quinta-feira, 22 de maio de 2014

A família e o Estado

Por Papa Leão XIII



"Entretanto, esses direitos, que são inatos a cada homem considerado isoladamente, apresentam-se mais rigorosos ainda, quando se consideram nas suas relações e na sua conexão com os deveres da vida doméstica. Ninguém põe em dúvida que, na escolha dum género de vida, seja lícito cada um seguir o conselho de Jesus Cristo sobre a virgindade, ou contrair um laço conjugal.

Nenhuma lei humana poderia apagar de qualquer forma o direito natural e primordial de todo o homem ao casamento, nem circunscrever o fim principal para que ele foi estabelecido desde a origem: «Crescei e multiplicai-vos». Eis, pois, a família, isto é, a sociedade doméstica, sociedade muito pequena certamente, mas real e anterior a toda a sociedade civil, à qual, desde logo, será forçosamente necessário atribuir certos direitos e certos deveres absolutamente independentes do Estado. Assim, este direito de propriedade que Nós, em nome da natureza, reivindicamos para o indivíduo, é preciso agora transferi-lo para o homem constituído chefe de família. Isto não basta: passando para a sociedade doméstica, este direito adquire aí tanto maior força quanto mais extensão lá recebe a pessoa humana.

A natureza não impõe somente ao pai de família o dever sagrado de alimentar e sustentar seus filhos; vai mais longe. Como os filhos reflectem a fisionomia de seu pai e são uma espécie de prolongamento da sua pessoa, a natureza inspira-lhe o cuidado do seu futuro e a criação dum património que os ajude a defender-se, na perigosa jornada da vida, contra todas as surpresas da má fortuna. Mas, esse património poderá ele criá-lo sem a aquisição e a posse de bens permanentes e produtivos que possam transmitir-lhes por via de herança?

Assim como a sociedade civil, a família, conforme atrás dissemos, é uma sociedade propriamente dita, com a sua autoridade e o seu governo paterno, é por isso que sempre indubitavelmente na esfera que lhe determina o seu fim imediato, ela goza, para a escolha e uso de tudo o que exigem a sua conservação e o exercício duma justa independência, de direitos pelo menos iguais aos da sociedade civil. Pelo menos iguais, dizemos Nós, porque a sociedade doméstica tem sobre a sociedade civil uma prioridade lógica e uma prioridade real, de que participam necessariamente os seus direitos e os seus deveres. E se os indivíduos e as famílias, entrando na sociedade, nela achassem, em vez de apoio, um obstáculo, em vez de protecção, uma diminuição dos seus direitos, dentro em pouco a sociedade seria mais para se evitar do que para se procurar.

Querer, pois, que o poder civil invada arbitrariamente o santuário da família, é um erro grave e funesto. Certamente, se existe algures uma família que se encontre numa situação desesperada, e que faça esforços vãos para sair dela, é justo que, em tais extremos, o poder público venha em seu auxílio, porque cada família é um membro da sociedade. Da mesma forma, se existe um lar doméstico que seja teatro de graves violações dos direitos mútuos, que o poder público intervenha para restituir a cada um os seus direitos. Não é isto usurpar as atribuições dos cidadãos, mas fortalecer os seus direitos, protegê-los e defendê-los como convém.

Todavia, a acção daqueles que presidem ao governo público não deve ir mais além; a natureza proíbe-lhes ultrapassar esses limites. A autoridade paterna não pode ser abolida, nem absorvida pelo Estado, porque ela tem uma origem comum com a vida humana. «Os filhos são alguma coisa de seu pai»; são de certa forma uma extensão da sua pessoa, e, para falar com justiça, não é imediatamente por si que eles se agregam e se incorporam na sociedade civil, mas por intermédio da sociedade doméstica em que nasceram. Porque os «filhos são naturalmente alguma coisa de seu pai... devem ficar sob a tutela dos pais até que tenham adquirido o livre arbítrio» (S. Tomás, Sum. Teol., 11-II, q. 10, a. 12.). Assim, substituindo a providência paterna pela providência do Estado, os socialistas vão contra a justiça natural e quebram os laços da família"


Fonte: Rerum Novarum

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Introdução ao Espírito da Liturgia

Joseph Ratzinger - Bento XVI

Parte III



O Sinai, Deus e Israel:

