domingo, 14 de setembro de 2014

Exaltação da Santa Cruz

Por Bento XVI



Como é admirável possuir a Cruz! Quem a possui, possui um tesouro!” (S. André de Creta, Homilia X na Exaltação da Cruz: PG 97, 1020).

Neste dia em que a liturgia da Igreja celebra a festa da Exaltação da Santa Cruz, o Evangelho que acabastes de ouvir lembra-nos o significado deste grande mistério: Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho único, para que os homens sejam salvos (cf. Jo 3,16).

O Filho de Deus tornou-se vulnerável, assumindo a condição de servo, obedecendo até à morte e morte de cruz (cf. Fil 2,8). É pela sua Cruz que estamos salvos. O instrumento de suplício que, na Sexta-Feira Santa, tinha manifestado o juízo de Deus sobre o mundo, tornou-se fonte de vida, de perdão, de misericórdia, sinal de reconciliação e de paz.

Para ser curados do pecado, olhamos para Cristo crucificado!” dizia Santo Agostinho (Tract. in Johan., XII, 11). Levantando os olhos para o Crucificado, adoramos Aquele que veio para assumir sobre si o pecado do mundo e dar-nos a vida eterna. E a Igreja convida-nos a erguer com ousadia esta Cruz gloriosa, a fim de que o mundo possa ver até onde chegou o amor do Crucificado pelos homens, por todos os homens.

A mesma convida-nos a dar graças a Deus, porque de uma árvore que trouxera a morte surgiu novamente a vida. É sobre este madeiro que Jesus nos revela a sua soberana majestade, nos revela que Ele é exaltado na glória. Sim, “Vinde, adoremo-Lo!”. No meio de nós, encontra-se Aquele que nos amou até ao ponto de dar a sua vida por nós, Aquele que convida todo o ser humano a aproximar-se d’Ele com confiança.""

Fonte: AQUI

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

A sublime dignidade de Maria.

Por Papa Pio XII


" E certo que no sentido pleno, próprio e absoluto, somente Jesus Cristo, Deus e homem, é rei; mas também Maria – de maneira limitada e analógica, como Mãe de Cristo-Deus e como associada à obra do divino Redentor, à sua luta contra os inimigos e ao triunfo deles obtido participa da dignidade real. De fato, dessa união com Cristo-Rei deriva para ela tão esplendente sublimidade, que supera a excelência de todas as coisas criadas: dessa mesma união com Cristo nasce aquele poder real, pelo qual ela pode dispensar os tesouros do reino do Redentor divino; finalmente, da mesma união com Cristo se origina a inexaurível eficácia da sua intercessão junto do Filho e do Pai.

 Portanto, não há dúvida alguma que Maria santíssima se avantaja em dignidade a todas as coisas criadas e tem sobre todas o primado, a seguir ao seu Filho. "Tu finalmente, canta s. Sofrônio, superaste em muito todas as criaturas... Que poderá existir mais sublime que tal alegria, ó Virgem Mãe? Que pode existir mais elevado que tal graça, a qual por divina vontade só tu tiveste em sorte?" "A esses louvores acrescenta s. Germano: "A tua honra e dignidade colocam-te acima de toda a criação: a tua sublimidade faz-te superior aos anjos". João Damasceno chega a escrever o seguinte: " É infinita a diferença entre os servos de Deus e a sua Mãe".

 Para melhor compreendermos a sublime dignidade, que a Mãe de Deus atingiu acima de todas as criaturas, podemos considerar que a santíssima Virgem, desde o primeiro instante da sua conceição, foi enriquecida de tal abundância de graças, que supera a graça de todos os santos. Por isso, como escreveu na carta apostólica Ineffabilis Deus o nosso predecessor, de feliz memória, Pio IX, Deus "fez a maravilha de a enriquecer, acima de todos os anjos e santos, de tal abundância de todas as graças celestiais hauridas dos tesouros da divindade, que ela – imune de toda a mancha do pecado, e toda bela apresenta tal plenitude de inocência e santidade, que não se pode conceber maior abaixo de Deus, nem ninguém a pode compreender plenamente senão Deus".

Fonte AQUIhttp://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_11101954_ad-caeli-reginam_po.html

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A Política da Prudência

Por Russel Kirk


" A base cultural de uma sociedade sadia é dada pela vida familiar, pela religião e pela educação, que deve ser  orientada pelo modelo clássico da chamada educação liberal, pois na falta de convenções sensatas, a ordem civil e social se dissolve.

