nesta onda de incidentes, junto com todos aqueles que sofrem com o ocorrido, não serão esquecidos pela Infinita Misericórdia.

Em horas como estas é muito importante que, assim como quando um membro é machucado e nosso corpo trabalha pela recuperação deste, nós, membros do Corpo Místico de Cristo, nos esforcemos e dediquemos por aqueles que sofrem. Pedimos que nos dediquemos a orações, particulares ou em grupo, pela alma dos falecidos nestes ataques, que estas possam subir aos Céus e pelas famílias que sofrem com a perda, que sejam acalentadas e acalmadas pela intercessão de Nossa Senhora Rainha da Paz.

Igualmente, aproveitando que celebramos nesta semana Nossa Senhora Rainha (22 de agosto), pedimos que os membros e amigos da Militia Sanctae Mariae do Brasil elevem a Deus suas preces para que, pela Rainha da Paz, possa-se trazer paz ao Egito e protejam-se os cristãos, não sem antes Deus, em sua misericórdia e amor, dar-lhes a intrepidez de viverem a fé com destemor e alegria.



Bruno Alex Farias

Freire d´armas”

 Círculo Shahbaz Bhatti de Apoio aos Cristãos Perseguidos.

Fonte -
Militia Sanctae Mariae - Cavaleiros de Santa Maria Brasil

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Quarentena de São Miguel Arcanjo


Esta quaresma deve ser rezada, diariamente, entre os dias 15 de agosto e 29 de setembro, dia da Festa de São Miguel.

Providencie um altar para São Miguel com uma imagem ou uma estampa. Todos os dias:
- Acender uma vela benta;
- Oferecer uma penitência;
- Fazer o sinal-da-cruz;
- Rezar a oração inicial;
- Rezar a ladainha de São Miguel.
Oração inicial:

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso refúgio contra a maldade e as ciladas do demônio! Ordene-lhe, Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pela
virtude divina, precipitai ao inferno satanás e todos os espíritos malignos que andam pelo mundo
para perder as almas. Amém.

Sacratíssimo Coração de Jesus! (três vezes)

Ladainha de São Miguel Arcanjo

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai Celeste que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho Redentor do mundo que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Santa Maria, Rainha dos anjos, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
São Miguel, cheio de graça de Deus.
São Miguel, perfeito adorador do verbo divino.
São Miguel, coroado de honra e de glória.
São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor.
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade.
São Miguel, guardião do paraíso.
São Miguel, guia e consolador do povo insraelita.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante.
São Miguel, luz dos anjos.
São Miguel, baluarte da verdadeira fé.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz.
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida.
São Miguel, socorro muito certo.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades.
São Miguel, mensageiro da sentença eterna.
São Miguel, consolador das almas do purgatório, vós a quem o Senhor incumbiu de receber as
almas depois da morte.
São Miguel, nosso príncipe.
São Miguel, nosso advogado.

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós, Senhor.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Rogai por nós glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Jesus Cristo.
Para que sejamos dignos das Suas promessas.
Amém.

Oremos:

Senhor Jesus Cristo, santificai-nos por uma benção sempre nova e concedei-nos, por intercessão de
São Miguel, a sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas no Céu e a trocar os bens do tempo
presente pelos bens eternos. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

Consagração a São Miguel

Ó Príncipe nobilíssimo dos anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do
Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os anjos justos, meu diletíssimo
Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje
me consagro me dou e me ofereço, e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me
pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção.

 É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração. Recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para receber a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e, com a vossa arma poderosa, lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu.
São Miguel Arcanjo, defendei-no no combate para que não pereçamos no supremo Juízo.

Amém.