" No Sinai o povo não recebe somente as prescrições cultuais, mas uma organização jurídica  e uma regra de vida completas. Somente deste modo ele se constitui como povo. Sem uma organização jurídica comunitária, um povo não subsiste. Cai na anarquia, paródia da liberdade, a anulação do arbítrio de cada um, que é a sua total ausência da liberdade. Na organização da aliança, estão envolvidos, além do culto, direito e vida que se entrelaçam. Na idade moderna, vimos que houve um desmembramento que acabou por conduzir á total secularização do direito e excluiu totalmente toda referência a Deus na elaboração desse direito e " Um direito que não se baseia na moral se torna injustiça; uma moral e um direito que não tem sua origem na referência a Deus degradam o ser humano, porque o privam de sua medida mais elevada e de sua possibilidade mais alta, visto que lhe negam a visão do infinito e do eterno; com essa aparente libertação ele é submetido à ditadura da maioria dominante, a critérios humanos limitados que terminam por submete-lo á violência" 

Essência do Culto e da Liturgia

" Uma organização das coisas humanas que desconhece a Deus diminui o ser humano. Por isso culto e direito não podem ficar completamente separados entre si: Deus tem direito à resposta do ser humano, tem direito ao próprio homem, e onde esse direito de Deus desaparece por completo também se dissolve a organização jurídica humana, porque lhe falta a pedra angular que mantém o conjunto unido"


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Orações e jejum pela Síria

Nossa Senhora de Saidnaya -  Nossa Senhora na Síria. 

Rogai por todos nós e que haja paz naquele país!



Amanhã,  Sete de setembro  -,somos convidados pelo Papa Francisco a um dia de oração, de jejum e penitencia pela paz na Síria. Unamo-nos a ele.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Jejum e Orações pela Síria

Rezemos junto ao Santo Padre pelos cristãos que sofrem na Síria.



"Hoje, queridos irmãos e irmãs, queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.

Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.

Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência.

Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria.

Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.
O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (cf. Pacem in terris, [11 de abril de 1963]: AAS 55 [1963], 301-302).

Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.

Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.

Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz.

Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.

No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00min até as 24h00min, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.

Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos! Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz. Maria, Rainha da paz, rogai por nós!"

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Introdução ao Espírito da Liturgia

Joseph Ratzinger - Bento XVI

Parte II

A Partida de Israel:

Israel não parte para ser um povo como todos os outros povos; mas para servir a Deus.

A meta do Êxodo é a montanha  de Deus, ainda desconhecida e a finalidade: prestar serviço a Deus. Alguns poderiam pensar que o  acento posto no culto ao longo das negociações com o faraó  foi  de natureza tática.O verdadeiro e único  objetivo do êxodo não seria o culto, e sim a terra, que aliás, constitui o real objeto da promessa feita a Abraão. Não creio, diz Bento XVI -; ' que com isso se possa justificar a gravidade que se percebe nos textos. 

No fundo, diz ele, a contraposição de terra e culto não tem sentido: " a terra é ofertada  para ser um lugar de veneração do Deus verdadeiro. A mera posse da terra , a mera autonomia nacional fariam Israel descer ao nível dos outros povos. Essa finalidade levaria a ignorar a especificidade da eleição: A história  inteira dos juízes e dos Reis, mostra justamente que a terra como tal, vista em si mesma, permanece como um bem  indeterminado, que se torna bem autêntico,verdadeiro dom da promessa cumprida só se aí reinar Deus,  e se a terra  não existir como  uma espécie de estado independente, mas se for o espaço da obediência, onde se cumpre a vontade de Deus e, assim, se realiza a maneira correta da existência humana"

Vejamos a análise do texto bíblico:


Nela vemos a relação entre as duas finalidades do Êxodo. Após três dias, o Israel peregrino ainda não compreendeu que tipo de sacrifício Deus espera dele. Três meses depois, porém, " da saída  dos filhos de Israel da  terra do Egito, naquele dia chegaram ao deserto do Sinai" (Ex 19,1). No terceiro dia, Deus desce no cume da montanha (19,16.20). Deus fala ao povo, manifesta a sua vontade nas dez santas palavras (20,1-17), e sela com Moisés a aliança (Ex 24), que se concretiza 'numa forma de culto minuciosamente regulamentado'.


Israel aprende então, a adorar a Deus do modo desejado por Ele. E dessa adoração  faz parte o culto, a liturgia em sentido restrito, mas exige viver segundo a vontade de Deus, que é uma parte imprescindível na verdadeira adoração. E o culto serve, portanto, para oferecer o olhar à Deus e assim dar a vida, que se torna glória para Deus.

***


Depois retornamos para ver como Israel se constitui verdadeiro povo de Deus e como a Liturgia, o culto são peças chaves na história deste povo.