A decadência dos esquemas pedagógicos vigentes, marcados  por concepções ideológicas que se refletem no fanatismo e na mediocridade de professores e alunos, deve ser combatida pela livre adoção de um 'modelo educacional humanista, pautado no ensino dos clássicos da civilização ocidental, comprometido com a sensibilidade artística, e preocupado em despertar a busca da sabedoria e a prática da virtude".

O caminho para que as novas gerações superem o fanastismo, a trivialidade e a mediocridade de nossa época é a adoção da educação liberal, renovar o contato com os clássicos com o propósito de conervar um corpo sadio de conhecimentos legados pelos " gigantes do passado", aprender as verdades eternas sobre a pessoa e a comunidade e romper os grilhões  do cativeiro do tempo e do espaço: só isso nos permitirá ter uma visão mais ampla e entender o que é ser plenamente humano, capacitando-nos a transmitir às gerações vindouras o patrimônio comum de nossa cultura.

O objetivo primário da educação liberal, então, é o cultivo do intelecto e da imaginação do próprio indivíduo, para o bem do próprio indivíduo. Não deve ser esquecido, nesta era massificada em que o Estado aspira a ser tudo em tudo, que a educação genuína é algo além do mero instrumento de política pública.

A verdadeira educação deve desenvolver o indivíduo humano, a pessoa, antes de servir o Estado.(..) o ensino não foi organizado pelo moderno Estado-Nação.O ensino formal começou, de fato, como tentativa de tornar o conhecimento religioso - o senso transcendente e as verdades morais - familiar à geração nascente. Seu propósito não era doutrinar os jovens em civismo, mas sim ensinar o que é ser um homem genuíno, que vive dentro de uma ordem moral. Na educação liberal, a pessoa tem primazia.

Contudo, um sistema de educação liberal também possui um propósito social, ou ao menos um resultado social. Ajuda a prover um corpo de indivíduos que se tornam líderes em muitos níveis da sociedade, em grande ou pequena escala.

Fonte: A Política da Prudência - Russel Kirk - pag: 52/53

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A entronização do Interesse Privado.

Por Venerável Fulton Sheen

Primeira Parte - AQUI
Segunda Parte - AQUI
Terceira Parte AQUI
Quarta Parte  - AQUI


" Veio então o último substituto: A Entronização do Interesse Privado. Os homens tinham dito: não queremos que a Igreja de Cristo nos governe, acrescentaram mais tarde: não queremos que o Mundo de Deus nos governe; assim, vamos nos governar por nossa própria razão; acabaram devidindo governar-se a si mesmos, na base de uma absoluta independencia para com Deus.

Os três princípios capitais da cultura liberal foram os seguintes:

1 - Em Economia: deixar todos os homens livres de trabalharem por seu destino econômico como julgarem conveniente, pois daí decorrerá o bem comum. Sobre este princípio amoral é que se funda o Capitalismo moderno.

2 - Em Política: A fim de que o indivíduo possa ficar livre de coerção em suas atividades econômicas, o Estado deve exercer apanas funções negativas, como o policial cujo encargo é prevenir  que os outros interfiram em nossos negócios e especialmente proteger os direitos de propriedade.

3 - Na Sociedade: a liberdade significa o direito a fazer o que aprouver. O homem é livre no mais alto grau, quando desimpedido de qualquer  constrangimento, disciplina e mando. A personalidade exprime-se quando se quebram os grilhões da Lei.

A Era da Substituição tem atrás de si três grandes revoluções: 

1 - A revolução religiosa: que desenraizou a responsabilidade do homem para com a comunidade espiritua.
2 - A revolução francesa: que isolou o homem da responsabilidade para com a comunidade política.
3- A Revolução Industrial: que com o liberalismo, separou o homem de qualquer responsabilidade social e bem comum.

Esta é a essência da cultura secular: a supremacia do indivíduo. Decepar suas raízes em Deus, suas raízes na Lei e suas raízes da fraternidade humana, levou naturalmente à anarquia da selva, à opressão dos fracos e desventurados, a uma sociedade que não passa de um entrelaçamento de egoísmo e na qual cada homem é um lobo para o próximo. E esses egoísmos, quando alçados ao plano da nacionalidade e militarizados, culminaram na primeira guerra mundial.