Leia aqui a Primeira parte do estudo.


Milagre de Bento?

Um menino de 19 anos nos EUA atribui sua recuperação repentina de um tumor no peito à imposição das mãos do Papa Bento XVI.




Um menino de 19 anos EUA atribui sua recuperação repentina de um tumor no peito à imposição das mãos do Papa Bento XVI. Peter Srisch tinha 17 anos quando ele foi diagnosticado com uma forma agressiva de câncer no peito. " Ele foi submetido a exame de raio- X, e este revelou um tumor do tamanho de uma bola de softball no peito ", diz sua mãe , Laura Srisch . " Foi diagnosticado como quarta etapa do linfoma não-Hodgkin . "

Ao tentar curá-lo , uma fundação do "Make a Wish " lhe permitiu realizar o seu sonho : "A primeira coisa que Peter disse - conta a mãe - foi: . Que eu gostaria de encontrar o Papa em Roma"

Peter foi a Roma e se encontrou com Bento XVI. "Quando eu falei com ele fiquei impressionado com a sua humanidade , foi uma experiência humilhante para mim ver como ele era humilde ." Bento ouviu Peter, que lhe falou do seu câncer, o Papa apoiou sua mão direita sobre o peito , exatamente no local do tumor. Peter afirmou que "O Papa não sabia onde o tumor estava localizado , mas ele colocou a mão ali mesmo. "

Um ano depois, Peter está curado completamente , é um estudante do segundo ano na faculdade e espera se tornar um padre.

Fonte AQUI

O Apóstolo Paulo e o Bolsa Família




"Com muita frequência ouço na faculdade os professores dizendo que a Bíblia Sagrada ampara as intenções Petista/Socialista baseado no texto do Livro de Atos dos Apóstolos capítulo 4, versículos 32,34 e 35: “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha.”

Não se pode refutar que tal comportamento de fato é honroso e a igreja hodierna tem muito a aprender com o desprendimento material que os cristãos primitivos bem expressavam nas suas atitudes nos ensinando sobre a brevidade e a vaidade do materialismo.

Porém, esse texto nada mais é do que um ensino para socorrer nossos irmãos que de fato tenham uma necessidade. Detalhe, as pessoas que traziam seus bens para administração dos apóstolos não eram obrigadas ou forçadas a tomar essas decisões, mas voluntariamente faziam isso e de bom grado traziam seus bens os quais eram distribuídos principalmente para as viúvas, os órfãos, à manutenção do templo e o sustento dos apóstolos que dedicavam seu tempo na oração e na pregação da palavra.

A Bíblia nos ajuda a entender que sempre que surgia uma crise ou um imprevisto no meio da família de Deus, o próprio Espírito Santo sensibilizava outras pessoas para serem generosas com seu próximo, deixando claro que isso não seria uma doutrina, mas uma atitude extraordinária conforme a situação exigia. Em outra ocasião, essa mesma cidade que recebera todos aqueles bens doados pelos fiéis, digo Jerusalém, estava enfrentando um período de crise, o que levou o Apóstolo Paulo a fazer uma campanha de donativos em outras cidades para mandar para aqueles irmãos necessitados. Deus permitiu isso para que uma boa parte dos cristãos se ausentassem de Jerusalém para propagar o evangelho pelo mundo afora.

As palavras do Apóstolo Paulo nos mostram que ele mesmo quando viajava para pregar o evangelho também tinha seu serviço secular que era fazer tendas e fazia de tudo para não ser pesado aos irmãos. Não que seja errado às pessoas que vivem para pregar o evangelho a serem assalariadas por suas ovelhas, porém o Apóstolo não queria se dar ao caso para um pretexto.

Entre muitos lugares que Paulo propagou o evangelho, ele havia implantado igrejas entre os Tessalonicenses e soube depois que partiu de lá, que havia alguns irmãos entre eles que estavam vivendo ociosamente e inspirado pelo Espírito Santo os escreveu dizendo: “Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também.Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs. A esses tais, porém, mandamos, e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão.” 2 Tessalonicenses 3:10-13.

Essa mesma repreensão cabe às pessoas que não trabalham e vivem na dependência do governo petista/socialista, alegando mil motivos para justificar os seus pecados, sua ociosidade e falta de coragem para lutar pela vida. E isso se torna um pecado mais sério aos que se dizem cristãos e já deveriam ter abandonado essa bolsa esmola, que os dão ao luxo de viver preguiçosamente esquecendo que a bíblia condena o pecado da preguiça: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio” (Provérbios 6:6).

Com muita prudência as palavras de Paulo foram ratificadas pela sábia jornalista Rachel Sheherazade: “Assistência, tem que ser provisória, se não vira dependência; se não gera parasitismo. Quem vive do bolsa família precisa subir a outro patamar. Ganhar profissionalização, conquistar o emprego, cuidar da própria vida. Um dia o poço pode secar. É preciso agora aprender a pescar.”

Veja bem que Paulo os exortou por nosso Senhor Jesus o qual também deixou claro nas suas palavras que ao homem ocioso até o que tem, lhe será tirado. Em Mateus 25.14-30, Ele nos conta uma parábola que um homem ia viajar e confiou seus bens a três pessoas; a uma deu 5 talentos, a outra 2 e à última apenas 1 talento. Só nessa divisão de talentos já vemos motivos para os petistas/marxistas acusarem Jesus. Aliás, isso é tudo que os marxistas sabem fazer. Colocam a culpa das suas misérias em alguém. Nunca assumem a sua própria falta de coragem, preguiça e omissão.

Após esse homem voltar para prestar contas com seus servos, o servo inútil, que com certeza era um petista/marxista começou a acusá-LO, para justificar sua falta de competência, por não ter granjeado novos talentos. Se Jesus fosse nosso contemporâneo, essas pessoas que sempre colocam a culpa em alguém, O chamaria de burguês explorador dos proletariados. Pois querem impor a todo custo esse regime composto de idiotas úteis nos países capitalistas e tem achado inúmeros adeptos, como bem mostra esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=I0Aq5SQrIEg

Por isso, a você jovem cristão, que ouve essas aberrações na faculdade todos os dias, digo: “Deus o colocou lá por um motivo: Erguer a bandeira do Evangelho de Cristo e esclarecer para o máximo de pessoas possíveis, o risco que nosso país está correndo. Se atualize, se informe. Clame por sua nação. Denuncie as intenções desse sistema.” 

“Pois temos professores que afirmam categoricamente que o regime de Cuba deu certo. Temos professores que idolatram Karl Marx e o tem como salvador da pátria. Temos professores que estão tão atolados no esquerdismo que dizem que o Mensalão nunca existiu e toda essa denúncia da mídia não comprada contra o PT é pura perseguição de imprensa.”

Quero concluir com uma parábola profética que tem tudo a ver com esse contexto. “Dizem que em uma terra longínqua, havia uma vila com dezenas de pessoas e uma vaquinha que produzia leite como alimento para as crianças e os adultos era a principal fonte de renda. Porém essa vila não crescia e nem progredia. E foi convidado para visitar essa vila um mestre para detectar o problema e apresentar a solução. Ao ver essa situação, o mestre jogou aquela vaquinha numa ribanceira o que foi questionado por todos. Sem dar nenhuma explicação e debaixo xingos, aquele mestre foi expulso dali. Porém, depois de muitos anos aquele mestre voltou àquele lugar e encontrou um povo próspero, com dispensas fartas e plantações em abundância. Como já não se lembravam do mestre, ele perguntou o segredo do sucesso que aquela vila havia experimentado. Os relatos foram unânimes: ‘Há muito tempo, veio um homem neste lugar e matou nossa vaquinha que era nossa única fonte de renda. Depois disso choramos e nos lamentamos muito, mas entendemos com muita dor que tínhamos que reagir e lutar por nossa vida e sustentação e hoje entendemos que tudo que aquele mestre nos fez foi uma grande dádiva que a princípio nos causou uma grande dor’. Aquele mestre sorriu e entendeu que mais uma vez sua intervenção foi útil.”

Autor: Jean César, Policial Militar do Estado de RO, Concluinte do Curso de Teologia Nível Médio (Eetad) e Acadêmico do Curso de Direito na Ulbra de Ji-Paraná, RO.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Introdução ao Espírito da Liturgia

Joseph Ratzinger - Bento XVI



Diz: " Se este livro puder servir de estímulo para algo como um " movimento litúrgico", um movimento para a liturgia e sua correta celebração, exterior e interior, o intuito que me impeliu a este trabalho estará plenamente realizado" -

Peçamos a Deus que isto aconteça, para a Glória de Seu Nome e para o nosso bem.

Sobre a Essência da Liturgia:

O que entende por Liturgia?