Deste modo, uma idade laicizada, iniciando-se com o sonho de uma fraternidade sem Deus, terminou numa série de conflitos malogrados, em que homens de diversas raças e nações sofreram a tentação de negar os últimos vestígios de humanidade. Não soubemos, porém, tirar os ensinamentos dessa primeira guerra mundial. Procedemos como o homem depois do Dilúvio. Ele logo construiu a Torre de Babel, graças à qual pretendia poder galgar os céus por seus próprios meios e sem ajuda de Deus.

Assim também, depois daquela guerra, que foi um dilúvio, não de água , porém de sangue,  o homem persistiu em afirmar que podia por seus próprios recursos edificar um novo mundo isento de deveres para com Deus e Sua Lei Moral.

Um coisa insólita ocorreu em certas nações, depois da primeira guerra mundial: a saber, uma reação contra o individualismo, suas obras e suas pompas.

Em três  países rebentou a revolução: Nazista - Fascista e a Comunista. Nenhuma delas foi imposta ao povo por ditadores cruéis. As massas não são estúpidas; a menos que sentissem que esses movimentos estavam corrigindo certos abusos tremendos, nunca os seus líderes teriam subido ao poder.

Há em toda revolução dois elementos: protesto e reforma. Os protestos destes revolucionários eram justificados; as reformas erradas. O atrativo da revolução estava em reclamar contra os erros da nossa cultura secularista e sua glorificação do indivíduo.

Lenin proclamou à face do mundo: " Porventura não sois capazes de ver que um sistema econômico que permite a cada um fazer o que quiser, significa que os ricos são favorecidos e os fracos esmagados? Aquilo a que se chama liberdade econômica acabará exprimindo a concentração da riqueza nas mãos de alguns e o emprobrecimento das massas.É mister que haja uma reordenação da vida econômica no sentido de serem todos os recursos materiais de uma nação consagrados ao bem geral".

E assim falando Lenin estava com toda razão! Muito embora porém, o seu protesto fosse justo, sua reforma foi errada, pois passou ao extremos oposto, instituindo em lugar do privilégio do dinheiro, o privilégio do poder, e curou o abuso dos direitos de propriedade pela destruição de todos os direitos.

Fonte Filosofias em Luta

Depois continuamos.
Fiquem com Deus.


Natividade da Santíssima Virgem

Beato Guerric de Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense
1º sermão para a Natividade de Maria


"Hoje nasceu a Virgem de quem quis nascer a salvação de todos, para dar àqueles que nasciam para morrer a possibilidade de renascerem para a vida.

 Hoje nasceu a nossa nova mãe, que apagou a maldição de Eva, nossa primeira mãe. Assim, através dela, somos herdeiros da bênção, nós, que por causa da primeira mãe tínhamos nascido sob a antiga maldição.

Sim, Ela é na verdade uma nova mãe, uma mãe que renovou a juventude dos filhos envelhecidos, que curou o mal dum envelhecimento hereditário e de todas as outras formas de envelhecimento que lhe tinham sido acrescentadas.

 Sim, Ela é na verdade uma nova mãe, que dá à luz um filho através dum prodígio novo, permanecendo virgem, Ela é a que deu ao mundo Aquele que criou o mundo."

domingo, 7 de setembro de 2014

União e concórdia no seio das famílias


Por sua santidade Papa João XXIII



"Finalmente exortamos instante e paternalmente todas as famílias a que procurem alcançar e reforçar aquela união e concórdia, a que convidamos os povos, os governantes e todas as classes sociais. Se não há paz, união e concórdia nas famílias, como poderá havê-la na sociedade civil?

Esta ordenada e harmônica união, que deve sempre reinar dentro das paredes domésticas, nasce do vínculo indissolúvel e da santidade própria do matrimônio cristão e contribui imensamente para a ordem, progresso e o bem-estar de toda a sociedade civil.

O pai faça, por assim dizer, as vezes de Deus no lar e oriente, não só com a autoridade, mas também com o exemplo. A mãe, com a delicadeza da alma e a virtude, procure educar forte e suavemente os filhos; para com o marido seja boa e afetuosa; e com ele prepare os filhos, dom preciosíssimo de Deus, para uma vida honesta e religiosa. Os filhos, por sua vez, sejam sempre obedientes aos pais, como devem, amem-nos, consolem-nos e, sendo necessário, ajudem-nos.

Dentro das paredes domésticas reine aquela caridade que abrasava a Sagrada Família de Nazaré, floresçam todas as virtudes cristãs, domine a união dos corações, e brilhe o exemplo duma vida honesta. Não aconteça nunca - como pedimos ardentemente a Deus - que seja perturbada tão bela, suave e necessária concórdia; quando a instituição cristã da família vacila, quando são negados ou violados os mandamentos do Divino Redentor sobre este ponto, então desabam os fundamentos da civilização, a sociedade civil corrompe-se e corre grave perigo com prejuízos incalculáveis para todos os cidadãos.

Fonte: AQUI

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Papa João XXIII e a Família


Por Santo João Paulo II - no Centenário do Nascimento de João XXII


" Se nos perguntamos onde e como adquiriu o Papa João esses dotes de bondade e paternidade, unidas estas a uma fé cristã sempre íntegra e pura, é fácil responder: na família.


Ele mesmo, por toda a sua longa vida e num grandíssimo número de escritos, particulares e oficiais, recorda, comovida e reconhecidamente o seu patriarcal lar doméstico, os anos da meninice e da adolescência, passados num ambiente límpido e sereno, em que o estilo era a graça de Deus, vivida com simplicidade e coerência, a regra de vida era o catecismo e a instrução paroquial, o conforto era a oração, especialmente a Missa festiva e o Terço vespertino, e o empenho quotidiano era a caridade: "Éramos pobres — escrevia o Papa João — mas contentes com a nossa condição, confiados na ajuda da Providência. Quando um mendigo se apresentava à porta da cozinha, onde uns 20 jovens esperavam a tigela de caldo, havia sempre um lugar a mais. A minha mãe apressava-se em mandar sentar o hóspede ao lado de nós" (Giornale dell'anima, IV ed. Appendice).

O Papa João foi verdadeiramente um homem mandado por Deus  e já tinha posto de sobreaviso acerca dos perigos que a ameaçam: "Este santuário — dizia com lágrimas no coração — está ameaçado por muitas insídias. Uma propaganda, por vezes sem limite, serve-se dos poderosos meios da imprensa, do espectáculo e do divertimento para difundir, especialmente na juventude, os germes nefastos da corrupção. É necessário que a família se defenda... Aproveitando também, quando é necessário, a tutela da lei civil .

Por isso, o seu ensinamento permanece válido e perene, porque é a voz da Verdade e é o que no íntimo deseja e espera a alma de cada pessoa. Apraz-me sintetizar esse ensinamento nos seguintes: Cinco "pontos firmes".

— Primeiro de tudo, a sacralidade da família, e portanto também do amor e da sexualidade: "a família é dom de Deus — dizia —, encerra uma vocação que vem do alto, a qual não se improvisa" (idem, Vol. III, p. 67). "Na família dá-se a mais admirável e íntima cooperação do homem com Deus: as duas pessoas humanas criadas à imagem e semelhança divina, são chamadas não só ao grande encargo de continuar e prolongar a obra criadora, dando a vida física a novos seres, a que o Espírito vivificador infunde o vigoroso princípio da vida imortal, mas são chamadas também ao dever mais nobre e que aperfeiçoa o primeiro, isto é, o da educação cívica e cristã da prole" (idem, Vol. II, p. 519). Por motivo desta essencial característica, quis Jesus que o matrimónio fosse 'Sacramento' ".

A moralidade da família. "Não nos deixemos enganar, cegar, iludir — aconselhava com sabedoria cristã e paternal —: a Cruz é sempre a única esperança de salvação; a Lei de Deus está sempre nela, com os seus dez mandamentos a recordar ao mundo que só nela está a salvaguarda das consciências e das famílias, que só na sua observância está o segredo da paz e da tranquilidade de consciência. Quem se esquece disto, embora pareça esquivar qualquer preocupação de seriedade, depressa ou tarde constrói para si a própria tristeza e miséria" (idem, Vol. II, pp. 281-282). E noutra ocasião acrescentava: "O culto da pureza é a honra e o tesouro mais precioso da família cristã" (idem, Vol. IV, p. 897).