Neste primeiro capítulo, Bento XVI cita  a ideia surgida na década de 1920, sobre a Liturgia ser comparada a um jogo,e que como todo jogo, possui regras próprias. Ele é dotado de sentido, "mas ao mesmo tempo livre, e exatamente por isso, possui em si algo de terapêutico, aliás, de liberatório, a partir do momento que nos faz sair do cotidiano e dos fins que o caracterizam, libertando-nos durante um certo período de tempo, de tudo aquilo que oprime nossa vida de trabalho. O jogo seria, por assim dizer, um outro mundo, um oásis de liberdade onde podemos, por um momento, deixar fluir livremente a existência, para neste momento de evasão do domínio do cotidiano, suportar seu jugo"

Mas tudo isso poderia ser usado em qualquer tipo de jogo e é por isso que devemos mencionar um outro aspecto nesta teoria do jogo que o fará se aproximar da essência da Liturgia: "Assim como toda brincadeira de criança parece, em inúmeros aspectos, uma espécie de antecipação da vida, um treinamento para aquilo que será a sua vida, sem, todavia, incluir todo seu peso e a sua seriedade. Do mesmo modo, a Liturgia lembra que todos nós, diante da verdadeira vida, que desejamos alcançar, somos no fundo como crianças, ou que deveríamos se-lo; a liturgia, então, seria uma forma completamente diferente de antecipação, de exercício preliminar: prelúdio da vida futura, da vida eterna, da qual Agostinho afirma que, ao contrário da vida presente, aquela não será feita de necessidades e obrigatoriedades, mas inteiramente da liberdade de oferecer e dar".

"A Liturgia seria, então, a redescoberta do nosso autentico ser criança dentro de nós, ela seria uma forma definida da esperança, que antecipa a verdadeira vida, que nos  introduz na vida autêntica - a da liberdade, da proximidade com Deus e da total abertura recíproca. Assim, ela exprime também na vida real cotidiana os sinais precursores da liberdade, que derrubam barreiras e deixam transparecer o céu na terra. Semelhante aplicação da teoria do jogo, eleva a liturgia bem acima da brincadeira em geral"

Nova abordagem a partir dos textos bíblicos: 

Na narração dos fatos que antecederam a saída do povo de Israel do Egito, bem como na dos vários episódios do Êxodo, duas diferentes finalidades emergem para esse evento extraordinário:

1 - Uma é a chegada à Terra prometida, onde Israel finalmente irá viver livre e independente na terra que é sua. Ao lado desta, surge uma outra finalidade: a ordem original que Deus dá ao faraó: " Deixa partir meu povo, para que me sirva no deserto!" (Ex 7,16) Esta expressão Deixa partir meu povo, para que me sirva" - se repete quatro vezes, ou seja, em todos os encontros do faraó com Moisés e Araão.

Depois de várias negociações a finalidade vai sendo, então, concretizada. O faraó aceita o compromisso, já que para ele a questão é a liberdade de culto - " Ide, oferecei sacrifícios ao vosso Deus, mas dentro do país" (Ex 8,21). Moisés fiel a ordem recebida, insiste em afirmar que para o culto é necessário o êxodo, já que o lugar estipulado é o deserto - "Havemos de ir ao deserto, a três dias de caminho, e ofereceremos (lá) sacrifícios ao Senhor, nosso Deus, conforme ele nos ordenou.”(Ex 8,27)

Depois das pragas faraó se mostra mais acessível, permite, então, que o culto se realize segundo a vontade da divindade, mas impo~em que só os homens saiam, e que todos os demais: mulheres, criança e animais fiquem no Egito. Desse modo, nos diz bento XVI: " pressupõe uma praxis cultual então usual, segundo a qual apenas os homens eram protagonistas ativos no culto"

Moisés não pode negociar a modalidade do culto com o faraó, nem pode subordinar o culto a compromissos políticos: " a forma do culto não é questão de concessão política; o culto possui a sua própria medida, e só pode ser regulado pela medida da revelação de Deus"

Por esta razão, também é recusada a terceira proposta de compromisso do faraó, o qual dessa vez, manifesta permissão para que mulheres e crianças também possam partir  e Moisés responde que precisa levar consigo também os animais, porque, " enquanto não chegarmos até o lugar marcado, não sabemos com que haveremos de servir a Javé" (Ex 10, 26)

Em todas as negociações não se fala em Terra prometida: o único objetivo do Êxodo parece ser a adoração, que só pode acontecer segundo a medida de Deus, e que, por essa razão, foge das regras do jogo do compromisso político.

Depois continuamos.

 Deus seja Louvado!