A responsabilidade da família. O Papa João tem confiança na obra educativa dos pais, sustentada pela graça divina. Dirigindo-se ás mães dizia: "A voz da mãe, quando anima, convida e repreende, permanece esculpida profundamente no coração dos seus, e não se esquece nunca. Oh, só Deus conhece o bem despertado por esta voz, e a utilidade que ela procura à Igreja e à sociedade humana" (idem, Vol. II, p. 67). E aos pais acrescentava: "Nas famílias — onde o pai reza e tem fé alegre e consciente, frequenta as instruções catequéticas e a elas leva os filhos — não haverá tempestades nem desolações de uma juventude rebelde e sem amor. A nossa palavra quer ser sempre de esperança; mas estamos certo que, nalgumas expressões desconfortantes de vida juvenil, a maior responsabilidade se deve buscar primeiramente naqueles progenitores, especialmente nos pais de família, que fogem dos deveres precisos e graves do seu estado" (idem, Vol. IV, p. 272).

A finalidade da família. Sob este ponto, o Papa João era claro e linear: o fim para que se nasce é a santidade e a salvação, e a família é querida por Deus para este fim. Há vinte anos, na carta-testamento, escrita por ocasião dos seus 80 anos, recordando uma a uma as suas amadas pessoas de família dizia: "Isto é o que mais vale: assegurar cada um a vida eterna confiando na bondade do Senhor que tudo vê e a tudo provê" (3 de Dezembro de 1961). E comentando cada um dos mistérios do Rosário, afirmava que pedia no terceiro mistério gozoso pelas crianças de todas as raças humanas vindas à luz nas últimas 24 horas (idem, Vol. IV, p. 241).

A exemplaridade da família cristã. O Papa João exortava insistentemente os pais e os filhos cristãos a serem exemplo de fé e virtude no mundo moderno, segundo o modelo da Sagrada Família: "O segredo da verdadeira paz — dizia —, do mútuo e duradouro acordo, da docilidade dos filhos, do florescer de costumes delicados, está na imitação continua e generosa da doçura e da modéstia da Família de Nazaré" (idem, Vol. II, pp. 118-119). O Papa João está seguro que destas famílias exemplares podem brotar numerosas e escolhidas vocações sacerdotais e religiosas, apesar das dificuldades dos tempos.

Esta é, em síntese, a doutrina do grande e amável Pontífice, acerca da família, doutrina que soa a condenação clara das teorias e das práticas, que são contra a instituição familiar""

Fonte: AQUI

São Gregório Magno







São Gregório nasceu no ano de 540 em Roma, de família nobre. Ainda muito jovem foi primeiro ministro do governo de Roma. Grande admirador de Sâo Bento, resolveu transformar suas muitas posses em mosteiros. Pouco tempo pode ficar nos mosteiros porque o papa Pelágio o enviou como núncio apostólico em Constantinopla até o ano 585.

Foi feito Papa em 590 e seu pontificado foi até 604. Foi um dos maiores papas que a Igreja já teve. Bossuet considerava-o "Modelo perfeito de como governa a Igreja". Nele encontram-se todas as qualidades do homem de governo, o senso do dever, da medida e da dignidade.

Até nós chegaram 848 se suas cartas e muitas de suas homilias. Promoveu na liturgia o canto "gregoriano". Profunda influencia exerceram os seus escritos:"Vida de São Bento" e "Regra Pastoral", válido ainda hoje.

Morreu em 12 de março de 604 e sua festa liturgica é no dia 3 de setembro.

Ensinamentos de São Gregório Magno:

-"Cada qual suporta o próximo na medida que o ama".

-"Quando uma alma olha para Deus toda a natureza lhe parece insignificante".

-"Diante dos homens é virtude suportar os inimigos, mas diante de Deus a virtude é ama-los".

-"O sacrifício do altar será para nós uma Hóstia (vítima) verdadeiramente aceita a Deus, quando nós mesmos nos fizermos vítimas".

-"Nosso Redentor mostrou-se como uma só pessoa com a santa Igreja, que ele assumiu".

-"Deus quer que lhe façamos violência com as nossas orações, pois tal violência não o irrita, mas o aplaca".

-"Todos os santos foram mártires ou pela espada ou pela paciencia".

-"Quando damos aos pobres as coisas indispensáveis, não praticamos com eles grande generosidade pessoal, mas lhes devolvemos o que é deles. Cumprimos um dever de justiça e não tanto um ato de caridade".

-"Da inveja nasce o ódio, a maledicência, a calúnia, a alegria causada pela desgraça do próximo e desprazer causado por sua prosperidade".

São Gregório Magno: Rogai por nós!